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Ano 14 | Edição 87 | Julho/Agosto| Atualizada em 24/7/08 - 10h00

Nota incluída 24/7/08

O Mercado brasileiro de ECM e GED é de R$ 1,5 bilhão

Antonio Paulo de Andrade e Silva

É cada vez mais importante que os tomadores de decisões incluam as tecnologias para o tratamento de todo o ciclo de vida de informações, documentos e conteúdos em seus orçamentos e, além disso, que essas tecnologias sejam parte da estratégia das empresas. Para tanto, é preciso conhecer o ECM – Enterprise Content Management e o GED – Gerenciamento Eletrônico de Documentos.

Em julho de 2008, o IPC – Instituto de Pesquisas CENADEM realizou a Pesquisa Estado da Arte do Mercado de ECM, GED e Tecnologias Correlatas . Dividida em dois grandes blocos, contemplou respostas de Fornecedores e de Usuários , avaliando, assim, de modo completo, o mercado do ECM e GED no Brasil.

FORNECEDORES

O bloco Fornecedor considerou 155 respondentes. Como nem todas as principais empresas fornecedoras responderam à pesquisa, por diversas razões consideradas pelos analistas, acredita-se que o mercado fornecedor seja, na verdade, 80% maior que o aqui declinado.

Dentre os respondentes, 91% são prestadores de serviços no segmento, 77% prestam consultoria, 71% atuam em softwares, 23%, escaners e 22% com outros serviços.

Dos fornecedores de softwares, 84% são de GED, 70% de captação de imagens de documentos, 69% para digitalização/processamento de imagens, 62% para Gestão Documental e 59% para captação de dados.

Nos últimos anos, está crescendo a quantidade de empresas que também atuam no exterior, somando 31% dos respondentes. Sessenta e nove por cento atuam no mercado interno. A Região Sudeste assume a liderança no que diz respeito à atuação das empresas com 77%, seguida pela região Centro-Oeste, com 58%, Nordeste, com 57%, Sul, com 55% e Norte, 46%.

Os fornecedores de sistemas de ECM, GED e tecnologias correlatas têm atuação mais expressiva em bancos, área de finanças, seguros, previdência, fundos de pensão, somando 54%. Governos municipal e estadual atingem a marca de 50% nesse quesito, seguido por 47% com atuação no setor saúde, hospitais, clínicas, laboratórios e planos de saúde.

Um dos mais difíceis quesitos para se obter respostas confiáveis da nossa indústria no Brasil é quanto ao faturamento anual bruto. Contudo, tendo como base o universo pesquisado, os analistas concluíram que o faturamento anual bruto das empresas de ECM, GED e tecnologias correlatas é de R$1,5 bilhão.

Das empresas pesquisadas, 8% declaram que seu faturamento anual, em Reais, está acima de 50 milhões. Com faturamento até 500 mil estão 46%, de 500 mil a 1 milhão, 13%. De 1 milhão a 5 milhões estão 17%. Onze por cento estão na faixa de faturamento de 5 milhões a 20 milhões, e 5% na faixa de 20 milhões e 50 milhões.

USUÁRIOS

O bloco Usuários considerou 274 respondentes. Os analistas do segmento acreditam que a quantidade de usuários seja cerca de 70% maior. Dentre os aspectos mais importantes, a pesquisa destaca os que seguem.

Quarenta e três por cento dos respondentes pretendem ter sistema de GED e 38% já têm sistema implantado. Para 35%, a Gestão Documental pretende ser implantada e 34% já usam a metodologia. Os maiores usuários dessas tecnologias são organismos públicos: 13%, seguidos pelo segmento de educação, pesquisa e desenvolvimento, com 11%, e área financeira, com 9%.

O uso do papel ainda é significativo. A pesquisa indicou que para 42% dos respondentes, mais de 60% da documentação está mantida em papel. Já 30% dos respondentes afirmam que mais de 60% da documentação está em algum tipo de sistema digital ( e-mail, processamento de dados, ERP etc). Apenas 9% dos respondentes afirmam que 60% de sua documentação está em sistemas de ECM ou GED.

Nota-se, neste ponto, uma grande abertura em termos de possibilidades para fornecedores atuarem, não somente vendendo soluções, mas realizando um trabalho de disseminação das aplicabilidades das tecnologias em questão.

A problemática com a localização da informação também foi mostrada no estudo: 48% dos respondentes afirmam levar até 30 minutos procurando informações.

A pesquisa também indicou que nas empresas onde já existem sistema de ECM e GED, as aplicações concentram-se no controle de documentos, com 49%, e setor de arquivo, com 48%.

Das tecnologias mais empregadas, captação de imagens de documentos está com 53%, seguida pelo GED, com 50%, digitalização, com 49%, e Gestão Documental, com 39%.

Um dos aspectos mais relevantes da pesquisa é quanto aos investimentos. Quarenta e sete por cento devem investir em tecnologias de ECM e GED, entre os próximos 12 a 18 meses, até R$ 50 mil. Investirão entre R$ 50 mil a R$ 100 mil, 22%; 11% entre R$ 100 mil e R$ 300 mil. Cinco por cento, de R$ 300 mil a R$ 500 mil. Sete por cento, de R$ 500 mil a R$ 1 milhão; 6% de R$ 1 milhão a R$ 5 milhões e 3% investirão acima de R$ 5 milhões.

Considerando-se os 245 respondentes e as respectivas faixas de investimento mencionadas, os analistas concluíram que pretende-se investir em ECM/ GED R$ 146.450.000,00. E, sendo o número de respondentes projetado em mais 70%, esse valor passaria para R$248.965.000,00.

Apesar disso, 62% dos respondentes consideram que justificar o investimento e obter o comprometimento da alta direção um grande obstáculo às implantações.

Todos esses dados indicam que há uma grande possibilidade de se expandir a atuação de fornecedores e, paralelamente, desenvolver-se um trabalho de disseminação das tecnologias envolvidas pelo ECM e GED. Os números deste estudo são fortes indicadores que o ECM e o GED irão crescer ainda mais, e que devemos trabalhar muito.

É pensando nesse mercado em crescimento e com rico potencial que o CENADEM idealiza seus trabalhos de divulgação, através dos congressos, cursos, seminários e tantos outros eventos. Em setembro, entre os dias 9 a 11, será realizada a INFOIMAGEM-2008, Congresso e Feira sobre ECM e GED. É uma excelente oportunidade para medir o mercado.

Antonio Paulo de Andrade e Silva é diretor do CENADEM - Centro Nacional da Gestão da Informação - e-mail: apaulo@cenadem.com.br Tel.(11) 3081.9829

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Nota incluída 24/7/08

Inteligência no ciclo de vida corporativa

Igor Freitas

O acúmulo de conhecimento da humanidade, que costuma dobrar a cada cinco anos, passará a duplicar, a cada 90 dias entre os próximos dez a quinze anos, segundo o World Future Society (WFS). Ainda, de acordo com o WFS, toda mudança ocorrida entre 1980 e 2000 não passa de 10% da que acontecerá entre 2000 e 2020.

Isso se refletirá nas companhias focadas em pessoas, processos e tecnologia. Diante disso, a sobrevivência das organizações depende do uso inteligente dos dados armazenados por meio de metodologias, conceitos e inovações tecnológicas que permitirão sua análise e modelagem, desde a entrega e o rastreamento até a tomada de decisão estratégica.

Tradicionalmente, as organizações possuem uma grande quantidade de dados e informações, muitas delas extremamente relevantes para o sucesso de seus negócios. Contudo, a grande questão é como torná-las palpáveis, consolidadas, resumidas e prontas para serem utilizadas. Isso se dá através de um conceito chamado Business Intelligence (BI).

O BI corresponde ao trabalho de definir, estruturar, agrupar e transformar a informação dispersa, muitas vezes sem qualquer relação, em conhecimento consolidado e disponível para ser facilmente analisado, levando em consideração o ponto de vista estratégico da organização. 

Neil Raden – visto por alguns como um guru da tecnologia - define BI como sendo “mecanismos que fazem chegar à informação correta, às pessoas certas e no momento ideal”. Tais mecanismos são, freqüentemente, apoiados por ferramentas que auxiliam na coleta, composição e estruturação dos dados de forma a contribuir para as gestões estratégica e tática dos negócios. Mas, para acrescentar uma camada de inteligência ao negócio, é preciso entender e gerenciar o “ciclo de vida” das informações que trafegam pela empresa.

Para a criação de um software, o termo “ciclo de vida” tem um significado todo especial, pois abrange um conjunto de processos, metodologias e técnicas integradas que vão desde o levantamento da necessidade até a entrega do produto final. Nesse ciclo, a história não é diferente, isto é, a equipe de Tecnologia da Informação está sempre correndo atrás de métricas e informações para repassar aos executivos da empresa.

No “Chaos Report”, do Standish Group, observamos que, desde 2000, muitos investimentos em gestão e planejamento foram empregados gerando um incremento de quase 15% de sucesso na entrega dos projetos. Entretanto, o processo de desenvolvimento, muitas vezes, não é orquestrado de forma integrada, o que gera um grande volume de dados, que na sua grande maioria estão dispersos, dificultando a consolidação e a publicação dos mesmos em relatórios concisos e que tragam realmente valor.

Um mecanismo de BI incorporado de forma efetiva ao ciclo de vida de um software deve observar uma série de atividades. Dentre elas destacamos: desenvolver processo e metodologia para as áreas de gestão de projetos, requisitos, modelagem, desenvolvimento, garantia de qualidade e gestão de mudanças.

Além disso, adicionar uma camada de inteligência durante o processo de desenvolvimento de um software requer incorporar ferramentas integradas de gestão, capazes de recuperar a base operacional, tratar as informações e disponibilizá-las para o processo/ferramenta de BI definido. Também é imprescindível capacitar as pessoas envolvidas tanto nos processos quanto nas ferramentas e garantir que todas as áreas estejam devidamente integradas e com as interfaces de comunicação muito bem definidas.

Também não basta apenas definir quais informações são realmente pertinentes e precisam ser selecionadas e consolidadas para estarem disponíveis aos executivos. É importante promover uma revisão contínua dos processos e dos dados relevantes em todas as esferas; controlar o fluxo de informações para que os dados não se tornem obsoletos; promover reuniões periódicas para acompanhamento dos dados de negócio consolidados, promovendo melhorias e pontos de controle reais. Dessa forma, finalmente, é possível obter um processo ágil, controlado, e, principalmente, seguro.

Portanto, a gestão do ciclo de vida da aplicação é extremamente importante e deve ser encarada com seriedade. Porém, para alcançar um nível ainda maior de maturidade, os dados gerados por todo o ciclo devem ser devidamente coletados e disponibilizados em visões que realmente tragam resultados às organizações.

Igor Freitas é gerente técnico de Vendas da Borland Latin America

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Nota incluída em:1/7/08

Cuidados simples são eficientes na prevenção a golpes virtuais  


Marcelo Okano

As facilidades e a comodidade que a Internet nos trazem talvez sejam somente comparadas à invenção do carro. Com um simples clique, podemos viajar de um país a outro, sem a barreira dos limites demográficos. Podemos comprar desde um livro até um carro novo ou pagarmos contas sem ter de enfrentar fila ou burocracia.

Mas, por trás dessas facilidades, existem algumas dificuldades que exigem nossa atenção. Em muitos casos, são armadilhas virtuais para usuários menos preparados, transformando-os em potenciais vítimas.

Tomando certos cuidados para utilizar as ferramentas da Internet é possível minimizar bastante os riscos e navegar com tranqüilidade. Mas tenha sempre em mente que toda segurança é pouca. Veja algumas dicas para se proteger:

Acesso à Internet – Os novos serviços de Internet oferecidos pelas empresas de telefonia, TV a cabo e satélite facilitaram e popularizaram o acesso à rede mundial de computadores. Mas aumentou, também, o tempo de conexão e, conseqüentemente, ficamos vulneráveis a um maior número de ataques, como:

  • invasão do computador ,
  • instalação de programas para fraude,
  • roubo de informações.

As recomendações de segurança são:

  • mantenha um antivírus instalado e atualizado;
  • instale um firewall pessoal para minimizar as invasões;
  • atualize os programas com as atualizações de segurança;
  • troque periodicamente as senhas utilizadas nos sites;
  • evite o compartilhamento de recursos.

Navegadores – Internet Explorer, Firefox, Mozilla e outros, também conhecidos como browsers, são os programas que permitem acessar os sites. Os principais problemas relacionados ao seu uso são:

  • execução automática de programas como Java e Javascript ao acessar determinadas páginas;
  • vulnerabilidade ou defeito no navegador pode comprometer a segurança;
  • cookies são utilizados pelos sites para obter informações e preferências dos usuários.

As recomendações de segurança são:

  • mantenha desabilitar a execução automática de programas e habilitar somente quando necessário;
  • mantenha o antivírus atualizado;
  • atualize sempre o navegador para evitar vulnerabilidade e defeitos;
  • controle a utilização dos cookies pelos sites.

Sites de relacionamento e blogs – Por meio deles, é possível registrar opiniões, encontrar velhos amigos que estudaram juntos,  reunir grupos de pessoas com as mesmas preferências e gostos, conhecer novas pessoas, realizar o networking com outros profissionais da área e até realizar alguns negócios.

Geralmente, esses sites permitem o cadastro de dados pessoais, preferências, rede de amigos e outros. Mas, da mesma forma que os amigos podem conhecê-lo melhor, outros usuários podem estar se aproveitando das informações para conhecer seus hábitos, lugares mais freqüentados, classe social etc. Como resultado, pode acontecer a violência física, como chantagens e seqüestros, além da virtual, o que transforma a diversão em um verdadeiro pesadelo.

As recomendações de segurança são:

  • evite divulgar informações pessoais como telefone, endereço, local de trabalho etc;
  • no caso dos sites de relacionamento,  permita que somente os amigos possam ter acesso às informações pessoais;
  • tenha cuidado ao aceitar os pedidos de relacionamento  no Orkut e outros sites que seguem a mesma linha. Se você permitiu que seus amigos saibam os seus dados pessoais, as pessoas que forem aceitas também terão acesso a esses dados;
  • evite se expor divulgando preferências de carros, restaurantes, grifes, rotinas etc.

E-mail – Rápido, de fácil uso e muitas vezes gratuito, é uma ótima forma para enviar textos, documentos, fotos ou outros tipos de arquivo. Mas, como todas as outras ferramentas da Internet, pode trazer problemas para o usuário.

  • Desconfie de mensagens que oferecem vantagens mirabolantes ou alertam sobre alguma dívida pendente do usuário;
  • tenha cuidado ao abrir arquivos anexados, pois eles podem contar algum código ou programa que são executados automaticamente.

As recomendações de segurança são:

  • mantenha um antivírus instalado e atualizado;
  • desabilite a opção para a execução automática do anexo;
  • delete, imediatamente, os e-mails dos quais você desconfia ou não sabe a procedência;
  • mantenha um anti-spam instalado.

Spam – São os e-mails que o usuário recebe sem ter solicitado, como propaganda de produtos e serviços. Atualmente, os provedores e softwares de e-mails possuem ferramentas anti-spam para evitá-los, mas o gerenciamento fica a cargo do usuário, que pode perder muito tempo para fazê-lo. Os spams prejudicam o usuário das seguintes formas:

  • provocam perda de tempo para verificar se o e-mail é legítimo ou inútil;
  • ocupam espaço inútil na caixa-postal;
  • obrigam o gastos com softwares e ferramentas para bloquear as mensagens indesejadas;
  • aumentam o risco de fraudes

As recomendações de segurança são:

  • instale um anti-spam ou utilizar o serviço do provedor de e-mail;
  • não responda aos spams que mantêm um item para remover o endereço da lista, pois esta é a forma que os spammers usam para confirmar os e-mails verdadeiros;
  • mantenha um antivírus instalado e atualizado;
  • mantenha um anti-spyware instalado e atualizado;
  • crie um e-mail para as listas de discussões e outro para uso pessoal.

Programas de distribuição de arquivos – São aqueles que permitem distribuir arquivos pela Internet, como eMule, Kazaa, Gnutella etc. Os maiores riscos são:

  • acesso não autorizado ao computador do usuário;
  • contaminação por vírus ou programas maliciosos contidos nos arquivos compartilhados.

As recomendações de segurança são:

  • manter um antivírus instalado e atualizado;
  • manter o programa de distribuição sempre atualizado.

Essas são algumas recomendações de segurança que irão tornar o uso da Internet um pouco mais seguro. Os sites http://antispam.br , http://cartilha.cert.br e http://cert.br também oferecem dicas interessantes para os internautas.

Marcelo Tsuguio Okano , professor de pós-graduação da FIAP -Faculdade de Informática e Adminstração Paulista. Mestre em Administração, é consultor de TI para a área de servidores.

 

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Nota incluída em:27/6/08

A próxima onda: a desmaterialização e modernização do back office bancário

 José Luiz Cerqueira César

Em que pese muitos bancos já realizarem a digitalização de cheques para processamento interno, o planejamento  e estruturação da truncagem multilateral de cheques exigirá que se promova uma nova onda de mobilização das equipes técnicas dos bancos para solucionar uma série de pontos pendentes e que necessitam ser definidos, acordados e normatizados. Essa mobilização se configurará na verdadeira segunda onda do SPB: a desmaterialização e modernização do back office bancário.

Além da questão da truncagem de cheques, o sistema bancário tem a oportunidade de lançar as bases para eliminar famílias inteiras de documentos que poderiam ser desmaterializadas, ampliando para a cobrança de títulos, pagamentos de tributos municipais, estaduais e federais.

Além da desmaterialização dos documentos, as grandes economias terão como origem as simplificações e automação dos procedimentos de  circulação, dos fluxogramas  de tratamento, na racionalização e  promoção de profundas mudanças estruturais nas áreas de back office, afetando toda a cadeia de valor interna dos bancos, bem como transportadoras de valores e  tradicionais fornecedores de serviços de logística.

A indústria de serviços e logística bancária terão que se reinventar diante do novo cenário. Dessa forma, se faz necessário uma grande mobilização das áreas técnicas dos bancos, dos fornecedores de TI, de serviços  e do Banco Central, nos moldes da primeira onda de implantação do SPB,  pois a questão da legislação pertinente está na reta final. Fica registrada a lição de casa que necessita ser feita em caráter de urgência;

  • Definição dos procedimentos de truncagem dos cheques, com relação a valores, horários e regras dos cheques substitutos, cópia legal de cheque original que passará a ter validade;
  • definição dos modelos operacionais de captação e tratamento de imagens;
  • definição de novos documentos e lay-outs que poderão ser digitalizados conforme sugestão efetuada acima;
  • definição de regras tarifárias entre os bancos, nos moldes do atual sistema de compensação;
  • padrões para as imagens digitalizadas, mecanismos de compressão e  conversão binária para uso de imagens em branco e preto na troca eletrônica interbancária;
  • especificação das regras de uso do sistema de chave pública para a assinatura digital das imagens- ICP -Brasil
  • especificação das novas mensagens e arquivos para trocas, notificações e consultas  de documentos e cheques digitalizados, nos moldes do SPB;
  • planejamento de Capacidade da Rede do Sistema Financeira Nacional (RSFN) de modo a suportar uma nova VLAN voltada para o uso e tráfego de serviços de imagens de documentos e cheques.

Sempre é bom lembrar que teremos que reativar todos os Grupos de Trabalho internos e externos, discutir e negociar com todos os intervenientes, planejar os testes isolados e integrados, efetuar as mudanças nos sistemas legados, nos terminais, estações e   equipamentos de captação de imagens.... enfim, teremos trabalho para os próximos meses de 2008 e 2009, sem duvida.

José Luiz de Cerqueira César é ex-CIO da Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F) e ex-vice-presidente de Tecnologia do Banco do Brasil (BB) e um dos criadores do Banco 24 horas.

Fonte: ABCE Comunicação

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Nota incluída em:26/6/08

A TI brasileira no exterior

Martin Hackett

O Brasil tem chamado bastante atenção do mercado internacional de outsourcing. Seu potencial não passou despercebido para CIOs de grandes corporações, analistas, players globais e locais, todos procurando uma alternativa à Índia como destino de offshoring e também de olho em um mercado com um potencial global de mais de US$ 100 bilhões. Ferramentas inovadoras, desenvolvimento permanente e experiência em consultoria são itens que garantem exposição ao País lá fora quando o assunto é a terceirização da Tecnologia da Informação (TI).

A mão-de-obra continua a ser o fator decisivo dessa exposição, uma vez que se aperfeiçoou muito, resultando na melhoria da qualidade e da produtividade do serviço, assim como na redução do tempo de entrega do trabalho. Empresas de seguro, instituições financeiras, companhias aéreas, manufatura, varejo e energia são os segmentos internacionais que estão de olho na experiência brasileira de terceirizar serviços de TI e na sua contratação.

Basicamente, o Brasil tem três vantagens principais na oferta de serviços terceirizados ao exterior: fuso horário quase semelhante aos dos Estados Unidos e da Europa, os maiores mercados consumidores de serviços de TI do mundo, o que permite realizar funções que requisitam interação em tempo real entre os países de maneira muito mais efetiva; um consolidado mercado de TI, de mais de US$ 20 bilhões, com larga experiência em funções diversas para setores variados da economia; e uma situação de estabilidade econômica, liberdade de mercado e democracia consolidada. Em suma, a indústria nacional de TI e as multinacionais presentes no Brasil têm uma grande oportunidade para atender projetos globais de qualquer empresa.

A mão-de-obra em grandes capitais do Brasil – notadamente São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Curitiba – já comprovou ter experiência semelhante à de outras cidades, com forte atuação na oferta de serviços de tecnologia para mercados externos, como Nova Dhéli e Bangalore, ambas na Índia. Frente a essas alternativas surgem novos pólos no Norte, Nordeste e interior dos estados mais ricos do País.

A gestão remota de infra-estrutura, incluindo servidores, banco de dados, redes e segurança, assim como serviços de desenvolvimento e suporte a aplicações, poderão ser alavancadores da oferta de outsourcing do País mundo afora.

A recomendação de analistas da área é clara: o Brasil tem enorme potencial para concorrer com a Índia, em especial em serviços de TI de maior valor agregado. Os desafios a enfrentar, porém, ainda são grandes: falta de massiva mão-de-obra qualificada, legislação trabalhista, elevada carga fiscal e falta de profissionais com domínio de vários idiomas — há, por exemplo, mais de 70 milhões de indianos que falam fluentemente inglês. As companhias de TI com presença no Brasil, assim como os governos federais e estaduais, estão engajados num esforço para superar esses desafios.

Por fim, a terceirização de gestão de infra-estrutura já é uma realidade mundial. Empresas e governos devem focar em uma iniciativa-chave e aprender a partir da experiência na área de outras nações, como Índia, Malásia, República Tcheca e Romênia. Compô-la dentro do conjunto brasileiro de ações relativas ao comércio internacional dependerá de uma acertada política de atração de compradores do serviço e de incentivo fiscal para exportar. Tudo o que os outros países citados anteriormente já possuem.

 Martin Hackett, vice-presidente de Serviços de Infra-estrutura e Outsourcing da Unisys Brasi

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A tecnologia a serviço do poder público

 Fabian Rodrigues Caetano / Daniela Marcellino dos Santos

A cena clássica da repartição pública em que o funcionário fica atrás do balcão de madeira, usando a máquina de escrever e o carimbo de protocolo, já é imagem do passado. Cada vez mais, o poder público investe no uso da informática como forma de agilizar, e melhorar, a prestação de serviços para a população. Mais que isso, a tecnologia, quando devidamente aplicada, significa também um importante avanço para a repartição, com destaque para o próprio servidor público que, livre de atividades burocráticas, passa a ter, inclusive, seu trabalho reconhecido.

Tal situação, no caso dos municípios, se faz presente nas mais diferentes situações e independe do porte sócio-econômico da cidade. Claro que, em um país como o Brasil, ainda há locais em que a tecnologia digital está longe de ser realidade. De qualquer modo, um setor da administração municipal em que a informática tem avançado enormemente é o administrativo-financeiro, contribuindo, entre outros pontos, nas ações destinadas à organização das finanças públicas.

Nessa linha, destaca-se o Imposto sobre Serviços (ISS), uma das principais fontes de receitas das prefeituras, que é recolhido mensalmente junto a empresas, prestadores e tomadores de serviços. Em determinados locais, como São Paulo, o ISS tem participação maior na arrecadação do que o Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) e aproxima-se da receita do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS).

A versão eletrônica do ISS, nas cidades em que é adotada, permite um controle melhor da arrecadação. Em muitas ocasiões, chega a aumentar os recursos originários desse tributo. Além disso, para o contribuinte, o sistema possibilita agilidade e ganho de tempo no cumprimento das obrigações tributárias com a administração municipal. Afinal, os prestadores e tomadores de serviço, que efetuam o recolhimento mensal, não precisam mais se dirigir pessoalmente ao setor de ISS da prefeitura para apurar o valor do imposto.

A preocupação em melhorar a arrecadação municipal é legítima para o poder público, desde que isso se reverta em benefícios para a cidade, e não signifique simplesmente aumento de impostos. Nesse sentido, qualquer mecanismo que venha a contribuir com esse objetivo, como a informática, é sempre bem-vindo.

No caso, a versão eletrônica do ISS já faz parte do cotidiano de centenas de municípios como Agudos, Pirassununga, Taboão da Serra, Caieiras, Poá, Mairiporã, Itapecerica da Serra, Cabreúva e Embu Guaçu, todos em São Paulo , sem falar da capital paulista. Está presente também em cidades de outros estados como, por exemplo, Varginha (Minas Gerais).

O cuidado com esse tributo, por parte dos poderes públicos locais, está inserido em uma questão mais ampla, que é o dever da máquina administrativa em manter o equilíbrio fiscal. Mas isso já é um outro assunto, que perpassa uma discussão maior, que é o respeito à Lei de Responsabilidade Fiscal e a necessidade, premente, de o país realizar uma reforma fiscal.

Fabian Rodrigues Caetano é gerente de Desenvolvimento de Sistemas da Consultoria em Administração Municipal (Conam); Daniela Marcellino dos Santos é consultora jurídica especialista em Direito Tributário da Conam. E-mail: conam@conam.com.br .

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Business por minuto

 Carlos Pelosi

O mundo corporativo não é mais o mesmo depois do tão cantado e decantado BPM (Business Process Management). O conceito, que na tradução para o português significa Gestão por Processos de Negócio, tem sido usado para designar serviços, produtos, abordagens, consultorias, projetos, enfim, todo o tipo negociação por meio de processos.

Como de hábito, por trás de cada abreviatura muitas vezes achamos um verdadeiro guarda-chuva de coisas que estão embutidas e subentendidas. O cenário não é diferente com o BPM. Qualquer coisa ligada a processo, de alguma forma, se tornou Business Process Management diante dos olhos dos fornecedores e dos clientes. Quase tudo pode se transformar em BPM. Basta ver a enxurrada de frases e posicionamentos para ter a clara percepção que o mercado ainda está um pouco às escuras com o tema, suas implicações e suas práticas. Frases como “automação com BPM”, “integrar sistemas com BPM”, “BPM para modelar e executar processos”, ou simplesmente “fazer BPM”, estão estampadas por aí. Nada de estranho se cada uma delas não fosse com um propósito diferente do que realmente se propõe a Gestão por Processos de Negócios.

Naturalmente, isso se acerta com o tempo e, em breve, a maioria dos executivos estará suficientemente madura para fazer as distinções, não tenho dúvidas. No entanto, até o momento precisamos usar conceitos e nortear o mercado com aquilo que se acredita ser uma boa prática e uma boa visão. Pois em um mundo com tantas e diferentes vertentes, eu sempre encontro clientes e alunos com dúvidas a respeito do tema BPM. Em vez de gerar foco, gera dúvida. Troca-se a produtividade e execução por uma grande confusão de ações dentro das empresas. Gera-se partidarismo de iniciativas e acepção de ações, resultando numa divergência que pode prejudicar a performance dos processos, que é o ponto central da questão.

Se para alguns BPM é um vasto e complexo emaranhado, para outros é simples e direto. Apenas Six-Sigma é BPM porque lida com os processos produtivos e suas estatísticas tão necessárias? Ou apenas ISO é BPM, porque é a certificação dos processos e garante a qualidade do meu produto/serviço? Ou ainda, apenas automação com forte uso de TI é BPM, porque processo na realidade está dentro dos nossos sistemas de informação? Cada qual se proclama o defensor e praticante do BPM, ou ainda, cada qual busca transmitir a melhor visão possível que o mercado quer comprar.

Mas o que diz o conceito de “BPM”? Melhor ainda, quem cunhou? Quem diz onde podemos achar esse conceito e nos balizar para um posicionamento correto? Das muitas leituras sobre o tema, inclusive em comunidades na internet, gosto da definição defendida pelo Gartner:

A definição principal de BPM que segue tem implicações que ajudam a colocar os principais temas da BPM em perspectiva:

- BPM é uma prática de gestão que fornece ao ambiente de processos do negócio governança, objetivando a melhora na agilidade e na performance operacional.

- BPM é uma aproximação estruturada que aplica métodos, políticas, métricas, gestão, práticas e ferramentas de software para gerenciar continuamente a otimização, as atividades e os processos da organização.

Mesmo que essa definição não seja extremamente objetiva e restritiva ela nos dá um parâmetro e uma diretriz de conduta e prática. BPM é um guarda-chuva, que congrega as demais iniciativas de processos da organização e, assim, não pode ser visto apenas como iniciativas isoladas ou independentes. A grande beleza de uma abordagem BPM está no caráter corporativo, sendo mais orientado a uma arquitetura do que meramente a ataques a processos fragilizados ou a iniciativas que se encerram em si mesmas. Portanto, ao falarmos de Business Process Management, estamos falando de iniciativas que envolvam pessoas, tecnologias e estruturas organizacionais, metodologias, entre outras, todas convergentes para o desdobramento em ações, a partir da estratégia que foi definida pela organização buscando melhores performances de processos.

Nesta linha, Six-Sigma é uma prática BPM. Não a única ou a melhor, mas uma prática. Boa ou ruim dependendo da sua abordagem dentro das organizações. Da mesma forma BSC, SCOR, Lean, ISO, SOX, CoBIT, CMM, BPMS, BOM, BRM, entre outras, são iniciativas relevantes dentro da abordagem do tema processos. Portanto, BPM não se encerra em si mesmo. Ele uma grande parte da execução da estratégia corporativa desdobrada em ações, principalmente executada através das pessoas.

Se compararmos 2008 a 2007, veremos que temos um bom caminho a seguir. As organizações investiram em novos produtos, novos mercados, ampliação de fábricas e novos negócios, o que deixou o tema processos dentro das prioridades. Porém, caso este ano sinalize uma piora nos mercados, inclusive com reflexos para 2009, as corporações terão de rever suas práticas, aumentar a eficiência, cortar custos e desperdícios, priorizar investimentos e iniciativas. Portanto, de uma forma ou outra, o tema processos sempre será prioritário e atual.

Carlos Eduardo Pelosi, consultor e instrutor do INSADI - Instituto Avançado de Desenvolvimento Intelectual.

 

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Nota incluída em:20/05/08

As controvérsias do peticionamento eletrônico após a lei 11.419/2006

Alexandre Atheniense

O peticionamento eletrônico é um dos serviços citados pela Lei do Processo Eletrônico (11.419/06) que, no ano de 2008, se apresenta como principal benefício imediato capaz de propiciar conforto e gerar considerável economia para os advogados. Mesmo sendo utilizado em alguns Tribunais , ele tem causado controvérsias quanto a admissão após o período de atendimento presencial.

Esta funcionalidade trata-se da possibilidade de encaminhar petições pela internet, agora sem a necessidade de protocolar os originais em papel posteriormente, como era previsto na Lei 9.800/99, que também era conhecida como a Lei do fax. Essa foi a primeira norma na legislação pátria a admitir o uso das tecnologias da informação para comunicação de atos processuais e foi um marco inicial da informatização processual no país.

Posteriormente, surge a Lei 10.259/01 que instituiu os Juizados Especiais Federais e trouxe diversos dispositivos visando à informatização do processo naqueles órgãos. Nela, destaca-se a utilização de sistemas informáticos para a recepção de peças processuais sem exigência da apresentação dos originais em meio físico, por meio de senhas obtidas no próprio site do respectivo Tribunal. Ainda em 2001, a medida provisória nº 2.200-2, que instituiu a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira (ICP-Brasil), conferiu presunção de validade jurídica aos documentos eletrônicos assinados digitalmente com certificados digitais emitidos por Autoridades Certificadoras credenciadas pela ICP-Brasil.

A Lei 11.419/06, por sua vez, tornou obrigatória a assinatura digital nos atos processuais praticados por meio eletrônico, prevendo duas alternativas de assinatura eletrônica, uma baseada em certificado digital e outra mediante cadastro por login e senha de usuário cadastrado no Poder Judiciário, conforme disciplinado pelos respectivos órgãos (art.1º,§2º, inc.III, “a” e “b”).

A nosso ver, a manutenção no texto da lei 11.419/06, da modalidade de protocolo de petições por meio apenas de senha, sem o uso da certificação digital, irá representar a possibilidade de sérias vulnerabilidades, pois não haverá meios capazes de aferição se os dados que foram enviados por meio eletrônico tenham sido interceptados e alterados sem deixar algum indício de fraude. Ou seja, a petição que venha a trafegar on-line sem o uso da criptografia está sujeita a ser modificada sem deixar vestígios de que alguma alteração foi efetuada.

Outra questão polêmica, quanto ao peticionamento eletrônico, na Lei 11.419/06, está relacionada ao credenciamento prévio dos peticionários. Essa exigência, sem previsão anterior, impõe um ônus desnecessário ao usuário do certificado digital, que poderia ser identificado pelo sistema a ser adotado pelo Tribunal sem a necessidade de memorização de inúmeras senhas referentes ao número correspondente dos Tribunais que milita.

Além disso, quem deverá efetuar o cadastro de cada grupo de usuários que atua na Justiça deverá ser sempre a entidade de classe que os representa: os advogados deveriam ser cadastrados pela OAB, os membros do Ministério Público, os magistrados e jurisdicionados, pelo Tribunal. A centralização do cadastramento para acesso a Justiça Eletrônica apenas no Poder Judiciário é temerária, pois não há garantia que o acesso será mantido gratuito futuramente.

Suspeitamos que no momento em que o tráfego de usuários on-line aumente consideravelmente e demande o aporte de investimentos de estrutura, o valor desse desembolso seja repassado aos autores processuais que dependerão dessa senha para ter acesso à Justiça Eletrônica. Esse é um sério risco que não se afigura no atual modelo de gestão da Justiça Brasileira.

A lei alterou também as regras e horários para o protocolo de petições. O prazo foi prolongado até o término das 24 horas do dia em que se findar o cumprimento do prazo processual, antes limitado ao término do expediente forense presencial. Criou-se, portanto, o horário de expediente forense on-line .

Porém, essa facilidade vem gerando divergências de interpretações nos Tribunais, como podemos observar no recente acórdão do TRT da 2ª Região que, em sede de Embargos Declaratórios, considerou intempestivo o protocolo após o expediente presencial, “portanto, após o encerramento do expediente regulamentar (art. 276 do Regimento Interno do TRT da 2ª Região então em vigor)”. Nota-se que tal acórdão é totalmente discrepante do que diz a Lei 11.419/2006, pois fundamenta no Regimento Interno do Tribunal e ofende preceito da hierarquia das leis.

Em contrapartida, a 8 a . Turma do TRT da 3 a . Região deu provimento a agravo de petição declarando tempestivos embargos à execução protocolizados pela internet por meio do sistema e-doc às 23h12min do último dia do prazo legal, inferindo-se a relatora que: “Havendo legislação ordinária a tratar especificamente da matéria, não prevalece a Instrução Normativa nº 28, do TST, nem a antiga Instrução Normativa nº 3/2006, deste TRT, anteriormente editadas para regularizar o sistema integrado de protocolização e fluxo de documentos eletrônicos da Justiça do Trabalho”. E ainda: “Quando o ato processual tiver que ser praticado em determinado prazo, por meio de petição eletrônica, serão considerados tempestivos os efetivados até as 24 horas do último dia”.

Como se vê os Tribunais ainda vacilam quanto à adoção da nova lei diante da prévia regulamentação existente. Vários órgãos do Poder Judiciário vêm disciplinando o procedimento do peticionamento eletrônico, dentre os quais o TST com a Instrução Normativa nº. 30/2007, o STJ com as Resoluções nº. 2 e nº. 9 de 2007 e o STF com a recente Resolução nº. 350/2007.

Uma dúvida sobre o peticionamento eletrônico que prescinde ser regulamentada foi suscitada no recém distribuído Procedimento de Controle Administrativo suscitado pelo Conselho Federal da OAB contra regulamento do TRT do Pará que tornou obrigatório o peticionamento eletrônico. Caberá ao CNJ decidir se o sistema eletrônico deverá ser exclusivo, em detrimento de todos os demais meios de tradicionais da prática do ato de protocolo, ou se permanecerão as alternativas cumulativamente.

Entendemos que o pressuposto básico para a implantação dos procedimentos processuais por meio eletrônico deverá, obrigatoriamente, proporcionar conforto aos jurisdicionados sem entrar em choque com situações precárias de estrutura de acesso a internet que ainda são comuns em certos locais do Brasil. Por este motivo, é recomendável cautela no momento de transição para que sejam adotados, ainda que temporariamente, os dois meios de prática processual, presencial e eletrônico, cabendo ao requerente a escolha daquele que melhor lhe convier.

Advogado, sócio do escritório Aristoteles Atheniense Advogados; Presidente da Comissão de Tecnologia da Informação do Conselho Federal da OAB; Coordenador e Professor do Curso de Pós Graduação de Direito de Informática da Escola Superior de Advocacia da OAB/SP; Editor do Blog – DNT – O Direito e as Novas Tecnologias – www.dnt.adv.br

 

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Nota incluída em: 30/4/08

SOA: benefícios para o negócio

 Luiz Camara

 As equipes ligadas à área de Tecnologia constantemente argumentam sobre os benefícios de uma implementação de SOA (arquitetura orientada a serviços) para a companhia, mas geralmente não a partir da perspectiva dos negócios, deixando de enfocar três conceitos fundamentais: controle, agilidade e custo. Se a área de TI não for capaz de demonstrar o impacto de um projeto de SOA para cada uma dessas três necessidades de negócio, dificilmente haverá sucesso na implementação. Ou ela não sairá do papel ou então será vista pela empresa como apenas mais uma tecnologia.

O ponto central da SOA é que com ela a área de negócios pode dizer somente o que fazer e do que ela precisa, e não como fazer. O funcionário de negócio que solicita algo à TI não tem que se preocupar em saber sobre como o serviço será feito. Por que ele tem que entender de SAP, Oracle Financials, Siebel, mainframes e outras tecnologias se o que ele procura é desenvolver uma atividade relacionada a negócios e não à tecnologia?

Essa falta de integração entre as áreas de TI e negócios tem levado a alguns erros no mundo corporativo. O caso dos sistemas de gestão é um exemplo típico. Com largas implementações de ERP, as empresas deixaram que os sistemas passassem a ditar os rumos dos negócios, em vez de fazer com que eles se ajustassem aos negócios à medida que fosse necessário. Outro exemplo pode ser observado com implementações de EAI (Entreprise Application Integration ou Integração de Aplicações de Negócio), que levaram as lideranças das empresas a centralizar processos-chave de negócios, em vez de delegar funções e permitir que gerentes de diversos níveis hierárquicos estivessem aptos a lidar com eles.

No caso de SOA, o desafio é mostrar que a arquitetura orientada a serviços é um conjunto de melhores práticas que faz com que a área de TI, inclusive, seja gerenciada da melhor maneira, como qualquer outro departamento da empresa. Com esse controle sobre a área de TI, pode-se então conseguir agilidade e redução de custos.

Em relação à agilidade, qualquer um sabe que condições de negócio podem mudar rapidamente. Agilidade é justamente a habilidade de dar resposta a essas condições em pouco tempo. A partir de uma perspectiva de TI, isso significa mudar a forma com que a equipe técnica lida com processos, seja por meio da implementação de novas aplicações, criação de novos canais, entrega de informação por outros meios (web browsers, análises gráficas, dispositivos móveis, etc) ou qualquer outra mudança significativa.

Agora veja a vantagem de um gerente de negócios não ter que se preocupar com implementações tecnológicas, pois para ele nada muda. Se a equipe de TI quer substituir um sistema legado por uma aplicação mais moderna, ela pode. Se quiser terceirizar o processo de fatura com um especialista, não há problema. Ao deixar a gerência de negócios focar somente nos negócios, a equipe de TI pode também se preocupar só com a melhor maneira de suportar o negócio.

Mas não é só isso. Uma organização estruturada em linhas de negócios pode se adaptar de acordo com as demandas do mercado. Hoje mais do que nunca, empresas são compradas, linhas de produto podem ser retiradas ou adaptadas, processos terceirizados. Se a equipe de TI se organiza da mesma maneira, ela poderá se adequar às mudanças rapidamente.

Finalmente, vamos falar dos benefícios no que se refere a custos. Com SOA, uma empresa usuária de serviços e que precisa mudar seus processos de negócio pode fazer isso rapidamente, apenas com conhecimento no nível de negócios sobre os serviços envolvidos – o que permite mudanças muito mais rápidas e corte de custos, fazendo com que a companhia atinja os benefícios dos novos processos mais rapidamente. Se a empresa fornece serviços, poderá, com SOA, retirar um sistema legado caro e substituir por um de melhor custo sem nenhum trauma.

Em qualquer um dos casos, o que antes só era feito com a colaboração de programadores - que precisavam de conhecimento técnico profundo – e de pessoas de negócios com forte orientação a processos - agora requer apenas conhecimento sobre serviços disponíveis e processos de negócios necessários. Vale ou não à pena explicar à área de Negócios essas vantagens? Esse é o desafio que as equipes de TI terão de enfrentar.

Luiz Camara é presidente da InfoBuild Brasil, especializada em soluções de Business Intelligence e integração de aplicações.

 

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Nota incluída em: 30/4/08

A importância da gestão da informação e do conhecimento

Guilherme Pierri

Vivemos em uma era em que o conhecimento está disponível a todo instante, a um clique de nossas mãos. A Internet é uma biblioteca virtual instalada dentro da casa de cada um de nós, portanto, somos freqüentemente bombardeados com informações em tempo real. Isso, algumas vezes, até nos desvia de nosso foco principal.

Além disso, devido à enorme quantidade de informações disponíveis, grande parte do que acessamos é lido de maneira superficial, de forma rápida. O título de destaque e as poucas linhas que descrevem a chamada tornaram-se mais importantes do que o conteúdo da matéria e sua real compreensão.

No passado, o acesso à informação era mais restrito, porém o conhecimento do contexto, o entendimento do conteúdo e a visão mais aprofundada dos assuntos eram maiores. Houve tempos em que a informação era considerada moeda corrente. A pessoa bem informada obtinha vantagens competitivas e dava saltos à frente dos menos privilegiados. Não se pode afirmar que estes tempos tenham acabado por completo. Hoje, o acesso à informação não é mais privilégio de poucos, mas continua sendo valioso. Por isso, o grande segredo é saber gerenciar dados estratégicos para poder utilizá-los da melhor forma possível.

Este é o enorme impasse que as empresas enfrentam, pois, atualmente o "pulo do gato" está na gestão do conhecimento. Muitas informações importantes e detalhes dos processos de trabalho estão guardados apenas nas mentes dos profissionais . O desafio é manter a sabedoria e o conhecimento dentro de "casa", mesmo depois que um colaborador deixa a companhia.

Desta forma, cada vez mais, a gestão da informação e do conhecimento transforma-se em um recurso valioso para as companhias. Por isso, deve-se priorizar a criação e a implementação de processos que organizem e sistematizem a capacidade da companhia de capturar, armazenar, gerar, criar, analisar, traduzir, compartilhar e fornecer a informação exata de maneira rápida e precisa. Estes mecanismos e processos devem ser elaborados para assegurar que a empresa maximize o valor de um dos mais importantes recursos competitivos nos dias de hoje - o conhecimento.

O conhecimento é um bem intangível. É uma combinação de dados que, tratados e contextualizados, fornecem soluções essenciais no processo de tomada de decisões em todos os níveis de uma corporação. As informações navegam nas áreas de vendas, marketing, publicidade, serviços, operações e administração das companhias, colaborando com ações estratégicas e criando oportunidades de negócios.

Imagine a área de uma empresa onde o conhecimento é proveniente única e exclusivamente da mente de seu gestor. Digamos que este colaborador deixe a companhia. Provavelmente você já viu isso de perto ou ouviu dizer que aconteceu, correto? Levando em consideração que vivemos em uma economia baseada na informação e o sucesso das corporações depende muito da capacidade de gestão do conhecimento e da manutenção da inteligência organizacional, é essencial que as empresas busquem a criação de um mecanismo para gerenciar este conhecimento organizacional. Caso contrário, como no exemplo acima, a falta de uma única peça irá comprometer os resultados e gerar um impacto negativo no desempenho de determinada área ou até da companhia inteira.

Guilherme Pierri , gerente América Latina para Gestão da Informação & Conhecimento da Visual Presence, uma das principais empresas de soluções de Retail Marketing

 

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Nota incluída em: 30/4/08

SOA e aplicativos de mainframe: boa combinação

Paulo Lima

Recentemente, a percepção de que os mainframes teriam seu fim decretado alterou-se por completo e então veio a constatação de que eles não só não morreram como continuam mais fortes do que nunca. Atualmente, já parece não haver mais dúvida de que os mainframes guardam a maior parte dos dados corporativos e de que assim será por muito tempo ainda. Setores como o financeiro, de telecomunicações e energia, além de órgãos governamentais, sempre souberam que o mainframe é o equipamento mais confiável e seguro para cargas de trabalho críticas.

Também é fato no mundo corporativo que as empresas passam a enxergar cada vez mais os benefícios de um projeto de SOA (arquitetura orientada a serviços) para seus negócios. SOA é a melhor maneira de alinhar a implementação das aplicações de TI com o modelo empresarial de maneira eficiente. E por que ela tem tanto valor estratégico para a maioria ou todos os ambientes corporativos? Porque a base para o sucesso no longo prazo é a flexibilidade dos negócios. Quando implementada adequadamente, a reestruturação do SOA para as aplicações de TI proporciona a flexibilidade de negócios de que a empresa precisa para sobreviver e crescer de forma consistente no futuro.

Muitas pessoas se perguntam se é preciso substituir as aplicações de mainframe para obter os benefícios do SOA. A resposta é não. A combinação SOA/mainframe é uma das mais promissoras. Muitas organizações têm transformado as aplicações de mainframe utilizando SOA com êxito, ao mesmo tempo em que podem preservar os investimentos legados e liberar recursos para outras despesas. E mais: muitos dos aplicativos que precisam ter suporte a SOA são justamente aplicativos de mainframe.

A transformação da base legada é possível porque a arquitetura orientada a serviços insere uma camada de interface de serviço entre as aplicações de processos de negócios e os aplicativos que executam os processos. O serviço é a menor unidade de uma aplicação SOA e representa a realização de uma tarefa dentro de um processo de negócio, como por exemplo, registrar um pedido, verificar crédito, obter cotação, etc. As implementações dessas interfaces de serviço adaptam-se e “escondem” a limitação ou complexidade dos ativos existentes. Em vez de adquirir mais servidores para atender às demandas de crescimento e desempenho de SOA, manter os mainframes é a opção que representa a melhor relação custo-benefício para ampliar capacidades já existentes.

Dessa forma, a SOA definitivamente não é incompatível com as aplicações de mainframe existentes em muitas áreas de TI, pois está associada a modularidade, processos de negócios integrados e modelo arquitetural em camadas. Trata-se de uma abordagem de desenvolvimento de sistemas corporativos que visa manter o foco nos processos e funções de negócio da empresa, implementando-os por meio da combinação de serviços reutilizáveis e interoperáveis.

E se por um lado os mainframes têm papel fundamental no armazenamento de dados de uma corporação, a interação com esses dados ainda enfrenta obstáculos nas empresas. Boa parte delas utiliza scripts manuais para transferir dados do mainframe para outros bancos de dados ou plataformas. Esse tipo de script é difícil de ser mantido, especialmente quando os colaboradores se desligam da instituição, por exemplo. Em resumo, as organizações têm tudo para modernizar os ativos de mainframe e obter vantagens econômicas à medida que evoluem de suas arquiteturas legadas para uma estrutura baseada em SOA. Há um grande potencial de mercado para esse tipo de projeto.

Paulo Lima é Consulting Manager do Canal de Integração da Attachmate Brasil

 

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Nota incluída em: 30/4/08

Impressão responsável no ambiente corporativo

André Balparda

Por que imprimimos documentos? Qual é a real necessidade de se imprimir um documento? Responder a essas perguntas pode ser a chave para uma redução significativa nos custos de impressão, especialmente no ambiente corporativo, em que os volumes de informações, relatórios e documentos que precisam ser distribuídos costumam ser elevados.

Imprimir um documento é a simples transferência de uma informação digital para uma mídia física. Esse conceito é muito útil para definirmos o que é necessário ser impresso.

Controlar a maneira como os colaboradores se comportam quanto à impressão é fundamental para que uma corporação imprima com eficácia. Mas doutrinar os colaboradores não é suficiente, pois o ato de imprimir já é algo incorporado à cultura das corporações. Afinal, o colaborador, na maioria das vezes, não sente o peso que uma impressão pode ter no bolso da corporação. E as atitudes ambientalistas ainda são só um discurso bonito que gerentes de marketing gostam de usar para cativar clientes e ganhar pontos nas Bolsas. Para todos os efeitos, apertar o botão de “print” ainda é bem mais fácil para todo mundo.

Os modelos de outsourcing de impressão utilizados no Brasil apenas controlam o quanto se imprime, afinal eles têm que mandar a fatura para alguém, mas não controlam de maneira alguma como é utilizado o parque de impressoras e como a corporação pode dotar de inteligência sua impressão. As empresas que oferecem esse tipo de serviço fornecem equipamentos de alta tecnologia que facilitam ainda mais o uso do botão “print”. Resultado: o funcionário prefere imprimir a enviar este documento por e-mail e, no final das contas, a empresa acaba imprimindo mais do que precisa sem saber o que está imprimindo.

É preciso que exista algum controle sobre o que os usuários imprimem, sem tirar dele a capacidade de transferência de mídia e armazenamento destes documentos. Ou seja, é necessário definir como cada usuário pode ter acesso a cada tipo de mídia. Essa não é uma tarefa fácil, exige planejamento, esforço e investimento para que se colham os frutos em um tempo razoável. É necessário então uma solução para gerenciamento e distribuição de documentos para diferentes mídias disponíveis na corporação, administrando como cada tipo de documento deve ser transportado ou armazenado.

Possuir uma solução capaz de gerenciar e distribuir documentos de forma “inteligente” significa disponibilizar a informação exata, na hora certa e da maneira mais conveniente. Significa ainda acesso fácil, rápido e seguro aos dados, além da troca de informações eletrônicas com clientes e fornecedores de forma integrada. A entrega controlada e garantida de documentos para qualquer dispositivo - não só impressoras e aparelhos de fax, mas também e-mail, SMS ou Web sites – é também outro benefício relevante.

Já existem hoje no mercado ferramentas voltadas ao gerenciamento inteligente de documentos que, entre outras coisas, resultam em redução dos custos com impressão. Há que se transpor, contudo, a barreira cultural que ainda existe nas corporações. Será que todas as pessoas na empresa realmente precisam imprimir tudo para ter um “documento válido”?

Quando se trata de documentos oficiais, é certo que ainda confiamos mais no papel que nas mídias digitais. Mas, nessas horas, devemos nos lembrar dos bancos. Nosso dinheiro está lá, de maneira 100% digital, e nós confiamos nisso, não deixamos mais o papel moeda debaixo dos colchões. Ou seja, por que confiamos lá, mas não confiamos quando precisamos apenas mostrar um relatório para colegas ou superiores?

Quando falamos em impressão em nossas casas, sabemos o quanto isso custa. Não é só o preço do cartucho e do papel, mas também o espaço que isso ocupa em nossas gavetas e, principalmente, quanto tempo perdemos organizando, limpando e eliminando papéis desnecessários. As empresas também têm que pensar nisso. É trabalhoso mas, sem dúvida alguma, vale à pena para conquistar mais produtividade, eficiência, economia e responsabilidade sócio-ambiental.

 André Balparda é Product Manager da Eccox

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Nota incluída em: 1/4/08

A necessidade de capacitação de profissionais para o setor de TI

 Roberto Carlos Mayer*

A falta de mão-de-obra qualificada no mercado de Tecnologia da Informação é uma realidade que afeta empresas no mundo todo. Somente no Brasil, como mostram estimativas do Ministério de Ciência e Tecnologia, há mais de 20 mil vagas em aberto esperando por profissionais capacitados. Até 2012, caso o País cumpra a meta da política industrial de representar 2% do mercado mundial de desenvolvimento de software, este número deve ultrapassar o patamar de 200 mil profissionais.

Se por um lado as estimativas indicam uma perspectiva de expansão para o setor, por outro, sinaliza problemas adicionais para os gestores. O principal é, exatamente, a formação de novos profissionais. A capacitação de mais de 200 mil profissionais para atender um setor, certamente, não acontecerá de forma espontânea. É necessário o estímulo ao estudo na área de TI. Principalmente os jovens precisam perceber o grande potencial desse mercado. E este é um trabalho que deve ser liderado por empresas, entidades e pelo próprio governo. É preciso divulgar os cursos existentes, as vantagens e a necessidade de mão-de-obra.

Além da questão do estímulo, o conteúdo programático dos cursos universitários e técnicos já existentes precisa de mudanças. As grades curriculares devem estar adequadas às demandas das empresas. O profissional precisa aprender o que ele, de fato, irá utilizar no mercado de trabalho.

Também não podemos esquecer da reciclagem dos profissionais que já atuam no setor ou estão migrando de outras áreas. Novas tecnologias e principalmente o conhecimento da língua inglesa devem ser prioridade.

Dizemos que, no setor de TI, um profissional capacitado é aquele com conhecimento técnico, dos negócios do cliente e com domínio da língua inglesa. E, somente com estímulo e investimentos em Educação, conseguiremos atender a forte demanda por profissionais.

Nos últimos anos, o setor de TI apresentou uma sólida trajetória de expansão. A sustentabilidade dessa tendência está diretamente relacionada à nossa capacidade de oferecer mão-de-obra qualificada.

 

* Roberto Carlos Mayer é presidente da Assespro-SP e diretor da MBI

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Nota incluída em: 25/3/08

Microfilmagem bancária

Mônica Miranda Franco Vilela*

Sabemos que, há muito tempo, os bancos comerciais investem em tecnologia para a segurança bancária. Mas pergunto se todos sabem que, por mês, um banco comercial de grande porte gasta, em média, mais de R$ 800 mil com serviços de microfilmagem? Contudo, a microfilmagem, apesar de se tratar de proteção legal conferida ao cidadão e prevista em lei, ainda não está inteiramente assimilada pela sociedade.

Embora pouco conhecida, a Lei 5.433, que dispõe sobre a microfilmagem de documentos oficiais, está em vigor desde 1968. Em seu artigo 1º, parágrafo 1º, prevê que "os microfilmes de que trata esta lei, assim como as certidões, os traslados e as cópias fotográficas obtidas diretamente dos filmes, produzirão os mesmos efeitos legais dos documentos originais em juízo ou fora dele".

Segundo o artigo 3º do Decreto 1.799/96, entende-se por microfilme o resultado do processo de reprodução em filme de documentos, dados e imagens, por meios fotográficos ou eletrônicos, em diferentes graus de redução. Ou seja, o microfilme é uma cópia fiel dos documentos citados e tem fé pública.

Ocorre que, na prática, o uso efetivo do microfilme produzido pelos bancos em substituição dos documentos originais — mesmo depois de 40 anos — ainda gera dúvidas e insegurança. Na hipótese de extravio ou perda definitiva de cheques e outros documentos pelos bancos, como na ocorrência de incêndios, por exemplo, o uso do microfilme ainda é razão de insegurança pelos correntistas e motivo de confusão jurídica.

Verifique-se que, de posse do microfilme autenticado, de acordo com a legislação acima referida, pode o credor solicitar ao banco que tal cópia de cheque (microfilmada) seja reapresentada, bem como executar o devedor pelas vias judiciais, já que a mencionada lei do microfilme prevê que essa cópia produz os mesmos efeitos legais dos documentos originais em juízo ou fora dele.

Portanto, a cópia extraída por meio da microfilmagem é, para todos os efeitos legais, o próprio cheque. E assim, é injustificado o receio de usar a imagem gerada pela microfilmagem bancária!

Além do trabalho contínuo em realizar a operação de segurança e todo o custo envolvido, os bancos e as empresas credenciadas ainda possuem autorização do Ministério da Justiça para autenticar as cópias fotográficas obtidas diretamente dos filmes, conferindo a estas, dessa maneira, fé pública. Esta autorização pode ser verificada no site http://www.mj.gov.br/SistemaMicrofilmagem/default,htm

O que é certo é que a microfilmagem assegura a possibilidade de cumprimento das obrigações bancárias no caso de perda ou extravio de qualquer documento. Mas de que servem esses microfilmes e a autorização do Ministério da Justiça para autenticar as cópias se a sociedade reluta em aceitar o seu uso oficial?

O próprio Banco Central, alheio ao disposto na lei da microfilmagem, não prevê a substituição dos documentos bancários pelos microfilmes nos seus normativos, abrindo margem à discussão acerca do não acatamento. Entretanto, indubitavelmente, o uso da microfilmagem é um recurso tecnológico seguro, disponível e autorizado por lei e traz à sociedade alternativa para alcançar o ideal de justiça na solução dos conflitos que requeiram a apresentação de documentos bancários que, por qualquer motivo, foram destruídos ou extraviados.

*A autora do artigo é advogada especialista em direito empresarial e financeiro.

Matéria extraída do jornal Correio Braziliense, 24/03/2008

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Nota incluída em: 17/3/08

Biometria na eleição

Almir Meira Alves*

Desde o movimento das Diretas e da abertura política, nos anos 80, o Brasil sempre deu bons exemplos na organização de suas eleições. Primeiro, foi a transição pacífica do governo militar para o governo civil. A democracia plena ainda não existia, mas o colégio eleitoral, composto por membros do congresso, garantiu a escolha de Tancredo Neves, sucedido por José Sarney.

Na eleição seguinte, uma demonstração de democracia fez com que um quase desconhecido chegasse à Presidência; foi o caso da eleição de Fernando Collor, sucedido por Itamar Franco.

Nos anos 90, houve uma revolução tecnológica no jeito de se fazer eleições, com o surgimento das urnas eletrônicas. Bastava digitar o número do candidato e confirmar. Você ainda podia votar em branco ou anular o seu voto. Com essa tecnologia, em poucas horas se tem o resultado de uma eleição inteira, com mais de 100 milhões de votos apurados.

Essa tecnologia tem sido, desde então, sinônimo de qualidade no processo eleitoral e virou exemplo para muitos países, que ainda usam a votação manual.

Porém, um dos principais desafios do processo eleitoral continua sendo garantir que cada pessoa vote somente uma vez. Com a verificação pessoal, por meio da visualização do título de eleitor e do documento de identidade, pode haver fraude.

Para evitar esse problema, neste ano será testada a identificação do eleitor através da leitura da impressão digital. Chamamos esse procedimento de leitura biométrica ou, simplesmente, Biometria. Três cidades e cerca de 50 mil eleitores votarão usando essa tecnologia. Com ela, é possível verificar se o eleitor é realmente quem ele diz ser. Com a coincidência de seis ou mais características, podemos dizer que o eleitor foi reconhecido.

A impressão digital tem 17 características que podem ser usadas para identificação. Durante a leitura biométrica, o sistema procura identificar ao menos seis das 17 características e compará-las a um banco de dados previamente criado. Os eleitores das três cidades escolhidas já estão sendo cadastrados e suas impressões digitais colhidas. Se o teste ocorrer com sucesso, existe um plano para adotar a Biometria em todo o Brasil em um prazo de 10 anos. É o Brasil novamente na vanguarda da tecnologia a favor da democracia.

Almir Meira Alves , professor de segurança de redes da FIAP – Faculdade de Informática e Administração Paulista e da Faculdade Módulo. Possui formação em engenharia eletrônica pela Unesp, com especialização em criptografia e segurança de redes pela UFF/RJ, e atua como consultor em telefonia IP.

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Nota incluída em: 10/3/08

Alta disponibilidade em Portais Corporativos : qual é a hora de implementar?

Paulo Roberto Delpizzo

Com o crescimento acelerado do mercado digital em nível global, cada vez mais ouve-se falar em sistemas de missão crítica, alta disponibilidade, cluster, redundância, balanceamento de carga, escalabilidade, etc. Mas quais são as vantagens de um portal corporativo dispor desses artifícios tecnológicos?

Portais corporativos são as vitrines digitais das companhias para o mundo. Assim, a disponibilidade de seu portal pode significar a garantia de uma importante fonte de receita, de um ponto de convergência para novos negócios, do aumento da fidelização de seus clientes, dentre outras vantagens competitivas.

Extremamente versáteis, portais corporativos podem também ser utilizados como poderosas ferramentas de colaboração, de gestão do conhecimento e como interface de acesso a aplicações corporativas. Tudo isso os situa na condição de ferramentas estratégicas indispensáveis para os negócios da empresa.

Alta disponililidade

Entende-se por sistema de alta disponibilidade aquele resistente a falhas de software, de hardware e de energia. A capacidade de um sistema manter-se no ar mesmo após a ocorrência de graves defeitos é o que o torna seguro e confiável.

Há várias formas de se implementar um sistema em alta disponibilidade, e isso varia de acordo com as necessidades da aplicação, budget disponível para o projeto, etc. Por isso, temos vários artifícios que podem ser adotados e combinados para aumentar a disponibilidade de um sistema:

  • Redundância: podemos ter redundância de interfaces de rede, de fontes de alimentação, de processadores, de links de comunicação e de servidores. A redundância é uma peça primordial para sistemas de missão crítica, pois no caso de falha de algum servidor, o sistema continua funcionando normalmente. É como um avião que tem uma de suas turbinas desligadas. Trata-se de uma falha que requer atenção, mas nem por isso o avião cairá.
  • Failover: a capacidade de um sistema "saber" como proceder automaticamente (sem intervenção humana) em caso de quaisquer componentes - servidores, rede ou servidor - apresentarem falhas. Por exemplo: em um portal corporativo de missão crítica, como uma extranet de uma grande empresa, caso um usuário esteja autenticado em um sistema de pedidos e um de seus componentes saia do ar, o sistema deverá ser capaz de redirecionar este usuário a outro servidor sem que o usuário perceba.
  • Escalabilidade: fator determinante em um projeto planejado para acompanhar o crescimento de uma corporação, é a capacidade de um sistema crescer conforme a demanda. Um portal corporativo de uma empresa com 100 usuários, no dia de seu lançamento, deverá atender as necessidades da empresa quando ela tiver 800 usuários. Isso com a mesma performance e confiabilidade nos próximos oito anos. Para isso, deve-se planejar não só o sistema para atender a essa necessidade, mas também a infra-estrutura envolvida. Então, se no início das operações o portal contava com dois servidores, ao final de oito anos deverá contar com 16.
  • Balanceamento de carga: como todas as coisas, um hardware tem o seu limite. Para evitar que haja "gargalos" de CPU, de acesso ao sistema de arquivos ou mesmo à rede, podemos lançar mão dessa tecnologia para distribuir a carga de acesso àquele sistema de maneira uniforme entre os componentes do sistema.
  • Cluster: podemos definir cluster como um conjunto de computadores interligados em rede, comunicando-se por meio de seus sistemas de forma que se pareça uma única máquina de grande porte. Cada computador do cluster é chamado de nó ou nodo. Como se percebe, um sistema que conta com redundância, failover, escalabilidade e/ou balanceamento de carga é em sua essência um cluster. Não necessariamente um cluster deve implementar todas essas tecnologias. Conforme mencionado anteriormente, isso vai depender das necessidades requeridas pelo sistema.

Quando e como implantar alta disponibilidade

A real necessidade de implantar um portal corporativo com alta disponibilidade depende das respostas a certas perguntas. Qual seria o prejuízo causado pela parada operacional de alguns dias no CPD de sua empresa após um incêndio? O investimento necessário para montar e manter uma infra-estrutura paralela de redundância justifica os custos para o seu negócio? Qual o tempo de interrupção considerado aceitável? O portal corporativo de sua empresa é a "alma" do seu negócio?

Se as respostas forem positivas e o tempo de parada aceitável for de apenas alguns minutos, é altamente indicado que você comece a pensar rapidamente na implementação de alta disponibilidade em seu ambiente. Um exemplo clássico de sistemas que já nascem contando com alta disponibilidade são os B2B e B2C, onde a parada dos mesmos traria conseqüências desastrosas para a corporação.

Diagnosticada a necessidade de alta disponibilidade, o próximo desafio é como implementar este ambiente. Entram aí outras questões bastante importantes. Escolher a estratégia acertada que irá nortear esse processo é crucial para o sucesso do projeto. Mapear a infra-estrutura envolvida nos processos de negócio da companhia, aqueles sem os quais a empresa poderia parar, detalhando cada componente da solução a fim de entender qual a importância de cada um no conjunto, é também fundamental. Atender os níveis de disponibilidade exigidos pelas áreas gestoras dos processos de negócio e o gerenciamento e acompanhamento da carga de acesso aplicada neste ambiente ajudam no planejamento dos próximos passos, caso a demanda venha a aumentar.

ROI

Muitas vezes, as empresas não possuem as métricas necessárias para mensurar quais seriam os investimentos e esforços necessários para garantir a continuidade de seus negócios através da implantação de uma infra-estrutura de alta disponibilidade.

Pois bem, se o faturamento diário dos serviços prestados em seu portal corporativo alcançam R$ 2.000,00 reais ao dia, então o investimento de R$ 100.000,00 na implantação de um ambiente de alta disponibilidade é totalmente injustificado.

Por outro lado, se a empresa fatura R$ 20.000,00 por dia por meio de seu canal eletrônico, um investimento desse montante seria muito bem-vindo para seus gestores, já que garantiria a tranqüilidade e conforto da disponibilidade do sistema 24 horas por dia, sete dias por semana nos 365 dias do ano.

Contudo, a viabilidade e necessidade de investir em um ambiente destes devem ser analisadas caso a caso.

Desempenho

O prejuízo causado pela indisponibilidade operacional de portais corporativos e de sistemas em geral não é o único efeito colateral desse que é o pior pesadelo para os administradores de sistema. Mais do que a perda financeira, muitas vezes a imagem de uma empresa é manchada por conta de instabilidade e indisponibilidade de seu sistema. Além disso, como conseqüência de um problema desses a companhia pode perder um cliente para a concorrência.

Portanto, acompanhar o desempenho e a "saúde" da infra-estrutura envolvida em seu portal corporativo e nos demais sistemas é essencial ao sucesso de seu negócio. O planejamento de crescimento da infra-estrutura tecnológica torna-se estratégico para a corporação quando parte de seu faturamento e o relacionamento com seus clientes e fornecedores dependem dela. E, certamente, um sistema de alta disponibilidade estará presente nesse cenário.

Gerente de TI da Navita, responsável pela operação e contratos de infra-estrutura, suporte e serviços relacionados ao BlackBerry."

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Nota incluída em: 21/2/08

A Internet está mudando: Você percebe?

Ken Silva

Vivemos em um mundo excitante. Um mundo que passa por mudanças radicais todos os dias. É provável que você nem tivesse ouvido falar em YouTube, Second Life e MySpace há um ano, mas, hoje, eles dominam a discussão sobre tendências sociais e o futuro da Internet.

Já houve o tempo em que o e-commerce ditava o debate na Internet. Agora, porém, está claro que entramos em uma nova era, e somos capazes de sentir a Internet mudando diariamente. A futura I