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- Marcelo M. Luque, Rio de Janeiro
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Ano 15 | Edição 90|Janeiro/Fevereiro| Atualizada em 7/1/09 - 8h00

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Nota incluída 9/12//08

A próxima melhor oportunidade para um escritório sem papel

Esta não é a maior inovação desde o pão em fatias. Não é o que eles previram para o futuro.

Introdução

Em 1975, a Business Week publicou um artigo titulado O Escritório do Futuro , que predizia a chegada do escritório sem papel até 1990. Três décadas depois, parece que os relatórios da morte do papel podem ter sido muito exagerados. Muitas organizações continuam a confiar em processos com uso intensivo de papel, que são caros e ineficientes.

O sonho idealista do escritório sem papel permanece elusivo como nunca. Antes de perseguir um ideal utópico, nós deveríamos buscar soluções práticas apontadas para objetivos realizáveis de melhorar a eficiência operacional e a agilidade do negócio. Afinal, com ou sem papel, realisticamente, menos papel é meramente um meio para o fim, não o fim em si.

Forrester cunhou o termo Conteúdo Transacional para descrever documentos estatísticos (por exemplo faturas digitalizadas) com informação relacionada a dados transacionais que dirige processos formalizados (por exemplo contas pagáveis). A Captação de Documentos pode facilitar o Gerenciamento de Conteúdo Transacional através da digitalização e transformação do papel em ativos de negócios eletrônicos facilmente consumíveis de um repositório centralizado.

No passado, os vendedores de ECM ofereciam componentes de captação construídos exclusivamente para os seus próprios repositórios proprietários de conteúdo, que carregavam etiquetas com preços altos e complexidades que preveniam a larga adoção.

Hoje, milhões de organizações dispõem do servidor Microsoft Office Share Point para colaboração de equipe cêntrica em documento. Com características como tipo de conteúdo, check-in/check-out, maior ou menor versão, nível de item e workflow baseado em WinWF², o Share Point tornou-se um repositório capaz, crível e escalável para conteúdos de todos os tipos.

Similar à maneira que a IIS (Internet Information Services – Serviços de Informação da Internet) fez do servidor web um componente embutido da infra-estrutura, o Share Point tornou o repositório de conteúdo uma mercadoria padrão da plataforma Microsoft. Este turno de paradigma apresenta novas oportunidades para as organizações maximizarem seus investimentos em infra-estrutura existente e pedidos por uma nova geração de soluções de captação de documentos que usem Share Point como repositório de conteúdo.

Conclusão

O escritório sem papel é um mito não porque as pessoas não conseguem alcançar seus objetivos, mas porque elas sabem muito bem que suas metas não podem ser alcançadas sem papel.

Como o meio de comunicação temporário para conteúdo transacional, o papel continuará a aparecer no Escritório do Futuro .

O pessoal da área permite que os trabalhadores alavanquem o Share Point para o Gerenciamento de Conteúdo Transacional. Alguns peritos talvez fiquem desapontados. Esta não é a maior inovação desde o pão em fatias. Não é o que eles previram para o futuro. É uma solução prática, disponível hoje e pronta para larga adoção para melhorar a eficiência operacional e o serviço ao consumidor. Pode muito bem ser a próxima melhor oportunidade para um escritório sem papel.

Antonio Paulo de Andrade e Silva
(Baseado em relato da Knowledge Lake)
Dezembro, 5, 2008.

 

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Nota incluída3/11//08

Enterprise 2.0

Carlos A. Bassi

O conceito Web 2.0 surgiu em 2004 quando Tim O'Reilly definiu como sendo a mudança para uma internet como plataforma, e um entendimento das regras para obter sucesso nesta nova plataforma. Entre outras, a regra mais importante é desenvolver aplicativos que aproveitem os efeitos de rede para se tornarem melhores quanto mais são usados pelas pessoas, aproveitando a inteligência coletiva.

Este conceito procura descrever a tendência pela troca e colaboração de informações entre internautas com sites e serviços virtuais. Neste ambiente dinâmico, usuários colaboram com a geração e organização de conteúdos, utilizam aplicativos que são corrigidos e melhorados quanto maior sua utilização pelos próprios usuários, possuem páginas personalizadas onde são apresentadas apenas as informações de seu interesse.

O termo Enterprise 2.0 foi criado pelo Prof. Andrew McAfee em 2006. Consiste na utilização dos conceitos e idéias da Web 2.0 para obter uma colaboração rápida e ágil, o compartilhamento de informações e expandir a integração de aplicações nas empresas bem como, entre as empresas e seus parceiros e clientes.

O Enterprise 2.0 está baseado na estrutura identificada por SLATES:

•  S earch – facilitar a pesquisa e aproveitamento de conteúdos pela organização;

•  L inks – aumentar o valor dos conteúdos por meio de suas conexões;

•  A uthorship – interação sem a necessidade de treinamentos e barreiras;

•  T ags – utilização de metadados;

•  E xtensions – extensão da pesquisa a conteúdos similares;

•  S ignals – pró-atividade na comunicação de mudanças de conteúdos.

Os recursos com que as pessoas estão acostumadas na Internet como Instant Messaging, Fóruns comunitários, Chats, Mashups, Blogs, Wikis, RSS e Podcasting, agregam facilidades e transparência. A geração que ingressa hoje no mercado de trabalho se alfabetizou com a Internet. A familiaridade com que eles têm com estas ferramentas minimiza a necessidade de treinamentos e, por conseqüência, tem efeitos diretos em sua produtividade.

Em recente pesquisa realizada pela AIIM – Association for Information and Image Management sobre Enterprise 2.0, alguns dados mostram a importância das tecnologias envolvidas para as organizações:

•  44% dos entrevistados disseram que as tecnologias são imperativas ou de importância significativa;

•  27% posicionaram que estas tecnologias têm impacto sobre suas metas e sucesso;

•  69% identificam o aumento na colaboração como fator para implementar estas tecnologias.

Os pontos fortes do Enterprise 2.0 são a colaboração, o compartilhamento e a gestão do conhecimento nos ambientes corporativos.

Carlos ABassi, especialista em GED/ECM, diretor Informsys, editor técnico,Jornal do GED on-line

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Nota incluída 9/10//08

Como ter sucesso na implementação de um sistema de ERP

Airton Cruz

Hoje, para seguirmos o melhor caminho a fim de que o cliente tenha êxito no projeto e, dessa forma, termos um case de sucesso, é preciso estarmos muito bem alinhados e respaldados por um bom planejamento, utilizando uma metodologia que nos garanta as ações que serão realizadas.

Dentro de uma metodologia de implementação de um sistema de gestão, é importante que o cliente tenha a visão de todas as etapas e fases do projeto, por exemplo: Levantamento Organizacional, Desenhos dos Processos, Modelagem da Operação, Preparação do Ambiente, colocação no ar (GO LIVE) e Suporte.

Com essa percepção, o relacionamento e comprometimento passam a existir e geram responsabilidades para ambos os lados. Ou seja, tanto o fornecedor como o usuário são co-participantes do sucesso daquele projeto. É importante ressaltar que, é essencial que desde o gestor principal até o usuário final possam sentir-se integrantes dos novos processos adquiridos ou a serem implantados.

Com o uso de uma metodologia de implantação, o cliente obtém um enorme ganho e muitos benefícios, pois visualiza a evolução do projeto. Isto é, ele consegue observar todas as tarefas e, as etapas ficam bem transparentes para os gestores e usuários-chave da operação.

Tanto é que, desde o inicio dos trabalhos, um dos requisitos para o avanço do projeto é que os objetivos e metas fiquem claros e determinados. O cronograma de implantação, peça fundamental da metodologia, deve estar totalmente co-relacionado aos respectivos times dos processos elencados anteriormente, a qual cada responsabilidade fica muito bem fundamentada. 

É importante destacar que o cliente precisa estar ciente que os Sistemas de Gestão Empresarial devem estar alinhados a esta prática processual e que esse produto – a solução – esteja atrelado a uma Metodologia de Implantação.

Sem dúvidas, podemos afirmar que a implementação de um sistema ERP exige muito de toda a instituição, mas um dos grandes diferencias para se obter sucesso é que esse projeto tenha um plano definido com começo, meio e fim. Para isso, é necessário que se tenha um foco e é no método, ou seja, na forma como se dá a prática é que está um dos requisitos para o sucesso. É nisso que o Gestor que procura uma solução ERP tem que estar “antenado”.

Airton Cruz, Gerente de Projetos da ABC71 Soluções em Informática.

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Nota incluída 22/9//08

Basiléia II: desafios tecnológicos para sua implementação

Fausto Novaes

Desde a vigência das regras estabelecidas no Novo Acordo de Capital previsto no Comitê da Basiléia, conhecido como Basiléia II, instituições financeiras se viram inseridas em um cenário até então desconhecido e desafiador. Todos os sistemas e processos internos destas organizações precisaram sofrer mudanças estruturais relevantes em busca de aderência e conformidade com os preceitos constantes do novo regulamento internacional.

Talvez o maior entrave a ser vencido pelos bancos a partir desta nova regulamentação tenha aspecto cultural. Explico. Não há um sistema bancário sequer que não tenha nascido com aquela cultura de valorizar seus produtos, cuja preocupação é a de expor minuciosamente as caraterísticas de um cartão de crédito, por exemplo, ou de seus promissores financiamentos, ou ainda a de oferecer o detalhamento dos benefícios ligados a certo crédito imobiliário, e assim por diante, tudo em detrimento da figura do consumidor.

É imperioso observarmos que a complexidade do mundo financeiro atual subverteu esse quadro e o Novo Acordo de Capital passa a ser um dos fatores de contribuição para tal mudança, vez que o foco de preocupação passa a ser, sobretudo, o cliente. Sabe-se que um dos propósitos advindos da Basiléia II é garantir que os bancos fortaleçam e confiram maior solidez a todos os dados de sua clientela, elevando assim a confiabilidade e o sigilo das transações efetuadas.

Mas como consolidar tamanho volume de dados em um único sistema sem que nele haja instabilidade e por conseqüência quebra da eficiência? Na tentativa de cumprir as exigências da nova lei, muitos bancos têm insistido na adoção de ferramentas que funcionam como uma espécie de “calculadoras” atreladas a base de dados, como data marts. Entretanto, estes bancos vêm notando que de lá para cá os resultados alcançados estão longe de serem satisfatórios. E não é difícil explicar as razões para isso. As referidas “calculadoras” não conseguem fazer todo o trabalho de cálculo na granularidade que os bancos de varejo e atacado possuem .

Não é por menos: são milhões de contratos a serem processados e as calculadoras não têm capacidade para tal processamento, resultando em um método de cálculo sumarizado ou agregado, o que impede a consolidação efetiva de todas as informações disponíveis.

Dada a complexidade das arquiteturas presentes nas instituições bancárias, reunir com precisão as informações numa mesma base de dados acaba se tornando um verdadeiro desafio. O Novo Acordo de Basiléia exige um detalhamento de todos os dados relativos à gestão de risco de mercado, de crédito e de nível operacional dos bancos, cujas estruturas devem ser de alta confiabilidade a ponto de comprovarem suas séries históricas.

Experiências de mercado provam que ambientes analíticos proporcionados por data warehouses corporativos são mais indicados para estes fins, muito em função de não se limitarem simplesmente ao acúmulo, sumarização e ao envio de dados. Tais ferramentas, por conseguirem processar previamente os cálculos de capital na maior granularidade possível, ajudam a elevar o grau de confiabilidade dos sistemas bancários, o que favorece a implementação de políticas de gerenciamento de riscos mais apuradas.

A adequação do mundo financeiro ao novo modelo é, irrefutavelmente, uma questão de tempo. Não parece exagero dizer que se avizinha o dia em que os bancos vão perceber que o tema ultrapassa as fronteiras da tecnologia e invade a seara de seus negócios. Aqueles que acelerarem o processo de mudança estarão na frente dos concorrentes.

* Fausto Novaes é consultor de Finanças da Teradata Brasil, empresa especializada em datawarehousing e soluções analíticas.

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Nota incluída 1/9//08

BPO combate ineficiências nos hospitais

Ricardo Abreu

Os projetos de outsourcing de impressão em hospitais iniciados no Brasil há cerca de cinco anos ganharam notoriedade devido ao forte apelo de redução de custos, gestão associada a níveis agressivos de SLA e resultados positivos em termos de qualidade e produtividade.

Agora, quando muitos destes contratos estão em fase de renovação, surge uma nova e desafiante demanda: o critério do custo por página impressa para diferenciar os players do mercado está sendo substituído pela capacidade que cada um tem de agregar elementos de integração e disponibilização da informação corporativa. Só que, desta feita, em meio eletrônico. É o chamado BPO – Business Process Outsourcing.

O objetivo é identificar nestes hospitais processos nos quais há ineficiências tais como controle manual de documentos em papel, demora na busca de documentos, alto risco de perda, degradação de originais, além de necessidade de considerável espaço físico para armazenamento.

Valendo-se de equipamentos multifuncionais (eles acumulam funções de impressora de rede, scanner, copiadora e fax) associados a softwares customizáveis que se integram aos aplicativos do cliente, processos inovadores entram em cena. Eles incluem digitalização com indexação automática por código de barras e mecanismos inteligentes de OCR/ICR para busca eletrônica.

No caso dos hospitais, as soluções que mais têm sido implementadas são:

Central de Reserva – Fax enviados por pacientes e/ou clínicas médicas não são mais impressos em papel termosensível. Solicita-se ao emissor o número do código da reserva e o fax transmitido é indexado com data e hora do recebimento e arquivado automaticamente em repositório da rede.

Central de Autorização – Com exceção das operadoras que já possuem portal web, a relação de equipamentos e materiais necessários a determinado procedimento médico não mais é encaminhada por fax e sim por multifuncional com script customizado para esta aplicação.

Central de Internação – Documentos pessoais dos pacientes não são mais copiados de forma a integrar dossiês em papel, eles são digitalizados nas multifuncionais com scripts customizados para esta aplicação, enviando-os diretamente para o repositório pré-configurado. Adicionalmente ainda, é possível:

- Direcionar prescrições médicas emitidas a partir dos postos de enfermagem a impressoras localizadas na farmácia, minimizando erros de leitura e interpretação;

- Imprimir, sob demanda, formulários eletrônicos previamente estruturados para cada aplicação específica;

- Digitalizar documentos direto no arquivo médico, facilitando a consulta imediata pelo corpo médico;

- Imprimir etiquetas de pulso com código de barras e foto colorida, minimizando eventuais falhas de identificação de pacientes e sua diária medicação.

Portanto, para adequar o ambiente hospitalar aos requisitos técnicos das resoluções do CFM N o 1821/07, que regulamenta a digitalização e a guarda de informações médicas, é necessário integrar de forma inteligente soluções de BPO aos softwares de ERP hospitalares. Assim, qualquer documento eletrônico depositado em estrutura de rede pode ser consultado por qualquer entidade corporativa mediante login e senha, eliminando por completo a necessidade de armazenar documentos em papel.

Com isso, as ineficiências citadas são eliminadas. Reduz-se ao mínimo os riscos de erro humano, há redução do tempo de processamento, redução dos custos de malotes, faxes e impressões e maior agilidade nas rotinas de trabalho. E a melhoria no atendimento a clientes internos e externos é sensível.

O assunto BPO é tema de um totorial na INFOIMAGEM-2008.

Ricardo Abreu , especialista em Soluções de BPO da Tecnoset IT Solutions.

 

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Nota incluída7/8/08

Colaboração: palavra chave para integrar TI e processos de negócios

Dieter Kelber*

 Para que os processos operem com eficiência nas empresas há a necessidade de um bom suporte de sistemas, predominantemente gerenciados pela área de TI. Disso ninguém duvida. Também é consenso que em um ambiente de processos desponta a necessidade de uma maior colaboração transversal entre as pessoas envolvidas neles.

Porém, a falta de alinhamento entre profissionais de TI e os responsáveis pela adoção de processos de negócios ainda é uma triste realidade na maioria das organizações.

Mas por que acontece isso? Antipatia? Concorrência entre as categorias? Será pelo fato de o setor de tecnologia, aparentemente, estar tão distante do resto da estrutura organizacional? O problema está na dificuldade dos profissionais de processos em lidar com sistemas? Ou, simplesmente, estamos diante de uma situação nova?

Na realidade temos um pouco de cada coisa, mas o fator preponderante para justificar a falta de entendimento entre as duas partes é a forma como cada setor enxerga e soluciona os problemas. Enquanto a área de TI lida com tarefas extremamente lógicas e focadas na forma do produto ou serviço, o pessoal de processos de negócios, geralmente mais próximo ou, até mesmo, dentro da cadeia de valor da empresa, precisa pensar de forma globalizada, transversal, transdisciplinar, colaborativa e, principalmente, focada no cliente.

Em análise recente, o Grupo Gartner concluiu que as tendências apontam para a evolução da TI como uma área de criação de soluções de negócios, prestação de serviços e de recursos corporativos, e ser detentor de conhecimentos tecnológicos não é mais uma profissão. Em outras palavras, com a popularização da informática, o conhecimento está disseminado entre os demais usuários. Os profissionais de tecnologia saíram da posição de conforto e devem repensar a forma de atuar de agora em diante.

As empresas estão rapidamente migrando para a administração por processos e os executivos, independente da hierarquia, precisam necessariamente ter o perfil de um Lidestor, ou seja, trabalhar com a cabeça e o coração, conforme os cenários exijam. A ética, o caráter, assumir e ter responsabilidade conforme as dimensões do conceito de desenvolvimento sustentável, além da estabilidade emocional, mesmo em situações caóticas, são características essenciais. Ouvir, orientar, dar “feedback”, delegar, corrigir, tomar decisões, motivar, trabalhar em e com equipes, dedicar-se para o sucesso do todo e de todos, desenvolver as pessoas e ter talento social surgem da simbiose entre liderança e gerência e é fator imprescindível para a obtenção do resultado global.

Neste contexto de mudanças em um piscar de olhos, onde os desafios se avolumam e se globalizam todos os dias, não é mais possível pensar e agir de forma segmentada. É preciso somar conhecimentos, habilidades e motivações. É necessário usar todos os sentidos e todo o potencial do cérebro. Quando olhamos ao redor é fácil identificar pessoas que são claramente líderes e péssimos gestores. Assim, como podemos reconhecer fantásticos tocadores de projetos, comandando centenas de pessoas, mas sem a mínima sensibilidade de liderança. Quem tiver tendências apenas para um dos lados precisa urgentemente buscar desenvolver o outro. Este é o caminho para haver uma melhor integração entre os profissionais de TI e os de processos.

Dieter Kelber, pesquisador do NAIPE/USP e diretor-executivo do Instituto Avançado de Desenvolvimento Intelectual (INSADI - www.insadi.org.br )

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Nota incluída 30/7/08

Captação distribuída no contexto dos negócios

José Roberto de Lazari

O termo “capturar” , em português, ou “capture” , em inglês, vai além da digitalização de documentos, pois engloba um conjunto de tecnologias que são capazes de inserir documentos e dados no contexto dos negócios, com soluções adequadas a cada necessidade e cenário.

Tradicionalmente, a captura centralizada exige o envio dos documentos para os locais onde o trabalho é realizado. Por outro lado, a captura distribuída possibilita que o trabalho seja feito nas “pontas”, onde o documento é criado. Como exemplo, podemos citar os correspondentes bancários fechando operações de empréstimo na casa do seu cliente.

As soluções de captura distribuída têm evoluído, pois muitas empresas precisam trazer imagens e documentos para dentro do processo desde sua criação, com o intuito de fechar negócios com maior segurança, agilidade e confiança.

A necessidade crescente por agilidade, somada à redução de custos, tem levado as empresas com múltiplas unidades a transferirem os profissionais com conhecimento no negócio, reunindo-os em CSC - Centro de Serviços Compartilhados que presta serviços para diversas áreas da empresa como: Administração de Portarias de Fábricas, Aprovação de Crédito, Administração de RH e Análise de despesas de Viagem, entre outros. Desse modo, reduzem-se recursos humanos e expertise nos demais pontos da empresa, e o CSC passa a trabalhar com dados e documentos eletrônicos no momento em que eles chegam. Uma solução importante nestes casos é a captura distribuída integrada com tecnologia de Workflow, que garante redução de custos sem perda de ritmo, controle e agilidade na execução dos serviços consumidos pelos departamentos da empresa.

Impulsionadas pelo mercado, a indústria de hardware e software cria soluções voltadas para o negócio. Aqui se encaixam os equipamentos multifuncionais e scanners mais simples que serão utilizados para digitalização descentralizada. Os recursos passam a ser consumidos de maneira diferente, tais como a necessidade de banda para trafegar os documentos para o servidor central e o uso das tecnologias aplicadas em momentos diferentes dos processos tradicionais de digitalização centralizada. Neste ponto, destacam-se o uso de soluções baseadas na WEB, agentes de upload para sincronização de dados e documentos, Web Services, Workflow para controle dos processos, etc. Na digitalização distribuída, a aplicação dos recursos está totalmente ligada à necessidade do negócio. Considerando uma financeira que trabalhe com o conceito de análise centralizada das propostas de crédito, além de ter o resultado das pesquisas feitas junto aos órgãos de proteção ao crédito, é importante poder exercer análise visual nos documentos apresentados. Nesses casos, os analistas têm a capacidade de interpretar os documentos em busca de indícios de fraudes (como uma troca de fotografia), o que seria impossível de ser feito caso o documento fosse digitalizado e salvo em preto e branco, antes da análise.

A utilização do fax encaixa-se também como captura distribuída e pode ser considerada uma solução nos casos em que não é possível (ou viável) uma infra-estrutura com scanners, banda larga, etc. A integração de servidores de fax com soluções automáticas de importação e tratamento de imagens e sua inserção no processo de negócio torna possível controlar o que deve ser feito com cada documento recebido.

As soluções de captura devem tratar a diversidade de tipos de documentos, origens, formatos e qualidade, e essas diferenças devem ser previstas no projeto, para a escolha da tecnologia mais indicada para cada fase do processo.

Os projetos que consideram a captura distribuída precisam prever a possibilidade da queda ou restrição de link com o servidor, que pode resultar em atraso no processo e no trabalho de digitalização e análise dos documentos. Para isso, há soluções para os usuários trabalharem desconectados do Servidor Central, até o restabelecimento da conexão, quando é realizado o upload.

O importante para executar o trabalho da melhor maneira, independentemente da opção, é observar os conceitos e as boas práticas e considerar o negócio em que se insere o documento, pois o contexto e a realidade do tipo de negócio é que definem a solução aplicada.

José Roberto de Lazari é CIO da SML

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Nota incluída 24/7/08

O Mercado brasileiro de ECM e GED é de R$ 1,5 bilhão

Antonio Paulo de Andrade e Silva

É cada vez mais importante que os tomadores de decisões incluam as tecnologias para o tratamento de todo o ciclo de vida de informações, documentos e conteúdos em seus orçamentos e, além disso, que essas tecnologias sejam parte da estratégia das empresas. Para tanto, é preciso conhecer o ECM – Enterprise Content Management e o GED – Gerenciamento Eletrônico de Documentos.

Em julho de 2008, o IPC – Instituto de Pesquisas CENADEM realizou a Pesquisa Estado da Arte do Mercado de ECM, GED e Tecnologias Correlatas . Dividida em dois grandes blocos, contemplou respostas de Fornecedores e de Usuários , avaliando, assim, de modo completo, o mercado do ECM e GED no Brasil.

FORNECEDORES

O bloco Fornecedor considerou 155 respondentes. Como nem todas as principais empresas fornecedoras responderam à pesquisa, por diversas razões consideradas pelos analistas, acredita-se que o mercado fornecedor seja, na verdade, 80% maior que o aqui declinado.

Dentre os respondentes, 91% são prestadores de serviços no segmento, 77% prestam consultoria, 71% atuam em softwares, 23%, escaners e 22% com outros serviços.

Dos fornecedores de softwares, 84% são de GED, 70% de captação de imagens de documentos, 69% para digitalização/processamento de imagens, 62% para Gestão Documental e 59% para captação de dados.

Nos últimos anos, está crescendo a quantidade de empresas que também atuam no exterior, somando 31% dos respondentes. Sessenta e nove por cento atuam no mercado interno. A Região Sudeste assume a liderança no que diz respeito à atuação das empresas com 77%, seguida pela região Centro-Oeste, com 58%, Nordeste, com 57%, Sul, com 55% e Norte, 46%.

Os fornecedores de sistemas de ECM, GED e tecnologias correlatas têm atuação mais expressiva em bancos, área de finanças, seguros, previdência, fundos de pensão, somando 54%. Governos municipal e estadual atingem a marca de 50% nesse quesito, seguido por 47% com atuação no setor saúde, hospitais, clínicas, laboratórios e planos de saúde.

Um dos mais difíceis quesitos para se obter respostas confiáveis da nossa indústria no Brasil é quanto ao faturamento anual bruto. Contudo, tendo como base o universo pesquisado, os analistas concluíram que o faturamento anual bruto das empresas de ECM, GED e tecnologias correlatas é de R$1,5 bilhão.

Das empresas pesquisadas, 8% declaram que seu faturamento anual, em Reais, está acima de 50 milhões. Com faturamento até 500 mil estão 46%, de 500 mil a 1 milhão, 13%. De 1 milhão a 5 milhões estão 17%. Onze por cento estão na faixa de faturamento de 5 milhões a 20 milhões, e 5% na faixa de 20 milhões e 50 milhões.

USUÁRIOS

O bloco Usuários considerou 274 respondentes. Os analistas do segmento acreditam que a quantidade de usuários seja cerca de 70% maior. Dentre os aspectos mais importantes, a pesquisa destaca os que seguem.

Quarenta e três por cento dos respondentes pretendem ter sistema de GED e 38% já têm sistema implantado. Para 35%, a Gestão Documental pretende ser implantada e 34% já usam a metodologia. Os maiores usuários dessas tecnologias são organismos públicos: 13%, seguidos pelo segmento de educação, pesquisa e desenvolvimento, com 11%, e área financeira, com 9%.

O uso do papel ainda é significativo. A pesquisa indicou que para 42% dos respondentes, mais de 60% da documentação está mantida em papel. Já 30% dos respondentes afirmam que mais de 60% da documentação está em algum tipo de sistema digital ( e-mail, processamento de dados, ERP etc). Apenas 9% dos respondentes afirmam que 60% de sua documentação está em sistemas de ECM ou GED.

Nota-se, neste ponto, uma grande abertura em termos de possibilidades para fornecedores atuarem, não somente vendendo soluções, mas realizando um trabalho de disseminação das aplicabilidades das tecnologias em questão.

A problemática com a localização da informação também foi mostrada no estudo: 48% dos respondentes afirmam levar até 30 minutos procurando informações.

A pesquisa também indicou que nas empresas onde já existem sistema de ECM e GED, as aplicações concentram-se no controle de documentos, com 49%, e setor de arquivo, com 48%.

Das tecnologias mais empregadas, captação de imagens de documentos está com 53%, seguida pelo GED, com 50%, digitalização, com 49%, e Gestão Documental, com 39%.

Um dos aspectos mais relevantes da pesquisa é quanto aos investimentos. Quarenta e sete por cento devem investir em tecnologias de ECM e GED, entre os próximos 12 a 18 meses, até R$ 50 mil. Investirão entre R$ 50 mil a R$ 100 mil, 22%; 11% entre R$ 100 mil e R$ 300 mil. Cinco por cento, de R$ 300 mil a R$ 500 mil. Sete por cento, de R$ 500 mil a R$ 1 milhão; 6% de R$ 1 milhão a R$ 5 milhões e 3% investirão acima de R$ 5 milhões.

Considerando-se os 245 respondentes e as respectivas faixas de investimento mencionadas, os analistas concluíram que pretende-se investir em ECM/ GED R$ 146.450.000,00. E, sendo o número de respondentes projetado em mais 70%, esse valor passaria para R$248.965.000,00.

Apesar disso, 62% dos respondentes consideram que justificar o investimento e obter o comprometimento da alta direção um grande obstáculo às implantações.

Todos esses dados indicam que há uma grande possibilidade de se expandir a atuação de fornecedores e, paralelamente, desenvolver-se um trabalho de disseminação das tecnologias envolvidas pelo ECM e GED. Os números deste estudo são fortes indicadores que o ECM e o GED irão crescer ainda mais, e que devemos trabalhar muito.

É pensando nesse mercado em crescimento e com rico potencial que o CENADEM idealiza seus trabalhos de divulgação, através dos congressos, cursos, seminários e tantos outros eventos. Em setembro, entre os dias 9 a 11, será realizada a INFOIMAGEM-2008, Congresso e Feira sobre ECM e GED. É uma excelente oportunidade para medir o mercado.

Antonio Paulo de Andrade e Silva é diretor do CENADEM - Centro Nacional da Gestão da Informação - e-mail: apaulo@cenadem.com.br Tel.(11) 3081.9829

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Nota incluída 24/7/08

Inteligência no ciclo de vida corporativa

Igor Freitas

O acúmulo de conhecimento da humanidade, que costuma dobrar a cada cinco anos, passará a duplicar, a cada 90 dias entre os próximos dez a quinze anos, segundo o World Future Society (WFS). Ainda, de acordo com o WFS, toda mudança ocorrida entre 1980 e 2000 não passa de 10% da que acontecerá entre 2000 e 2020.

Isso se refletirá nas companhias focadas em pessoas, processos e tecnologia. Diante disso, a sobrevivência das organizações depende do uso inteligente dos dados armazenados por meio de metodologias, conceitos e inovações tecnológicas que permitirão sua análise e modelagem, desde a entrega e o rastreamento até a tomada de decisão estratégica.

Tradicionalmente, as organizações possuem uma grande quantidade de dados e informações, muitas delas extremamente relevantes para o sucesso de seus negócios. Contudo, a grande questão é como torná-las palpáveis, consolidadas, resumidas e prontas para serem utilizadas. Isso se dá através de um conceito chamado Business Intelligence (BI).

O BI corresponde ao trabalho de definir, estruturar, agrupar e transformar a informação dispersa, muitas vezes sem qualquer relação, em conhecimento consolidado e disponível para ser facilmente analisado, levando em consideração o ponto de vista estratégico da organização. 

Neil Raden – visto por alguns como um guru da tecnologia - define BI como sendo “mecanismos que fazem chegar à informação correta, às pessoas certas e no momento ideal”. Tais mecanismos são, freqüentemente, apoiados por ferramentas que auxiliam na coleta, composição e estruturação dos dados de forma a contribuir para as gestões estratégica e tática dos negócios. Mas, para acrescentar uma camada de inteligência ao negócio, é preciso entender e gerenciar o “ciclo de vida” das informações que trafegam pela empresa.

Para a criação de um software, o termo “ciclo de vida” tem um significado todo especial, pois abrange um conjunto de processos, metodologias e técnicas integradas que vão desde o levantamento da necessidade até a entrega do produto final. Nesse ciclo, a história não é diferente, isto é, a equipe de Tecnologia da Informação está sempre correndo atrás de métricas e informações para repassar aos executivos da empresa.

No “Chaos Report”, do Standish Group, observamos que, desde 2000, muitos investimentos em gestão e planejamento foram empregados gerando um incremento de quase 15% de sucesso na entrega dos projetos. Entretanto, o processo de desenvolvimento, muitas vezes, não é orquestrado de forma integrada, o que gera um grande volume de dados, que na sua grande maioria estão dispersos, dificultando a consolidação e a publicação dos mesmos em relatórios concisos e que tragam realmente valor.

Um mecanismo de BI incorporado de forma efetiva ao ciclo de vida de um software deve observar uma série de atividades. Dentre elas destacamos: desenvolver processo e metodologia para as áreas de gestão de projetos, requisitos, modelagem, desenvolvimento, garantia de qualidade e gestão de mudanças.

Além disso, adicionar uma camada de inteligência durante o processo de desenvolvimento de um software requer incorporar ferramentas integradas de gestão, capazes de recuperar a base operacional, tratar as informações e disponibilizá-las para o processo/ferramenta de BI definido. Também é imprescindível capacitar as pessoas envolvidas tanto nos processos quanto nas ferramentas e garantir que todas as áreas estejam devidamente integradas e com as interfaces de comunicação muito bem definidas.

Também não basta apenas definir quais informações são realmente pertinentes e precisam ser selecionadas e consolidadas para estarem disponíveis aos executivos. É importante promover uma revisão contínua dos processos e dos dados relevantes em todas as esferas; controlar o fluxo de informações para que os dados não se tornem obsoletos; promover reuniões periódicas para acompanhamento dos dados de negócio consolidados, promovendo melhorias e pontos de controle reais. Dessa forma, finalmente, é possível obter um processo ágil, controlado, e, principalmente, seguro.

Portanto, a gestão do ciclo de vida da aplicação é extremamente importante e deve ser encarada com seriedade. Porém, para alcançar um nível ainda maior de maturidade, os dados gerados por todo o ciclo devem ser devidamente coletados e disponibilizados em visões que realmente tragam resultados às organizações.

Igor Freitas é gerente técnico de Vendas da Borland Latin America

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Nota incluída em:1/7/08

Cuidados simples são eficientes na prevenção a golpes virtuais  


Marcelo Okano

As facilidades e a comodidade que a Internet nos trazem talvez sejam somente comparadas à invenção do carro. Com um simples clique, podemos viajar de um país a outro, sem a barreira dos limites demográficos. Podemos comprar desde um livro até um carro novo ou pagarmos contas sem ter de enfrentar fila ou burocracia.

Mas, por trás dessas facilidades, existem algumas dificuldades que exigem nossa atenção. Em muitos casos, são armadilhas virtuais para usuários menos preparados, transformando-os em potenciais vítimas.

Tomando certos cuidados para utilizar as ferramentas da Internet é possível minimizar bastante os riscos e navegar com tranqüilidade. Mas tenha sempre em mente que toda segurança é pouca. Veja algumas dicas para se proteger:

Acesso à Internet – Os novos serviços de Internet oferecidos pelas empresas de telefonia, TV a cabo e satélite facilitaram e popularizaram o acesso à rede mundial de computadores. Mas aumentou, também, o tempo de conexão e, conseqüentemente, ficamos vulneráveis a um maior número de ataques, como:

  • invasão do computador ,
  • instalação de programas para fraude,
  • roubo de informações.

As recomendações de segurança são:

  • mantenha um antivírus instalado e atualizado;
  • instale um firewall pessoal para minimizar as invasões;
  • atualize os programas com as atualizações de segurança;
  • troque periodicamente as senhas utilizadas nos sites;
  • evite o compartilhamento de recursos.

Navegadores – Internet Explorer, Firefox, Mozilla e outros, também conhecidos como browsers, são os programas que permitem acessar os sites. Os principais problemas relacionados ao seu uso são:

  • execução automática de programas como Java e Javascript ao acessar determinadas páginas;
  • vulnerabilidade ou defeito no navegador pode comprometer a segurança;
  • cookies são utilizados pelos sites para obter informações e preferências dos usuários.

As recomendações de segurança são:

  • mantenha desabilitar a execução automática de programas e habilitar somente quando necessário;
  • mantenha o antivírus atualizado;
  • atualize sempre o navegador para evitar vulnerabilidade e defeitos;
  • controle a utilização dos cookies pelos sites.

Sites de relacionamento e blogs – Por meio deles, é possível registrar opiniões, encontrar velhos amigos que estudaram juntos,  reunir grupos de pessoas com as mesmas preferências e gostos, conhecer novas pessoas, realizar o networking com outros profissionais da área e até realizar alguns negócios.

Geralmente, esses sites permitem o cadastro de dados pessoais, preferências, rede de amigos e outros. Mas, da mesma forma que os amigos podem conhecê-lo melhor, outros usuários podem estar se aproveitando das informações para conhecer seus hábitos, lugares mais freqüentados, classe social etc. Como resultado, pode acontecer a violência física, como chantagens e seqüestros, além da virtual, o que transforma a diversão em um verdadeiro pesadelo.

As recomendações de segurança são:

  • evite divulgar informações pessoais como telefone, endereço, local de trabalho etc;
  • no caso dos sites de relacionamento,  permita que somente os amigos possam ter acesso às informações pessoais;
  • tenha cuidado ao aceitar os pedidos de relacionamento  no Orkut e outros sites que seguem a mesma linha. Se você permitiu que seus amigos saibam os seus dados pessoais, as pessoas que forem aceitas também terão acesso a esses dados;
  • evite se expor divulgando preferências de carros, restaurantes, grifes, rotinas etc.

E-mail – Rápido, de fácil uso e muitas vezes gratuito, é uma ótima forma para enviar textos, documentos, fotos ou outros tipos de arquivo. Mas, como todas as outras ferramentas da Internet, pode trazer problemas para o usuário.

  • Desconfie de mensagens que oferecem vantagens mirabolantes ou alertam sobre alguma dívida pendente do usuário;
  • tenha cuidado ao abrir arquivos anexados, pois eles podem contar algum código ou programa que são executados automaticamente.

As recomendações de segurança são:

  • mantenha um antivírus instalado e atualizado;
  • desabilite a opção para a execução automática do anexo;
  • delete, imediatamente, os e-mails dos quais você desconfia ou não sabe a procedência;
  • mantenha um anti-spam instalado.

Spam – São os e-mails que o usuário recebe sem ter solicitado, como propaganda de produtos e serviços. Atualmente, os provedores e softwares de e-mails possuem ferramentas anti-spam para evitá-los, mas o gerenciamento fica a cargo do usuário, que pode perder muito tempo para fazê-lo. Os spams prejudicam o usuário das seguintes formas:

  • provocam perda de tempo para verificar se o e-mail é legítimo ou inútil;
  • ocupam espaço inútil na caixa-postal;
  • obrigam o gastos com softwares e ferramentas para bloquear as mensagens indesejadas;
  • aumentam o risco de fraudes

As recomendações de segurança são:

  • instale um anti-spam ou utilizar o serviço do provedor de e-mail;
  • não responda aos spams que mantêm um item para remover o endereço da lista, pois esta é a forma que os spammers usam para confirmar os e-mails verdadeiros;
  • mantenha um antivírus instalado e atualizado;
  • mantenha um anti-spyware instalado e atualizado;
  • crie um e-mail para as listas de discussões e outro para uso pessoal.

Programas de distribuição de arquivos – São aqueles que permitem distribuir arquivos pela Internet, como eMule, Kazaa, Gnutella etc. Os maiores riscos são:

  • acesso não autorizado ao computador do usuário;
  • contaminação por vírus ou programas maliciosos contidos nos arquivos compartilhados.

As recomendações de segurança são:

  • manter um antivírus instalado e atualizado;
  • manter o programa de distribuição sempre atualizado.

Essas são algumas recomendações de segurança que irão tornar o uso da Internet um pouco mais seguro. Os sites http://antispam.br , http://cartilha.cert.br e http://cert.br também oferecem dicas interessantes para os internautas.

Marcelo Tsuguio Okano , professor de pós-graduação da FIAP -Faculdade de Informática e Adminstração Paulista. Mestre em Administração, é consultor de TI para a área de servidores.

 

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Nota incluída em:27/6/08

A próxima onda: a desmaterialização e modernização do back office bancário

 José Luiz Cerqueira César

Em que pese muitos bancos já realizarem a digitalização de cheques para processamento interno, o planejamento  e estruturação da truncagem multilateral de cheques exigirá que se promova uma nova onda de mobilização das equipes técnicas dos bancos para solucionar uma série de pontos pendentes e que necessitam ser definidos, acordados e normatizados. Essa mobilização se configurará na verdadeira segunda onda do SPB: a desmaterialização e modernização do back office bancário.

Além da questão da truncagem de cheques, o sistema bancário tem a oportunidade de lançar as bases para eliminar famílias inteiras de documentos que poderiam ser desmaterializadas, ampliando para a cobrança de títulos, pagamentos de tributos municipais, estaduais e federais.

Além da desmaterialização dos documentos, as grandes economias terão como origem as simplificações e automação dos procedimentos de  circulação, dos fluxogramas  de tratamento, na racionalização e  promoção de profundas mudanças estruturais nas áreas de back office, afetando toda a cadeia de valor interna dos bancos, bem como transportadoras de valores e  tradicionais fornecedores de serviços de logística.

A indústria de serviços e logística bancária terão que se reinventar diante do novo cenário. Dessa forma, se faz necessário uma grande mobilização das áreas técnicas dos bancos, dos fornecedores de TI, de serviços  e do Banco Central, nos moldes da primeira onda de implantação do SPB,  pois a questão da legislação pertinente está na reta final. Fica registrada a lição de casa que necessita ser feita em caráter de urgência;

  • Definição dos procedimentos de truncagem dos cheques, com relação a valores, horários e regras dos cheques substitutos, cópia legal de cheque original que passará a ter validade;
  • definição dos modelos operacionais de captação e tratamento de imagens;
  • definição de novos documentos e lay-outs que poderão ser digitalizados conforme sugestão efetuada acima;
  • definição de regras tarifárias entre os bancos, nos moldes do atual sistema de compensação;
  • padrões para as imagens digitalizadas, mecanismos de compressão e  conversão binária para uso de imagens em branco e preto na troca eletrônica interbancária;
  • especificação das regras de uso do sistema de chave pública para a assinatura digital das imagens- ICP -Brasil
  • especificação das novas mensagens e arquivos para trocas, notificações e consultas  de documentos e cheques digitalizados, nos moldes do SPB;
  • planejamento de Capacidade da Rede do Sistema Financeira Nacional (RSFN) de modo a suportar uma nova VLAN voltada para o uso e tráfego de serviços de imagens de documentos e cheques.

Sempre é bom lembrar que teremos que reativar todos os Grupos de Trabalho internos e externos, discutir e negociar com todos os intervenientes, planejar os testes isolados e integrados, efetuar as mudanças nos sistemas legados, nos terminais, estações e   equipamentos de captação de imagens.... enfim, teremos trabalho para os próximos meses de 2008 e 2009, sem duvida.

José Luiz de Cerqueira César é ex-CIO da Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F) e ex-vice-presidente de Tecnologia do Banco do Brasil (BB) e um dos criadores do Banco 24 horas.

Fonte: ABCE Comunicação

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Nota incluída em:26/6/08

A TI brasileira no exterior

Martin Hackett

O Brasil tem chamado bastante atenção do mercado internacional de outsourcing. Seu potencial não passou despercebido para CIOs de grandes corporações, analistas, players globais e locais, todos procurando uma alternativa à Índia como destino de offshoring e também de olho em um mercado com um potencial global de mais de US$ 100 bilhões. Ferramentas inovadoras, desenvolvimento permanente e experiência em consultoria são itens que garantem exposição ao País lá fora quando o assunto é a terceirização da Tecnologia da Informação (TI).

A mão-de-obra continua a ser o fator decisivo dessa exposição, uma vez que se aperfeiçoou muito, resultando na melhoria da qualidade e da produtividade do serviço, assim como na redução do tempo de entrega do trabalho. Empresas de seguro, instituições financeiras, companhias aéreas, manufatura, varejo e energia são os segmentos internacionais que estão de olho na experiência brasileira de terceirizar serviços de TI e na sua contratação.

Basicamente, o Brasil tem três vantagens principais na oferta de serviços terceirizados ao exterior: fuso horário quase semelhante aos dos Estados Unidos e da Europa, os maiores mercados consumidores de serviços de TI do mundo, o que permite realizar funções que requisitam interação em tempo real entre os países de maneira muito mais efetiva; um consolidado mercado de TI, de mais de US$ 20 bilhões, com larga experiência em funções diversas para setores variados da economia; e uma situação de estabilidade econômica, liberdade de mercado e democracia consolidada. Em suma, a indústria nacional de TI e as multinacionais presentes no Brasil têm uma grande oportunidade para atender projetos globais de qualquer empresa.

A mão-de-obra em grandes capitais do Brasil – notadamente São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Curitiba – já comprovou ter experiência semelhante à de outras cidades, com forte atuação na oferta de serviços de tecnologia para mercados externos, como Nova Dhéli e Bangalore, ambas na Índia. Frente a essas alternativas surgem novos pólos no Norte, Nordeste e interior dos estados mais ricos do País.

A gestão remota de infra-estrutura, incluindo servidores, banco de dados, redes e segurança, assim como serviços de desenvolvimento e suporte a aplicações, poderão ser alavancadores da oferta de outsourcing do País mundo afora.

A recomendação de analistas da área é clara: o Brasil tem enorme potencial para concorrer com a Índia, em especial em serviços de TI de maior valor agregado. Os desafios a enfrentar, porém, ainda são grandes: falta de massiva mão-de-obra qualificada, legislação trabalhista, elevada carga fiscal e falta de profissionais com domínio de vários idiomas — há, por exemplo, mais de 70 milhões de indianos que falam fluentemente inglês. As companhias de TI com presença no Brasil, assim como os governos federais e estaduais, estão engajados num esforço para superar esses desafios.

Por fim, a terceirização de gestão de infra-estrutura já é uma realidade mundial. Empresas e governos devem focar em uma iniciativa-chave e aprender a partir da experiência na área de outras nações, como Índia, Malásia, República Tcheca e Romênia. Compô-la dentro do conjunto brasileiro de ações relativas ao comércio internacional dependerá de uma acertada política de atração de compradores do serviço e de incentivo fiscal para exportar. Tudo o que os outros países citados anteriormente já possuem.

 Martin Hackett, vice-presidente de Serviços de Infra-estrutura e Outsourcing da Unisys Brasi

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A tecnologia a serviço do poder público

 Fabian Rodrigues Caetano / Daniela Marcellino dos Santos

A cena clássica da repartição pública em que o funcionário fica atrás do balcão de madeira, usando a máquina de escrever e o carimbo de protocolo, já é imagem do passado. Cada vez mais, o poder público investe no uso da informática como forma de agilizar, e melhorar, a prestação de serviços para a população. Mais que isso, a tecnologia, quando devidamente aplicada, significa também um importante avanço para a repartição, com destaque para o próprio servidor público que, livre de atividades burocráticas, passa a ter, inclusive, seu trabalho reconhecido.

Tal situação, no caso dos municípios, se faz presente nas mais diferentes situações e independe do porte sócio-econômico da cidade. Claro que, em um país como o Brasil, ainda há locais em que a tecnologia digital está longe de ser realidade. De qualquer modo, um setor da administração municipal em que a informática tem avançado enormemente é o administrativo-financeiro, contribuindo, entre outros pontos, nas ações destinadas à organização das finanças públicas.

Nessa linha, destaca-se o Imposto sobre Serviços (ISS), uma das principais fontes de receitas das prefeituras, que é recolhido mensalmente junto a empresas, prestadores e tomadores de serviços. Em determinados locais, como São Paulo, o ISS tem participação maior na arrecadação do que o Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) e aproxima-se da receita do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS).

A versão eletrônica do ISS, nas cidades em que é adotada, permite um controle melhor da arrecadação. Em muitas ocasiões, chega a aumentar os recursos originários desse tributo. Além disso, para o contribuinte, o sistema possibilita agilidade e ganho de tempo no cumprimento das obrigações tributárias com a administração municipal. Afinal, os prestadores e tomadores de serviço, que efetuam o recolhimento mensal, não precisam mais se dirigir pessoalmente ao setor de ISS da prefeitura para apurar o valor do imposto.

A preocupação em melhorar a arrecadação municipal é legítima para o poder público, desde que isso se reverta em benefícios para a cidade, e não signifique simplesmente aumento de impostos. Nesse sentido, qualquer mecanismo que venha a contribuir com esse objetivo, como a informática, é sempre bem-vindo.

No caso, a versão eletrônica do ISS já faz parte do cotidiano de centenas de municípios como Agudos, Pirassununga, Taboão da Serra, Caieiras, Poá, Mairiporã, Itapecerica da Serra, Cabreúva e Embu Guaçu, todos em São Paulo , sem falar da capital paulista. Está presente também em cidades de outros estados como, por exemplo, Varginha (Minas Gerais).

O cuidado com esse tributo, por parte dos poderes públicos locais, está inserido em uma questão mais ampla, que é o dever da máquina administrativa em manter o equilíbrio fiscal. Mas isso já é um outro assunto, que perpassa uma discussão maior, que é o respeito à Lei de Responsabilidade Fiscal e a necessidade, premente, de o país realizar uma reforma fiscal.

Fabian Rodrigues Caetano é gerente de Desenvolvimento de Sistemas da Consultoria em Administração Municipal (Conam); Daniela Marcellino dos Santos é consultora jurídica especialista em Direito Tributário da Conam. E-mail: conam@conam.com.br .

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Business por minuto

 Carlos Pelosi

O mundo corporativo não é mais o mesmo depois do tão cantado e decantado BPM (Business Process Management). O conceito, que na tradução para o português significa Gestão por Processos de Negócio, tem sido usado para designar serviços, produtos, abordagens, consultorias, projetos, enfim, todo o tipo negociação por meio de processos.

Como de hábito, por trás de cada abreviatura muitas vezes achamos um verdadeiro guarda-chuva de coisas que estão embutidas e subentendidas. O cenário não é diferente com o BPM. Qualquer coisa ligada a processo, de alguma forma, se tornou Business Process Management diante dos olhos dos fornecedores e dos clientes. Quase tudo pode se transformar em BPM. Basta ver a enxurrada de frases e posicionamentos para ter a clara percepção que o mercado ainda está um pouco às escuras com o tema, suas implicações e suas práticas. Frases como “automação com BPM”, “integrar sistemas com BPM”, “BPM para modelar e executar processos”, ou simplesmente “fazer BPM”, estão estampadas por aí. Nada de estranho se cada uma delas não fosse com um propósito diferente do que realmente se propõe a Gestão por Processos de Negócios.

Naturalmente, isso se acerta com o tempo e, em breve, a maioria dos executivos estará suficientemente madura para fazer as distinções, não tenho dúvidas. No entanto, até o momento precisamos usar conceitos e nortear o mercado com aquilo que se acredita ser uma boa prática e uma boa visão. Pois em um mundo com tantas e diferentes vertentes, eu sempre encontro clientes e alunos com dúvidas a respeito do tema BPM. Em vez de gerar foco, gera dúvida. Troca-se a produtividade e execução por uma grande confusão de ações dentro das empresas. Gera-se partidarismo de iniciativas e acepção de ações, resultando numa divergência que pode prejudicar a performance dos processos, que é o ponto central da questão.

Se para alguns BPM é um vasto e complexo emaranhado, para outros é simples e direto. Apenas Six-Sigma é BPM porque lida com os processos produtivos e suas estatísticas tão necessárias? Ou apenas ISO é BPM, porque é a certificação dos processos e garante a qualidade do meu produto/serviço? Ou ainda, apenas automação com forte uso de TI é BPM, porque processo na realidade está dentro dos nossos sistemas de informação? Cada qual se proclama o defensor e praticante do BPM, ou ainda, cada qual busca transmitir a melhor visão possível que o mercado quer comprar.

Mas o que diz o conceito de “BPM”? Melhor ainda, quem cunhou? Quem diz onde podemos achar esse conceito e nos balizar para um posicionamento correto? Das muitas leituras sobre o tema, inclusive em comunidades na internet, gosto da definição defendida pelo Gartner:

A definição principal de BPM que segue tem implicações que ajudam a colocar os principais temas da BPM em perspectiva:

- BPM é uma prática de gestão que fornece ao ambiente de processos do negócio governança, objetivando a melhora na agilidade e na performance operacional.

- BPM é uma aproximação estruturada que aplica métodos, políticas, métricas, gestão, práticas e ferramentas de software para gerenciar continuamente a otimização, as atividades e os processos da organização.

Mesmo que essa definição não seja extremamente objetiva e restritiva ela nos dá um parâmetro e uma diretriz de conduta e prática. BPM é um guarda-chuva, que congrega as demais iniciativas de processos da organização e, assim, não pode ser visto apenas como iniciativas isoladas ou independentes. A grande beleza de uma abordagem BPM está no caráter corporativo, sendo mais orientado a uma arquitetura do que meramente a ataques a processos fragilizados ou a iniciativas que se encerram em si mesmas. Portanto, ao falarmos de Business Process Management, estamos falando de iniciativas que envolvam pessoas, tecnologias e estruturas organizacionais, metodologias, entre outras, todas convergentes para o desdobramento em ações, a partir da estratégia que foi definida pela organização buscando melhores performances de processos.

Nesta linha, Six-Sigma é uma prática BPM. Não a única ou a melhor, mas uma prática. Boa ou ruim dependendo da sua abordagem dentro das organizações. Da mesma forma BSC, SCOR, Lean, ISO, SOX, CoBIT, CMM, BPMS, BOM, BRM, entre outras, são iniciativas relevantes dentro da abordagem do tema processos. Portanto, BPM não se encerra em si mesmo. Ele uma grande parte da execução da estratégia corporativa desdobrada em ações, principalmente executada através das pessoas.

Se compararmos 2008 a 2007, veremos que temos um bom caminho a seguir. As organizações investiram em novos produtos, novos mercados, ampliação de fábricas e novos negócios, o que deixou o tema processos dentro das prioridades. Porém, caso este ano sinalize uma piora nos mercados, inclusive com reflexos para 2009, as corporações terão de rever suas práticas, aumentar a eficiência, cortar custos e desperdícios, priorizar investimentos e iniciativas. Portanto, de uma forma ou outra, o tema processos sempre será prioritário e atual.

Carlos Eduardo Pelosi, consultor e instrutor do INSADI - Instituto Avançado de Desenvolvimento Intelectual.

 

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Nota incluída em:20/05/08

As controvérsias do peticionamento eletrônico após a lei 11.419/2006

Alexandre Atheniense

O peticionamento eletrônico é um dos serviços citados pela Lei do Processo Eletrônico (11.419/06) que, no ano de 2008, se apresenta como principal benefício imediato capaz de propiciar conforto e gerar considerável economia para os advogados. Mesmo sendo utilizado em alguns Tribunais , ele tem causado controvérsias quanto a admissão após o período de atendimento presencial.

Esta funcionalidade trata-se da possibilidade de encaminhar petições pela internet, agora sem a necessidade de protocolar os originais em papel posteriormente, como era previsto na Lei 9.800/99, que também era conhecida como a Lei do fax. Essa foi a primeira norma na legislação pátria a admitir o uso das tecnologias da informação para comunicação de atos processuais e foi um marco inicial da informatização processual no país.

Posteriormente, surge a Lei 10.259/01 que instituiu os Juizados Especiais Federais e trouxe diversos dispositivos visando à informatização do processo naqueles órgãos. Nela, destaca-se a utilização de sistemas informáticos para a recepção de peças processuais sem exigência da apresentação dos originais em meio físico, por meio de senhas obtidas no próprio site do respectivo Tribunal. Ainda em 2001, a medida provisória nº 2.200-2, que instituiu a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira (ICP-Brasil), conferiu presunção de validade jurídica aos documentos eletrônicos assinados digitalmente com certificados digitais emitidos por Autoridades Certificadoras credenciadas pela ICP-Brasil.

A Lei 11.419/06, por sua vez, tornou obrigatória a assinatura digital nos atos processuais praticados por meio eletrônico, prevendo duas alternativas de assinatura eletrônica, uma baseada em certificado digital e outra mediante cadastro por login e senha de usuário cadastrado no Poder Judiciário, conforme disciplinado pelos respectivos órgãos (art.1º,§2º, inc.III, “a” e “b”).

A nosso ver, a manutenção no texto da lei 11.419/06, da modalidade de protocolo de petições por meio apenas de senha, sem o uso da certificação digital, irá representar a possibilidade de sérias vulnerabilidades, pois não haverá meios capazes de aferição se os dados que foram enviados por meio eletrônico tenham sido interceptados e alterados sem deixar algum indício de fraude. Ou seja, a petição que venha a trafegar on-line sem o uso da criptografia está sujeita a ser modificada sem deixar vestígios de que alguma alteração foi efetuada.

Outra questão polêmica, quanto ao peticionamento eletrônico, na Lei 11.419/06, está relacionada ao credenciamento prévio dos peticionários. Essa exigência, sem previsão anterior, impõe um ônus desnecessário ao usuário do certificado digital, que poderia ser identificado pelo sistema a ser adotado pelo Tribunal sem a necessidade de memorização de inúmeras senhas referentes ao número correspondente dos Tribunais que milita.

Além disso, quem deverá efetuar o cadastro de cada grupo de usuários que atua na Justiça deverá ser sempre a entidade de classe que os representa: os advogados deveriam ser cadastrados pela OAB, os membros do Ministério Público, os magistrados e jurisdicionados, pelo Tribunal. A centralização do cadastramento para acesso a Justiça Eletrônica apenas no Poder Judiciário é temerária, pois não há garantia que o acesso será mantido gratuito futuramente.

Suspeitamos que no momento em que o tráfego de usuários on-line aumente consideravelmente e demande o aporte de investimentos de estrutura, o valor desse desembolso seja repassado aos autores processuais que dependerão dessa senha para ter acesso à Justiça Eletrônica. Esse é um sério risco que não se afigura no atual modelo de gestão da Justiça Brasileira.

A lei alterou também as regras e horários para o protocolo de petições. O prazo foi prolongado até o término das 24 horas do dia em que se findar o cumprimento do prazo processual, antes limitado ao término do expediente forense presencial. Criou-se, portanto, o horário de expediente forense on-line .

Porém, essa facilidade vem gerando divergências de interpretações nos Tribunais, como podemos observar no recente acórdão do TRT da 2ª Região que, em sede de Embargos Declaratórios, considerou intempestivo o protocolo após o expediente presencial, “portanto, após o encerramento do expediente regulamentar (art. 276 do Regimento Interno do TRT da 2ª Região então em vigor)”. Nota-se que tal acórdão é totalmente discrepante do que diz a Lei 11.419/2006, pois fundamenta no Regimento Interno do Tribunal e ofende preceito da hierarquia das leis.

Em contrapartida, a 8 a . Turma do TRT da 3 a . Região deu provimento a agravo de petição declarando tempestivos embargos à execução protocolizados pela internet por meio do sistema e-doc às 23h12min do último dia do prazo legal, inferindo-se a relatora que: “Havendo legislação ordinária a tratar especificamente da matéria, não prevalece a Instrução Normativa nº 28, do TST, nem a antiga Instrução Normativa nº 3/2006, deste TRT, anteriormente editadas para regularizar o sistema integrado de protocolização e fluxo de documentos eletrônicos da Justiça do Trabalho”. E ainda: “Quando o ato processual tiver que ser praticado em determinado prazo, por meio de petição eletrônica, serão considerados tempestivos os efetivados até as 24 horas do último dia”.

Como se vê os Tribunais ainda vacilam quanto à adoção da nova lei diante da prévia regulamentação existente. Vários órgãos do Poder Judiciário vêm disciplinando o procedimento do peticionamento eletrônico, dentre os quais o TST com a Instrução Normativa nº. 30/2007, o STJ com as Resoluções nº. 2 e nº. 9 de 2007 e o STF com a recente Resolução nº. 350/2007.

Uma dúvida sobre o peticionamento eletrônico que prescinde ser regulamentada foi suscitada no recém distribuído Procedimento de Controle Administrativo suscitado pelo Conselho Federal da OAB contra regulamento do TRT do Pará que tornou obrigatório o peticionamento eletrônico. Caberá ao CNJ decidir se o sistema eletrônico deverá ser exclusivo, em detrimento de todos os demais meios de tradicionais da prática do ato de protocolo, ou se permanecerão as alternativas cumulativamente.

Entendemos que o pressuposto básico para a implantação dos procedimentos processuais por meio eletrônico deverá, obrigatoriamente, proporcionar conforto aos jurisdicionados sem entrar em choque com situações precárias de estrutura de acesso a internet que ainda são comuns em certos locais do Brasil. Por este motivo, é recomendável cautela no momento de transição para que sejam adotados, ainda que temporariamente, os dois meios de prática processual, presencial e eletrônico, cabendo ao requerente a escolha daquele que melhor lhe convier.

Advogado, sócio do escritório Aristoteles Atheniense Advogados; Presidente da Comissão de Tecnologia da Informação do Conselho Federal da OAB; Coordenador e Professor do Curso de Pós Graduação de Direito de Informática da Escola Superior de Advocacia da OAB/SP; Editor do Blog – DNT – O Direito e as Novas Tecnologias – www.dnt.adv.br

 

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Nota incluída em: 30/4/08

SOA: benefícios para o negócio

 Luiz Camara

 As equipes ligadas à área de Tecnologia constantemente argumentam sobre os benefícios de uma implementação de SOA (arquitetura orientada a serviços) para a companhia, mas geralmente não a partir da perspectiva dos negócios, deixando de enfocar três conceitos fundamentais: controle, agilidade e custo. Se a área de TI não for capaz de demonstrar o impacto de um projeto de SOA para cada uma dessas três necessidades de negócio, dificilmente haverá sucesso na implementação. Ou ela não sairá do papel ou então será vista pela empresa como apenas mais uma tecnologia.

O ponto central da SOA é que com ela a área de negócios pode dizer somente o que fazer e do que ela precisa, e não como fazer. O funcionário de negócio que solicita algo à TI não tem que se preocupar em saber sobre como o serviço será feito. Por que ele tem que entender de SAP, Oracle Financials, Siebel, mainframes e outras tecnologias se o que ele procura é desenvolver uma atividade relacionada a negócios e não à tecnologia?

Essa falta de integração entre as áreas de TI e negócios tem levado a alguns erros no mundo corporativo. O caso dos sistemas de gestão é um exemplo típico. Com largas implementações de ERP, as empresas deixaram que os sistemas passassem a ditar os rumos dos negócios, em vez de fazer com que eles se ajustassem aos negócios à medida que fosse necessário. Outro exemplo pode ser observado com implementações de EAI (Entreprise Application Integration ou Integração de Aplicações de Negócio), que levaram as lideranças das empresas a centralizar processos-chave de negócios, em vez de delegar funções e permitir que gerentes de diversos níveis hierárquicos estivessem aptos a lidar com eles.

No caso de SOA, o desafio é mostrar que a arquitetura orientada a serviços é um conjunto de melhores práticas que faz com que a área de TI, inclusive, seja gerenciada da melhor maneira, como qualquer outro departamento da empresa. Com esse controle sobre a área de TI, pode-se então conseguir agilidade e redução de custos.

Em relação à agilidade, qualquer um sabe que condições de negócio podem mudar rapidamente. Agilidade é justamente a habilidade de dar resposta a essas condições em pouco tempo. A partir de uma perspectiva de TI, isso significa mudar a forma com que a equipe técnica lida com processos, seja por meio da implementação de novas aplicações, criação de novos canais, entrega de informação por outros meios (web browsers, análises gráficas, dispositivos móveis, etc) ou qualquer outra mudança significativa.

Agora veja a vantagem de um gerente de negócios não ter que se preocupar com implementações tecnológicas, pois para ele nada muda. Se a equipe de TI quer substituir um sistema legado por uma aplicação mais moderna, ela pode. Se quiser terceirizar o processo de fatura com um especialista, não há problema. Ao deixar a gerência de negócios focar somente nos negócios, a equipe de TI pode também se preocupar só com a melhor maneira de suportar o negócio.

Mas não é só isso. Uma organização estruturada em linhas de negócios pode se adaptar de acordo com as demandas do mercado. Hoje mais do que nunca, empresas são compradas, linhas de produto podem ser retiradas ou adaptadas, processos terceirizados. Se a equipe de TI se organiza da mesma maneira, ela poderá se adequar às mudanças rapidamente.

Finalmente, vamos falar dos benefícios no que se refere a custos. Com SOA, uma empresa usuária de serviços e que precisa mudar seus processos de negócio pode fazer isso rapidamente, apenas com conhecimento no nível de negócios sobre os serviços envolvidos – o que permite mudanças muito mais rápidas e corte de custos, fazendo com que a companhia atinja os benefícios dos novos processos mais rapidamente. Se a empresa fornece serviços, poderá, com SOA, retirar um sistema legado caro e substituir por um de melhor custo sem nenhum trauma.

Em qualquer um dos casos, o que antes só era feito com a colaboração de programadores - que precisavam de conhecimento técnico profundo – e de pessoas de negócios com forte orientação a processos - agora requer apenas conhecimento sobre serviços disponíveis e processos de negócios necessários. Vale ou não à pena explicar à área de Negócios essas vantagens? Esse é o desafio que as equipes de TI terão de enfrentar.

Luiz Camara é presidente da InfoBuild Brasil, especializada em soluções de Business Intelligence e integração de aplicações.

 

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Nota incluída em: 30/4/08

A importância da gestão da informação e do conhecimento

Guilherme Pierri

Vivemos em uma era em que o conhecimento está disponível a todo instante, a um clique de nossas mãos. A Internet é uma biblioteca virtual instalada dentro da casa de cada um de nós, portanto, somos freqüentemente bombardeados com informações em tempo real. Isso, algumas vezes, até nos desvia de nosso foco principal.

Além disso, devido à enorme quantidade de informações disponíveis, grande parte do que acessamos é lido de maneira superficial, de forma rápida. O título de destaque e as poucas linhas que descrevem a chamada tornaram-se mais importantes do que o conteúdo da matéria e sua real compreensão.

No passado, o acesso à informação era mais restrito, porém o conhecimento do contexto, o entendimento do conteúdo e a visão mais aprofundada dos assuntos eram maiores. Houve tempos em que a informação era considerada moeda corrente. A pessoa bem informada obtinha vantagens competitivas e dava saltos à frente dos menos privilegiados. Não se pode afirmar que estes tempos tenham acabado por completo. Hoje, o acesso à informação não é mais privilégio de poucos, mas continua sendo valioso. Por isso, o grande segredo é saber gerenciar dados estratégicos para poder utilizá-los da melhor forma possível.

Este é o enorme impasse que as empresas enfrentam, pois, atualmente o "pulo do gato" está na gestão do conhecimento. Muitas informações importantes e detalhes dos processos de trabalho estão guardados apenas nas mentes dos profissionais . O desafio é manter a sabedoria e o conhecimento dentro de "casa", mesmo depois que um colaborador deixa a companhia.

Desta forma, cada vez mais, a gestão da informação e do conhecimento transforma-se em um recurso valioso para as companhias. Por isso, deve-se priorizar a criação e a implementação de processos que organizem e sistematizem a capacidade da companhia de capturar, armazenar, gerar, criar, analisar, traduzir, compartilhar e fornecer a informação exata de maneira rápida e precisa. Estes mecanismos e processos devem ser elaborados para assegurar que a empresa maximize o valor de um dos mais importantes recursos competitivos nos dias de hoje - o conhecimento.

O conhecimento é um bem intangível. É uma combinação de dados que, tratados e contextualizados, fornecem soluções essenciais no processo de tomada de decisões em todos os níveis de uma corporação. As informações navegam nas áreas de vendas, marketing, publicidade, serviços, operações e administração das companhias, colaborando com ações estratégicas e criando oportunidades de negócios.

Imagine a área de uma empresa onde o conhecimento é proveniente única e exclusivamente da mente de seu gestor. Digamos que este colaborador deixe a companhia. Provavelmente você já viu isso de perto ou ouviu dizer que aconteceu, correto? Levando em consideração que vivemos em uma economia baseada na informação e o sucesso das corporações depende muito da capacidade de gestão do conhecimento e da manutenção da inteligência organizacional, é essencial que as empresas busquem a criação de um mecanismo para gerenciar este conhecimento organizacional. Caso contrário, como no exemplo acima, a falta de uma única peça irá comprometer os resultados e gerar um impacto negativo no desempenho de determinada área ou até da companhia inteira.

Guilherme Pierri , gerente América Latina para Gestão da Informação & Conhecimento da Visual Presence, uma das principais empresas de soluções de Retail Marketing

 

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Nota incluída em: 30/4/08

SOA e aplicativos de mainframe: boa combinação

Paulo Lima

Recentemente, a percepção de que os mainframes teriam seu fim decretado alterou-se por completo e então veio a constatação de que eles não só não morreram como continuam mais fortes do que nunca. Atualmente, já parece não haver mais dúvida de que os mainframes guardam a maior parte dos dados corporativos e de que assim será por muito tempo ainda. Setores como o financeiro, de telecomunicações e energia, além de órgãos governamentais, sempre souberam que o mainframe é o equipamento mais confiável e seguro para cargas de trabalho críticas.

Também é fato no mundo corporativo que as empresas passam a enxergar cada vez mais os benefícios de um projeto de SOA (arquitetura orientada a serviços) para seus negócios. SOA é a melhor maneira de alinhar a implementação das aplicações de TI com o modelo empresarial de maneira eficiente. E por que ela tem tanto valor estratégico para a maioria ou todos os ambientes corporativos? Porque a base para o sucesso no longo prazo é a flexibilidade dos negócios. Quando implementada adequadamente, a reestruturação do SOA para as aplicações de TI proporciona a flexibilidade de negócios de que a empresa precisa para sobreviver e crescer de forma consistente no futuro.

Muitas pessoas se perguntam se é preciso substituir as aplicações de mainframe para obter os benefícios do SOA. A resposta é não. A combinação SOA/mainframe é uma das mais promissoras. Muitas organizações têm transformado as aplicações de mainframe utilizando SOA com êxito, ao mesmo tempo em que podem preservar os investimentos legados e liberar recursos para outras despesas. E mais: muitos dos aplicativos que precisam ter suporte a SOA são justamente aplicativos de mainframe.

A transformação da base legada é possível porque a arquitetura orientada a serviços insere uma camada de interface de serviço entre as aplicações de processos de negócios e os aplicativos que executam os processos. O serviço é a menor unidade de uma aplicação SOA e representa a realização de uma tarefa dentro de um processo de negócio, como por exemplo, registrar um pedido, verificar crédito, obter cotação, etc. As implementações dessas interfaces de serviço adaptam-se e “escondem” a limitação ou complexidade dos ativos existentes. Em vez de adquirir mais servidores para atender às demandas de crescimento e desempenho de SOA, manter os mainframes é a opção que representa a melhor relação custo-benefício para ampliar capacidades já existentes.

Dessa forma, a SOA definitivamente não é incompatível com as aplicações de mainframe existentes em muitas áreas de TI, pois está associada a modularidade, processos de negócios integrados e modelo arquitetural em camadas. Trata-se de uma abordagem de desenvolvimento de sistemas corporativos que visa manter o foco nos processos e funções de negócio da empresa, implementando-os por meio da combinação de serviços reutilizáveis e interoperáveis.

E se por um lado os mainframes têm papel fundamental no armazenamento de dados de uma corporação, a interação com esses dados ainda enfrenta obstáculos nas empresas. Boa parte delas utiliza scripts manuais para transferir dados do mainframe para outros bancos de dados ou plataformas. Esse tipo de script é difícil de ser mantido, especialmente quando os colaboradores se desligam da instituição, por exemplo. Em resumo, as organizações têm tudo para modernizar os ativos de mainframe e obter vantagens econômicas à medida que evoluem de suas arquiteturas legadas para uma estrutura baseada em SOA. Há um grande potencial de mercado para esse tipo de projeto.

Paulo Lima é Consulting Manager do Canal de Integração da Attachmate Brasil

 

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Nota incluída em: 30/4/08

Impressão responsável no ambiente corporativo

André Balparda

Por que imprimimos documentos? Qual é a real necessidade de se imprimir um documento? Responder a essas perguntas pode ser a chave para uma redução significativa nos custos de impressão, especialmente no ambiente corporativo, em que os volumes de informações, relatórios e documentos que precisam ser distribuídos costumam ser elevados.

Imprimir um documento é a simples transferência de uma informação digital para uma mídia física. Esse conceito é muito útil para definirmos o que é necessário ser impresso.

Controlar a maneira como os colaboradores se comportam quanto à impressão é fundamental para que uma corporação imprima com eficácia. Mas doutrinar os colaboradores não é suficiente, pois o ato de imprimir já é algo incorporado à cultura das corporações. Afinal, o colaborador, na maioria das vezes, não sente o peso que uma impressão pode ter no bolso da corporação. E as atitudes ambientalistas ainda são só um discurso bonito que gerentes de marketing gostam de usar para cativar clientes e ganhar pontos nas Bolsas. Para todos os efeitos, apertar o botão de “print” ainda é bem mais fácil para todo mundo.

Os modelos de outsourcing de impressão utilizados no Brasil apenas controlam o quanto se imprime, afinal eles têm que mandar a fatura para alguém, mas não controlam de maneira alguma como é utilizado o parque de impressoras e como a corporação pode dotar de inteligência sua impressão. As empresas que oferecem esse tipo de serviço fornecem equipamentos de alta tecnologia que facilitam ainda mais o uso do botão “print”. Resultado: o funcionário prefere imprimir a enviar este documento por e-mail e, no final das contas, a empresa acaba imprimindo mais do que precisa sem saber o que está imprimindo.

É preciso que exista algum controle sobre o que os usuários imprimem, sem tirar dele a capacidade de transferência de mídia e armazenamento destes documentos. Ou seja, é necessário definir como cada usuário pode ter acesso a cada tipo de mídia. Essa não é uma tarefa fácil, exige planejamento, esforço e investimento para que se colham os frutos em um tempo razoável. É necessário então uma solução para gerenciamento e distribuição de documentos para diferentes mídias disponíveis na corporação, administrando como cada tipo de documento deve ser transportado ou armazenado.

Possuir uma solução capaz de gerenciar e distribuir documentos de forma “inteligente” significa disponibilizar a informação exata, na hora certa e da maneira mais conveniente. Significa ainda acesso fácil, rápido e seguro aos dados, além da troca de informações eletrônicas com clientes e fornecedores de forma integrada. A entrega controlada e garantida de documentos para qualquer dispositivo - não só impressoras e aparelhos de fax, mas também e-mail, SMS ou Web sites – é também outro benefício relevante.

Já existem hoje no mercado ferramentas voltadas ao gerenciamento inteligente de documentos que, entre outras coisas, resultam em redução dos custos com impressão. Há que se transpor, contudo, a barreira cultural que ainda existe nas corporações. Será que todas as pessoas na empresa realmente precisam imprimir tudo para ter um “documento válido”?

Quando se trata de documentos oficiais, é certo que ainda confiamos mais no papel que nas mídias digitais. Mas, nessas horas, devemos nos lembrar dos bancos. Nosso dinheiro está lá, de maneira 100% digital, e nós confiamos nisso, não deixamos mais o papel moeda debaixo dos colchões. Ou seja, por que confiamos lá, mas não confiamos quando precisamos apenas mostrar um relatório para colegas ou superiores?

Quando falamos em impressão em nossas casas, sabemos o quanto isso custa. Não é só o preço do cartucho e do papel, mas também o espaço que isso ocupa em nossas gavetas e, principalmente, quanto tempo perdemos organizando, limpando e eliminando papéis desnecessários. As empresas também têm que pensar nisso. É trabalhoso mas, sem dúvida alguma, vale à pena para conquistar mais produtividade, eficiência, economia e responsabilidade sócio-ambiental.

 André Balparda é Product Manager da Eccox

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Nota incluída em: 1/4/08

A necessidade de capacitação de profissionais para o setor de TI

 Roberto Carlos Mayer*

A falta de mão-de-obra qualificada no mercado de Tecnologia da Informação é uma realidade que afeta empresas no mundo todo. Somente no Brasil, como mostram estimativas do Ministério de Ciência e Tecnologia, há mais de 20 mil vagas em aberto esperando por profissionais capacitados. Até 2012, caso o País cumpra a meta da política industrial de representar 2% do mercado mundial de desenvolvimento de software, este número deve ultrapassar o patamar de 200 mil profissionais.

Se por um lado as estimativas indicam uma perspectiva de expansão para o setor, por outro, sinaliza problemas adicionais para os gestores. O principal é, exatamente, a formação de novos profissionais. A capacitação de mais de 200 mil profissionais para atender um setor, certamente, não acontecerá de forma espontânea. É necessário o estímulo ao estudo na área de TI. Principalmente os jovens precisam perceber o grande potencial desse mercado. E este é um trabalho que deve ser liderado por empresas, entidades e pelo próprio governo. É preciso divulgar os cursos existentes, as vantagens e a necessidade de mão-de-obra.

Além da questão do estímulo, o conteúdo programático dos cursos universitários e técnicos já existentes precisa de mudanças. As grades curriculares devem estar adequadas às demandas das empresas. O profissional precisa aprender o que ele, de fato, irá utilizar no mercado de trabalho.

Também não podemos esquecer da reciclagem dos profissionais que já atuam no setor ou estão migrando de outras áreas. Novas tecnologias e principalmente o conhecimento da língua inglesa devem ser prioridade.

Dizemos que, no setor de TI, um profissional capacitado é aquele com conhecimento técnico, dos negócios do cliente e com domínio da língua inglesa. E, somente com estímulo e investimentos em Educação, conseguiremos atender a forte demanda por profissionais.

Nos últimos anos, o setor de TI apresentou uma sólida trajetória de expansão. A sustentabilidade dessa tendência está diretamente relacionada à nossa capacidade de oferecer mão-de-obra qualificada.

 

* Roberto Carlos Mayer é presidente da Assespro-SP e diretor da MBI

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Nota incluída em: 25/3/08

Microfilmagem bancária

Mônica Miranda Franco Vilela*

Sabemos que, há muito tempo, os bancos comerciais investem em tecnologia para a segurança bancária. Mas pergunto se todos sabem que, por mês, um banco comercial de grande porte gasta, em média, mais de R$ 800 mil com serviços de microfilmagem? Contudo, a microfilmagem, apesar de se tratar de proteção legal conferida ao cidadão e prevista em lei, ainda não está inteiramente assimilada pela sociedade.

Embora pouco conhecida, a Lei 5.433, que dispõe sobre a microfilmagem de documentos oficiais, está em vigor desde 1968. Em seu artigo 1º, parágrafo 1º, prevê que "os microfilmes de que trata esta lei, assim como as certidões, os traslados e as cópias fotográficas obtidas diretamente dos filmes, produzirão os mesmos efeitos legais dos documentos originais em juízo ou fora dele".

Segundo o artigo 3º do Decreto 1.799/96, entende-se por microfilme o resultado do processo de reprodução em filme de documentos, dados e imagens, por meios fotográficos ou eletrônicos, em diferentes graus de redução. Ou seja, o microfilme é uma cópia fiel dos documentos citados e tem fé pública.

Ocorre que, na prática, o uso efetivo do microfilme produzido pelos bancos em substituição dos documentos originais — mesmo depois de 40 anos — ainda gera dúvidas e insegurança. Na hipótese de extravio ou perda definitiva de cheques e outros documentos pelos bancos, como na ocorrência de incêndios, por exemplo, o uso do microfilme ainda é razão de insegurança pelos correntistas e motivo de confusão jurídica.

Verifique-se que, de posse do microfilme autenticado, de acordo com a legislação acima referida, pode o credor solicitar ao banco que tal cópia de cheque (microfilmada) seja reapresentada, bem como executar o devedor pelas vias judiciais, já que a mencionada lei do microfilme prevê que essa cópia produz os mesmos efeitos legais dos documentos originais em juízo ou fora dele.

Portanto, a cópia extraída por meio da microfilmagem é, para todos os efeitos legais, o próprio cheque. E assim, é injustificado o receio de usar a imagem gerada pela microfilmagem bancária!

Além do trabalho contínuo em realizar a operação de segurança e todo o custo envolvido, os bancos e as empresas credenciadas ainda possuem autorização do Ministério da Justiça para autenticar as cópias fotográficas obtidas diretamente dos filmes, conferindo a estas, dessa maneira, fé pública. Esta autorização pode ser verificada no site http://www.mj.gov.br/SistemaMicrofilmagem/default,htm

O que é certo é que a microfilmagem assegura a possibilidade de cumprimento das obrigações bancárias no caso de perda ou extravio de qualquer documento. Mas de que servem esses microfilmes e a autorização do Ministério da Justiça para autenticar as cópias se a sociedade reluta em aceitar o seu uso oficial?

O próprio Banco Central, alheio ao disposto na lei da microfilmagem, não prevê a substituição dos documentos bancários pelos microfilmes nos seus normativos, abrindo margem à discussão acerca do não acatamento. Entretanto, indubitavelmente, o uso da microfilmagem é um recurso tecnológico seguro, disponível e autorizado por lei e traz à sociedade alternativa para alcançar o ideal de justiça na solução dos conflitos que requeiram a apresentação de documentos bancários que, por qualquer motivo, foram destruídos ou extraviados.

*A autora do artigo é advogada especialista em direito empresarial e financeiro.

Matéria extraída do jornal Correio Braziliense, 24/03/2008

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Nota incluída em: 17/3/08

Biometria na eleição

Almir Meira Alves*

Desde o movimento das Diretas e da abertura política, nos anos 80, o Brasil sempre deu bons exemplos na organização de suas eleições. Primeiro, foi a transição pacífica do governo militar para o governo civil. A democracia plena ainda não existia, mas o colégio eleitoral, composto por membros do congresso, garantiu a escolha de Tancredo Neves, sucedido por José Sarney.

Na eleição seguinte, uma demonstração de democracia fez com que um quase desconhecido chegasse à Presidência; foi o caso da eleição de Fernando Collor, sucedido por Itamar Franco.

Nos anos 90, houve uma revolução tecnológica no jeito de se fazer eleições, com o surgimento das urnas eletrônicas. Bastava digitar o número do candidato e confirmar. Você ainda podia votar em branco ou anular o seu voto. Com essa tecnologia, em poucas horas se tem o resultado de uma eleição inteira, com mais de 100 milhões de votos apurados.

Essa tecnologia tem sido, desde então, sinônimo de qualidade no processo eleitoral e virou exemplo para muitos países, que ainda usam a votação manual.

Porém, um dos principais desafios do processo eleitoral continua sendo garantir que cada pessoa vote somente uma vez. Com a verificação pessoal, por meio da visualização do título de eleitor e do documento de identidade, pode haver fraude.

Para evitar esse problema, neste ano será testada a identificação do eleitor através da leitura da impressão digital. Chamamos esse procedimento de leitura biométrica ou, simplesmente, Biometria. Três cidades e cerca de 50 mil eleitores votarão usando essa tecnologia. Com ela, é possível verificar se o eleitor é realmente quem ele diz ser. Com a coincidência de seis ou mais características, podemos dizer que o eleitor foi reconhecido.

A impressão digital tem 17 características que podem ser usadas para identificação. Durante a leitura biométrica, o sistema procura identificar ao menos seis das 17 características e compará-las a um banco de dados previamente criado. Os eleitores das três cidades escolhidas já estão sendo cadastrados e suas impressões digitais colhidas. Se o teste ocorrer com sucesso, existe um plano para adotar a Biometria em todo o Brasil em um prazo de 10 anos. É o Brasil novamente na vanguarda da tecnologia a favor da democracia.

Almir Meira Alves , professor de segurança de redes da FIAP – Faculdade de Informática e Administração Paulista e da Faculdade Módulo. Possui formação em engenharia eletrônica pela Unesp, com especialização em criptografia e segurança de redes pela UFF/RJ, e atua como consultor em telefonia IP.

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Nota incluída em: 10/3/08

Alta disponibilidade em Portais Corporativos : qual é a hora de implementar?

Paulo Roberto Delpizzo

Com o crescimento acelerado do mercado digital em nível global, cada vez mais ouve-se falar em sistemas de missão crítica, alta disponibilidade, cluster, redundância, balanceamento de carga, escalabilidade, etc. Mas quais são as vantagens de um portal corporativo dispor desses artifícios tecnológicos?

Portais corporativos são as vitrines digitais das companhias para o mundo. Assim, a disponibilidade de seu portal pode significar a garantia de uma importante fonte de receita, de um ponto de convergência para novos negócios, do aumento da fidelização de seus clientes, dentre outras vantagens competitivas.

Extremamente versáteis, portais corporativos podem também ser utilizados como poderosas ferramentas de colaboração, de gestão do conhecimento e como interface de acesso a aplicações corporativas. Tudo isso os situa na condição de ferramentas estratégicas indispensáveis para os negócios da empresa.

Alta disponililidade

Entende-se por sistema de alta disponibilidade aquele resistente a falhas de software, de hardware e de energia. A capacidade de um sistema manter-se no ar mesmo após a ocorrência de graves defeitos é o que o torna seguro e confiável.

Há várias formas de se implementar um sistema em alta disponibilidade, e isso varia de acordo com as necessidades da aplicação, budget disponível para o projeto, etc. Por isso, temos vários artifícios que podem ser adotados e combinados para aumentar a disponibilidade de um sistema:

  • Redundância: podemos ter redundância de interfaces de rede, de fontes de alimentação, de processadores, de links de comunicação e de servidores. A redundância é uma peça primordial para sistemas de missão crítica, pois no caso de falha de algum servidor, o sistema continua funcionando normalmente. É como um avião que tem uma de suas turbinas desligadas. Trata-se de uma falha que requer atenção, mas nem por isso o avião cairá.
  • Failover: a capacidade de um sistema "saber" como proceder automaticamente (sem intervenção humana) em caso de quaisquer componentes - servidores, rede ou servidor - apresentarem falhas. Por exemplo: em um portal corporativo de missão crítica, como uma extranet de uma grande empresa, caso um usuário esteja autenticado em um sistema de pedidos e um de seus componentes saia do ar, o sistema deverá ser capaz de redirecionar este usuário a outro servidor sem que o usuário perceba.
  • Escalabilidade: fator determinante em um projeto planejado para acompanhar o crescimento de uma corporação, é a capacidade de um sistema crescer conforme a demanda. Um portal corporativo de uma empresa com 100 usuários, no dia de seu lançamento, deverá atender as necessidades da empresa quando ela tiver 800 usuários. Isso com a mesma performance e confiabilidade nos próximos oito anos. Para isso, deve-se planejar não só o sistema para atender a essa necessidade, mas também a infra-estrutura envolvida. Então, se no início das operações o portal contava com dois servidores, ao final de oito anos deverá contar com 16.
  • Balanceamento de carga: como todas as coisas, um hardware tem o seu limite. Para evitar que haja "gargalos" de CPU, de acesso ao sistema de arquivos ou mesmo à rede, podemos lançar mão dessa tecnologia para distribuir a carga de acesso àquele sistema de maneira uniforme entre os componentes do sistema.
  • Cluster: podemos definir cluster como um conjunto de computadores interligados em rede, comunicando-se por meio de seus sistemas de forma que se pareça uma única máquina de grande porte. Cada computador do cluster é chamado de nó ou nodo. Como se percebe, um sistema que conta com redundância, failover, escalabilidade e/ou balanceamento de carga é em sua essência um cluster. Não necessariamente um cluster deve implementar todas essas tecnologias. Conforme mencionado anteriormente, isso vai depender das necessidades requeridas pelo sistema.

Quando e como implantar alta disponibilidade

A real necessidade de implantar um portal corporativo com alta disponibilidade depende das respostas a certas perguntas. Qual seria o prejuízo causado pela parada operacional de alguns dias no CPD de sua empresa após um incêndio? O investimento necessário para montar e manter uma infra-estrutura paralela de redundância justifica os custos para o seu negócio? Qual o tempo de interrupção considerado aceitável? O portal corporativo de sua empresa é a "alma" do seu negócio?

Se as respostas forem positivas e o tempo de parada aceitável for de apenas alguns minutos, é altamente indicado que você comece a pensar rapidamente na implementação de alta disponibilidade em seu ambiente. Um exemplo clássico de sistemas que já nascem contando com alta disponibilidade são os B2B e B2C, onde a parada dos mesmos traria conseqüências desastrosas para a corporação.

Diagnosticada a necessidade de alta disponibilidade, o próximo desafio é como implementar este ambiente. Entram aí outras questões bastante importantes. Escolher a estratégia acertada que irá nortear esse processo é crucial para o sucesso do projeto. Mapear a infra-estrutura envolvida nos processos de negócio da companhia, aqueles sem os quais a empresa poderia parar, detalhando cada componente da solução a fim de entender qual a importância de cada um no conjunto, é também fundamental. Atender os níveis de disponibilidade exigidos pelas áreas gestoras dos processos de negócio e o gerenciamento e acompanhamento da carga de acesso aplicada neste ambiente ajudam no planejamento dos próximos passos, caso a demanda venha a aumentar.

ROI

Muitas vezes, as empresas não possuem as métricas necessárias para mensurar quais seriam os investimentos e esforços necessários para garantir a continuidade de seus negócios através da implantação de uma infra-estrutura de alta disponibilidade.

Pois bem, se o faturamento diário dos serviços prestados em seu portal corporativo alcançam R$ 2.000,00 reais ao dia, então o investimento de R$ 100.000,00 na implantação de um ambiente de alta disponibilidade é totalmente injustificado.

Por outro lado, se a empresa fatura R$ 20.000,00 por dia por meio de seu canal eletrônico, um investimento desse montante seria muito bem-vindo para seus gestores, já que garantiria a tranqüilidade e conforto da disponibilidade do sistema 24 horas por dia, sete dias por semana nos 365 dias do ano.

Contudo, a viabilidade e necessidade de investir em um ambiente destes devem ser analisadas caso a caso.

Desempenho

O prejuízo causado pela indisponibilidade operacional de portais corporativos e de sistemas em geral não é o único efeito colateral desse que é o pior pesadelo para os administradores de sistema. Mais do que a perda financeira, muitas vezes a imagem de uma empresa é manchada por conta de instabilidade e indisponibilidade de seu sistema. Além disso, como conseqüência de um problema desses a companhia pode perder um cliente para a concorrência.

Portanto, acompanhar o desempenho e a "saúde" da infra-estrutura envolvida em seu portal corporativo e nos demais sistemas é essencial ao sucesso de seu negócio. O planejamento de crescimento da infra-estrutura tecnológica torna-se estratégico para a corporação quando parte de seu faturamento e o relacionamento com seus clientes e fornecedores dependem dela. E, certamente, um sistema de alta disponibilidade estará presente nesse cenário.

Gerente de TI da Navita, responsável pela operação e contratos de infra-estrutura, suporte e serviços relacionados ao BlackBerry."

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Nota incluída em: 21/2/08

A Internet está mudando: Você percebe?

Ken Silva

Vivemos em um mundo excitante. Um mundo que passa por mudanças radicais todos os dias. É provável que você nem tivesse ouvido falar em YouTube, Second Life e MySpace há um ano, mas, hoje, eles dominam a discussão sobre tendências sociais e o futuro da Internet.

Já houve o tempo em que o e-commerce ditava o debate na Internet. Agora, porém, está claro que entramos em uma nova era, e somos capazes de sentir a Internet mudando diariamente. A futura Internet pouco vai lembrar a de hoje. É eletrizante pensar nas inúmeras possibilidades para a Internet que ainda nem foram questionadas, mas o mesmo desconhecido que é estimulante guarda armadilhas perigosas.

Depois da explosão da bolha "ponto com", nós nos acostumamos à idéia das empresas tradicionais reivindicarem a posse da Internet. Agora, os consumidores ingressaram na "Any Era", demandando acesso a qualquer informação, através de qualquer dispositivo, a qualquer hora e em qualquer lugar. E eles não querem apenas ter acesso, eles querem também contribuir, personalizar e socializar.

Sites gerados por contribuição de consumidores, como Facebook, Wikipedia e Flickr, desbancaram muitas empresas tradicionais da lista dos 20 principais sites dos Estados Unidos. Os consumidores estão pedindo as mesmas funcionalidades nas telecomunicações. Eles estão abandonando linhas de telefonia fixa, PCs e e-mail e se tornando totalmente móveis.

O e-mail agora é considerado ultrapassado pelos adolescentes, que enviam mais de 200 milhões de mensagens, entre SMS (mensagens de texto via celular) e mensagens instantâneas, diariamente, através de dispositivos móveis.

Vivenciamos essa transformação há mais de 12 anos - dos primórdios de acesso à Internet e sites básicos para os anos de adolescência do e-commerce e do e-business e daí para os anos mais evoluídos da Web 2.0, mensagem instantânea onipresente, voz sobe IP, interfaces Web 2.0, smart phones, RFID e entrega de vídeo em banda larga.

Não se trata mais de "se você construir, eles virão". Eles estão vindo e cabe aos fornecedores de infra-estrutura construir e, em alguns casos, reconstruir a infra-estrutura da Internet para assegurar que ela não entre em colapso sob o peso de todo este novo uso.

Prevê-se que nos próximos três anos o volume de tráfego na Internet aumentará 10 vezes à medida que três fatores entram em jogo:

1) as redes sociais (social networking) se expandem para além do domínio dos jovens;

2) os cerca de dois bilhões de telefones celulares e PDAs existentes no mundo se tornam habilitados para Internet e dezenas de milhões de lares mudam para a telefonia de voz sobre IP (VoIP);

3) o número de usuários de Internet dobra e chega a 1,8 bilhão.

Portanto, temos a responsabilidade de garantir que, a qualquer momento, todo e qualquer usuário de Internet possa ter acesso aos nomes de domínios.com e .net mundialmente.

Apenas seis anos atrás, eram gerenciadas um milhão de consultas diárias ao sistema de nomes de domínios (DNS) . Hoje, a mesma tarefa leva menos de uma hora. O número de consultas ao DNS vai continuar aumentando e, provavelmente, disparar. A previsão é de que, em 2010, lidaremos com 270 bilhões de consultas diárias. São mais de três milhões de consultas ao DNS por segundo. Não há cartão de crédito, telefone ou qualquer outro sistema no mundo que lide com este volume de transações.

Para suportar esta carga, é necessário embarcar em uma iniciativa ambiciosa e ampliar dez vezes a infra-estrutura de Internet até 2010, aumentando a capacidade de consultas diárias ao DNS de 400 bilhões para 4 trilhões, e a velocidade de 20Gbps para 200Gbps.

O Project Titan inclui não só instalar mais equipamentos, como também ampliar e aprimorar os sistemas, as operações e os processos mundialmente, para gerenciar o crescente tráfego de Internet.

Será suficiente? Esperamos que sim, mas honestamente, não sabemos. Um novo tipo de tráfego está crescendo rapidamente: as consultas geradas por máquinas, e não por indivíduos. Nos próximos anos, mais de 180 milhões de dispositivos domésticos vão acessar a Internet. Muitos vão iniciar consultas na Internet por conta própria sem interação humana. Uma geladeira, por exemplo, poderia enviar uma mensagem, alertando que está gelada demais ou que precisa de conserto. Sensores médicos nas residências vão comunicar continuamente aos consultórios médicos os sinais vitais de um doente crônico. Ou sensores em auto-estradas informarão o volume e a retenção de tráfego para satélites, que transmitirão a informação para sistemas de navegação GPS em carros, ajudando aos motoristas a descobrir a melhor rota para seu destino.

Seja qual for a utilização, está muito claro: a Internet está mudando e teremos de evoluir também, se quisermos suportar o que quer que ela venha a ser.

Mas a certeza de mudança é acompanhada por outra constante assustadora: a ameaça crescente de ataques cibernéticos. Em uma distorção infeliz, os próprios dispositivos e o aumento de largura de banda que tornam a Internet mais robusta e amigável para o consumidor agora expõem a Internet a riscos. Os computadores estão sempre conectados (always-on), tornando-se alvo fácil de "seqüestros" por hackers e outros violadores. A maior disponibilidade de largura de banda e de potência de computação dá aos hackers mais munição para usarem contra a própria infra-estrutura. Os exploits de segurança aumentaram 700% desde o ano 2000 e os ataques cibernéticos deverão crescer 50% em cada um dos próximos dois anos.

Uma das principais razões para se ampliar a infra-estrutura de Internet mundialmente, para lugares como a Índia, a Alemanha, o Brasil e a África do Sul é possibilitar que os ataques sejam isolados e contidos. Com a expansão contínua do conjunto de bases de resolução de Internet geograficamente dispersos em regiões emergentes, a infra-estrutura distribuída proporciona segurança e estabilidade ainda maiores contra estes ataques.

A Internet é algo que costumamos dar como certo, pois funciona muito bem. Mas agora estamos entrando em uma nova era da Internet, sem precedentes, e não podemos dar como certo que ela continuará sempre segura sem fazermos qualquer esforço.

Os usuários de Internet têm de se manter vigilantes em relação aos ataques cibernéticos. As operadoras de infra-estrutura necessitam se preparar para os piores cenários - e outros piores ainda. Os governos precisam trabalhar mais próximos da indústria para assegurar que os sistemas que protegem nossa segurança nacional e nossa prosperidade econômica estejam à altura dessa missão.

Com as demandas de consumidores fomentando uma inovação e uma criatividade inigualáveis, a Internet está mudando diariamente. Agora, cabe a todos nós garantir que estejamos preparados para o que quer que a Internet venha a ser em 2010 e além.

Ken Silva, Chief Security Officer e Vice-Presidente de Rede e Segurança da Informação, supervisionando a infra-estrutura digital de missão crítica da VeriSign.

 

 

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Nota incluída em: 11/2/08

Porque investir em gestão das informações de segurança

Roberto Rebouças

Nas duas últimas décadas, houve um aumento explosivo na quantidade de informações e dados trafegados no meio eletrônico. O valor destes dados armazenados relaciona-se diretamente com a preocupação da empresa em mantê-los com segurança. Informações úteis, estratégicas e que dão suporte à tomada de decisões corporativas não podem estar expostas a risco, a fim de não comprometer o bom desempenho e a produtividade de toda empresa.

Para atender às necessidades de segurança e disponibilidade dos negócios, as companhias vêm investindo continuamente em várias soluções pontuais de segurança, como firewalls, sistemas de antivírus e de detecção de invasão. O desafio, no entanto, é que todas essas tecnologias geram um volume inimaginável de dados associados à segurança, o que dificulta a detecção em tempo real de falhas e dos riscos das operações.

Ou seja, sem uma solução de gestão das informações de segurança, é praticamente impossível consolidar e arquivar os registros e os dados sobre os eventos em toda a empresa, correlacionando evidências. Como então identificar rapidamente comportamentos anormais, determinar quais ativos estão sendo afetados e tomar medidas imediatas para solucionar o problema?

A automatização da gestão das informações de segurança e do processo de análise forense, voltada à detecção de fraudes na área de Informática, torna-se uma necessidade fundamental à medida que a quantidade de informações armazenadas nos sistemas computacionais aumenta. Sem automatização, muitas vezes uma investigação completa e detalhada torna-se inviável devido à quantidade massiva de informações a ser analisada. A automatização permite a implementação de protocolos e procedimentos devidamente testados e avaliados. Além disso, reúne uma vasta quantidade de dados brutos de segurança gerados por dispositivos distintos e sistemas em toda organização, transformando-os em informações estratégicas de negócio.

Dentro deste contexto, torna-se questão de sobrevivência para as empresas investirem em gestão da segurança, centralizando sua capacidade de coletar, visualizar, analisar, arquivar e gerar relatórios sobre as informações de segurança. Para estar realmente segura, é preciso que a empresa tenha meios de dar resposta em tempo real às invasões, correlacionando e gerenciando informações de segurança. Gestão de logs (arquivos de registro) e capacidade de análise avançada também são pontos cruciais.

A gestão automatizada das informações de Segurança contribui ainda para o atendimento às normas de regulamentação (compliance), uma vez que auxilia a identificar e comparar configurações de segurança de ativos críticos de negócio, estabelecendo linhas-base e apresentando medidas de solução para áreas problemáticas.

Ao monitorar e analisar com regularidade suas informações de segurança, a empresa consegue comprovar sua eficiência no que se refere à proteção de dados, cumprindo assim as exigências das atuais regulamentações. Requisitos de auditoria e regulamentares exigem ainda que os logs de segurança e as informações sobre eventos sejam coletados e armazenados por períodos mais longos, algo que pode ser feito facilmente quando se tem uma solução de gestão de segurança.

Outro desafio enfrentado pelas organizações atuais quando se fala em segurança está na sua capacidade de reunir conhecimento sobre a área, internalizando informações novas e atualizadas e garantindo assim que todos os mecanismos para entender e responder aos incidentes estejam disponíveis sempre que necessário. Se a companhia não tiver essa habilidade, o tempo de exposição aos riscos aumenta, deixando-a vulnerável por períodos mais longos.

Além disso, ao criar uma base de conhecimento sobre segurança, a empresa reaproveita essas informações, não deixando que elas se percam com a saída de algum funcionário, por exemplo. Reduzir substancialmente o tempo necessário para detectar a causa-raiz de um incidente ou de anomalias é algo crucial para a eficiência da empresa no que se refere à segurança.

Em resumo, maximizar o valor da infra-estrutura de segurança por meio de uma gestão das informações da área otimiza as defesas da empresa, trazendo benefícios que melhoram seu desempenho operacional, os níveis de proteção, a eficiência e o conhecimento sobre a segurança.

 

Roberto Rebouças, gerente técnico da Attachmate

 

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Data da inclusão: 24/-1/08

BI: o que pequenas e médias empresas ainda não sabem

Luiz Camara

Os dados de qualquer companhia guardam uma grande quantidade de informações estratégicas que, segundo os analistas, ou ainda não são de conhecimento de pequenas e médias empresas, ou então não são exploradas por elas. As respostas para muitos dos problemas enfrentados por companhias desse porte, assim como o que pode levá-las ao sucesso, estão escondidas em processos “simples” do dia-a-dia, como pedidos dos clientes, pagamentos ou envios de mercadorias realizados no último ano.

É nesse contexto que soluções de BI (Business Intelligence) podem organizar e classificar dados transacionais e históricos, ajudando as empresas a entenderem melhor as necessidades de seus clientes, tornando-se mais competitivas e prósperas. Muitas companhias de pequeno e médio porte já estão começando a descobrir ferramentas de BI e o valor das informações que se pode obter por meio delas, indo muito além das planilhas de Excel.

Os fornecedores de BI já estão atentos a esse movimento de mercado potencial que pode ser conquistado, desenhando soluções específicas para esse segmento sobretudo no que se refere à questão de custos. Construir um grande data warehouse ou investir em um projeto de ampla dimensão não é mais necessário. Abaixo estão alguns itens que pequenas e médias precisam saber sobre BI.

- Nem todos os projetos de BI começam com um investimento elevado.

Muitos executivos de companhias pequenas acreditam que não têm orçamento suficiente para investir em aplicações de BI e que as planilhas Excel são a única opção. Fornecedores de TI, no entanto, começam a oferecer servidores com boa relação custo/benefício já pré-configurados com software de BI, especialmente para atender às necessidades das pequenas e médias companhias. Servidores plug-and-go permitem que empresas desse porte integrem fontes de dados através da rede dentro de aplicações de BI. O servidor plug-in minimiza a necessidade por recursos de TI, acelerando a entrega de soluções e reduzindo custos de manutenção.

- Data warehouses não são essenciais para elaborar um projeto bem sucedido de BI.

Recursos limitados de TI para construir um data warehouse e apresentar um software de BI geralmente fazem com que empresas menores desistam da idéia de implementar um sistema. Enquanto que nas grandes empresas ambos os projetos costumam começar simultaneamente, nas pequenas e médias isso não é necessário. Considerando que sistemas transacionais não contêm fatos históricos, data warehouses se fazem necessários somente para analisar informações passadas e estimar tendências futuras. Empresas menores podem começar usando software de BI e ir construindo Data Marts progressivamente, à medida que o projeto amadurece.

- Pequenas e médias empresas podem tirar mais proveito das informações coletadas que as grandes.

Empresas bilionárias analisam somente cerca de 20% dos dados que coletam e armazenam. Empresas de pequeno e médio porte comprovadamente conseguem atingir um percentual bastante superior, uma vez que a complexidade e quantidade de seus dados também são menores, fazendo com que um projeto de BI leve a resultados concretos em menos tempo.

 - Projetos de BI podem gerar receita.

Aplicações de BI dão às companhias a opção de construir relatórios diversos e vender essa informação a parceiros de negócios ou mesmo clientes. Uma companhia de cartão de crédito que processe transações para lojas de varejo, por exemplo, pode consolidar relatórios sobre hábitos de compras dos clientes e revende-los para essas lojas. Uma companhia especializada em contratações de trabalho temporário para outras empresas também pode obter receita por meio de um projeto de BI ao elaborar e vender para seus clientes relatórios que comparem o custo de manter equipes temporárias e fixas em determinados departamentos. Os exemplos nesse caso são os mais variados possíveis.

Luiz Câmara, presidente da InfoBuild Brasil, especializada em soluções de BI e integração de aplicações.

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O que o cliente precisa?

Daniel Dias Pinto

GED, Document Imaging , Document Management , Records Management , ERM , segurança. O mercado de gestão de documentos está repleto de novas, e algumas não tão novas, tecnologias que acabam gerando uma enorme sopa de letrinhas para resolver praticamente todos os “seus problemas”. Mas a pergunta que sempre cabe é: quanto custa tudo isso? E principalmente, mas nem sempre levada em conta: eu realmente preciso de tudo isso?

A quantidade de empresas que prestam serviços no mercado de gestão de documentos aumentou, e continua aumentando, consideravelmente nos últimos cinco anos. Algumas continuam apenas apostando no feijão-com-arroz, como guarda e digitalização de documentos, mas outras, mais audaciosas, apostam em soluções que tentam abraçar todas as necessidades do cliente. Algo de errado nisso? Claro que não, desde que sejam essas as soluções que os clientes precisam. Mas o problema está em o que oferecer ao cliente, seja quando apenas em digitalização, seja com uma solução de ECM completa o que ele realmente precisa, visando não apenas a quantidade de serviços oferecidos (leia-se faturamento), mas sim a satisfação plena.

Graças ao boom de fornecedores investindo no mercado brasileiro, temos hoje a possibilidade de encontrar ferramentas com as mais variadas funcionalidades, e ainda com os mais variados custos, que podem atender aos clientes sem deixar a desejar. Por que o cliente deve investir em uma ferramenta que forneça portal de documentos, workflow, Web Content Management, se o que ele mais quer é apenas gerenciar os seus conteúdos digitais? Ou ainda, por que forçar ao cliente a digitalização de todo o seu acervo de documentos, se muitos destes dificilmente serão consultados? Este é o ponto em que o bom senso de um profissional conhecedor de toda a gama de soluções disponíveis é indispensável na hora de iniciar o levantamento de um projeto, para que na hora de apresentar a proposta final o cliente não precise de mais uma tecnologia muito conhecida: o desfibrilador!

Agregar serviços, e ainda, fornecer novas soluções para antigos problemas é, e sempre será, um diferencial de negócios, e principalmente tornará a sua empresa muito mais habilitada a conquistar sempre mais clientes. Isso nunca foi discutido, mas o que muito se encontra é a banalização das necessidades, com ofertas cada vez mais baratas que acabam denegrindo a qualidade dos serviços prestados, fazendo com que o mercado deixe de ter especialistas para vagar em um mar de quebra-galhos. Percebemos isso em empresas que mantém o foco em seu verdadeiro core-business e que muitas vezes perdem contratos aos concorrentes em negociações tipo leilão, onde muitas vezes vence aquele que não tem uma noção clara do serviço a ser prestado, nos custos, pessoal especializado necessário e ferramentas adequadas, reduzindo assim o preço final em patamares que alguns podem até dizer ser impossíveis de gerar resultados. Não entraremos no ponto das técnicas de aumento de market-share, onde o lucro final do projeto é o que menos importa.

E o inverso deste cenário também é verdadeiro. Da mesma maneira como há fornecedores que ofertam mais do que o cliente precisa, há aqueles que ofertam soluções que não são capazes de solucionar os verdadeiros problemas, ou ainda, que deixam pontos importantes fora da solução. Seguindo a mesma linha, imagine um cliente que solicita um projeto de digitalização de documentos, mas que não sabe que ele também pode ter agregado a este serviço a gestão dos documentos eletrônicos, a automatização de fluxos, ou ainda a construção de portais de colaboração. Fica então observada mais uma vez a necessidade de conhecer a fundo o negócio a que a solução irá atender, observando todas as áreas que poderão ser envolvidas, inclusive entre o cliente final e seus fornecedores, para então desenhar uma solução que agregue mais sentido ao projeto.

Mas qual a solução para situações como essas? Esperar que as empresas que têm essa visão acordem em uma segunda-feira e digam a si mesmas: hoje vou vender o que o cliente quer? Creio que não. A solução deve vir do outro lado da moeda, ou seja, pelo lado do cliente, que deve criar dentro de seu próprio quadro de funcionários alguém conhecedor do mundo da gestão de documentos e que funcione como um intermediário nas negociações, buscando ele a solução para sua empresa, e não apenas aceitando as soluções “impostas” pelos fornecedores. E esta mudança de cultura já está acontecendo, ainda que em uma escala muito pequena, com o constante aumento de consumidores finais participando em congressos, cursos e palestras sobre esse meio que muito tem a crescer ainda.

 

Daniel Dias Pinto, gerente de projetos GED/ECM, Low Cost

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TI: produção eficaz, exportação reticente

Marcelo Piquet

Foi divulgado recentemente o resultado real alcançado em 2006 pelo mercado de tecnologia da informação no País. Segundo a IDC, que anunciou os números em parceria com a Abes (Associação Brasileira das Empresas de Software), nas áreas de software e serviços, o movimento de negócios alcançou US$ 9,09 bilhões. Um aumento real de 13% em relação a 2005. O índice de crescimento reunindo os dois segmentos deve manter-se nesse patamar nos próximos anos, de acordo com as organizações responsáveis pelos dados.

No mercado global, a IDC aponta que o Brasil detém 1,38% de participação mundial com a venda de licença de software e serviços. Isso representa algo em torno de US$ 250 milhões em negócios. A conclusão dos números anunciados é de que o mercado interno brasileiro de consumo de tecnologia da informação continua bastante positivo e atraente para a indústria do setor. O resultado nacional na área é representativo em relação a outras nações. Porém, o mercado lá fora ainda é um terreno a ser explorado.

Atribui-se ao chamado Custo Brasil, com impacto negativo na competitividade dos preços dos produtos e serviços nacionais, o entrave às exportações. Há, ainda, o câmbio sobrevalorizado, outro fator desfavorável. Porém, adicionaria a isso a falta de cultura exportadora no País. Trabalhar com o mercado externo requer ações de longo prazo. E isso, muitas vezes, é sacrificante para um sistema de negócios não acostumado a se planejar com muita antecedência . No Brasil, face aos quadros de instabilidade econômica existentes no passado, cultivou-se nas empresas a importância de se aproveitar ao máximo as oportunidades em um período curto de tempo. Isso fez com que se negligenciasse o planejamento empresarial para o futuro.

Vender soluções e serviços de tecnologia da informação para fora não é tarefa simples. Exige-se do vendedor comprovar a capacidade de prover conhecimento de TI para outros países. E conhecimento é bem mais difícil de demonstrar do que um produto físico pronto e acabado, que pode se testar de maneira bem mais imediata. Porém, é essa enorme capacidade de gerar tecnologia que precisa ser explorada no exterior. Ela é a marca do Brasil nessa área. Não é à toa que se movimentam cerca de US$ 9 bilhões nos segmentos de software e serviços no País. Há enorme contingente de profissionais e empresas atuando nisso com competência.

Têm crescido nos últimos tempos iniciativas públicas e privadas para incentivar as exportações na área. Essas ações acompanham a onda da expansão dos negócios brasileiros no exterior em diversos setores econômicos. É quase inevitável que o Brasil comece a assumir importância maior na oferta de serviços e aplicações tecnológicas para fora de seu território. O governo calcula que as exportações de software possam alcançar este ano US$ 1 bilhão. É um valor ambicioso comparado ao resultado do ano passado. Conhecimento na área o País tem. Entretanto, falta-nos um ímpeto maior de empreendedorismo, além do enfrentamento dos problemas já conhecidos.

Marcelo Piquet, diretor de serviços de consultora e integração de sistemas da Unisys Brasil.

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Uma revolução silenciosa

VinÍcius Freire Moura

O mercado de informática sempre promete inovações que chegam para causar "ruptura" nos padrões tradicionais dos negócios. Existe até todo um corpo de estudos, voltado para essas tecnologias, cujo pioneiro foi o Prof. Clayton M. Christensen, no livro "O Dilema do Inovador", de 1997.

Rupturas tecnológicas acontecem, de fato, poucas vezes, como é o caso da Internet, e, quando acontecem, recebem ampla divulgação da mídia. Mas a maioria das tecnologias da informação importantes atua de forma mais lenta, silenciosa e recebem, portanto, muito menos atenção. Na prática, são como revoluções "silenciosas", mas são elas que respondem pela maior parte dos avanços nas práticas corporativas.

Uma dessas revoluções "silenciosas" é gerada pelo uso crescente do documento eletrônico pelas organizações - por documento eletrônico entende-se qualquer tipo de arquivo contendo informações usadas nos negócios, definição que abrange desde simples e-mail, passando por textos diversos, fotos, vídeos, formulários eletrônicos, etc.

As tecnologias para Gestão de Documentos Eletrônicos proporcionam hoje inúmeros recursos que permitem aos usuários captar os documentos desejados (inclusive passando-os para forma digital, se estiverem originalmente em papel); indexá-los; arquivá-los por tempo pré-estabelecido; buscá-los de acordo com a conveniência dos usuários; controlar seu uso (inclusive versões); publicá-los (por exemplo, num site); e agregar-lhes comentários.

Essas tecnologias desembarcaram no Brasil há 20 anos e passam, desde então, por enorme evolução e grande redução de preço. Muitas empresas já fazem bom uso delas, visando obter flexibilidade na organização dos acervos de documentos, rapidez na localização das informações desejadas e maior confiabilidade no uso dos documentos (pela possibilidade de fazer cópias de segurança e controlar melhor o acesso a eles), dentre outras vantagens.

Tecnologias mais recentes vieram agregar ainda mais valor a esse uso, permitindo certificar a integridade do conteúdo dos documentos e assiná-los digitalmente.

Em conseqüência, a troca e a tramitação de documentos dentro das organizações para prestar informações, comprovar fatos, realizar aprovações, etc, é cada vez mais fácil e rápida, podendo ser feita até de um celular.

Além disto, a capacidade de localizar as informações desejadas, dentre milhões de documentos residentes nos repositórios das organizações é também cada vez mais importante - hoje, basta que o usuário diga o que deseja, que o software localiza os documentos e faz recomendações de documentos adicionais, com base no histórico de consumo de informações do próprio usuário.

Essa revolução "silenciosa" está apenas começando, mas terá impacto crescente nos negócios e na forma com que o público lida com documentos e informações. Esteja preparado para ela.

 

Vinícius Freire Moura, diretor, Image Pro

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 Desmitificando o outsourcing

 Martin Hacket

A terceirização de serviços em Tecnologia da Informação sempre foi cercada de mitos. Não sabemos ao certo como surgem mas, de alguma forma, eles geram imagem negativa do outsourcing. Para desmitificar a prática, é importante analisar o que acontece no mercado.

Inicialmente, vale dizer, calcula-se que de 80 a 85% dos projetos de outsourcing são adequadamente implementados, gerando um retorno de investimento para o contratante. Porém, quando se analisa a iniciativa no âmbito daquilo que não se pode mensurar, a situação complica-se. Clareza do projeto, flexibilidade para crescer e capacidade de inovar são alguns desses itens intangíveis, que precisam ser estudados mais a fundo.

Um problema evidente do outsourcing é o fato de muitos contratantes terem o olhar voltado somente à redução de custos. Entretanto, não adianta priorizar o preço dos serviços e descuidar da qualidade. Tal atitude é um passo para o projeto fracassar.

É também necessário ter espírito de colaboração, virtude ainda pouco usual nessa área. É imprescindível maior troca de informação entre os envolvidos. Sem projeto, sem consulta, sem preparação, a bola rola quadrada tanto do lado do cliente quanto do prestador de serviço.

Outra questão refere-se ao contrato. Não é eficaz concebê-lo com excesso de rigidez. Mudança de rumo é difícil, mas tem de ser encarada. A ruptura definitiva é sempre mais difícil. É necessário que as duas partes estejam abertas às alterações e aperfeiçoamentos, muitas vezes ditados pela própria execução prática dos serviços.

Portanto, a flexibilização do contrato torna-se importante. O outsourcing implica, necessariamente, a confiança recíproca das partes.

Há enorme complexidade de suporte na terceirização de serviços de tecnologia. Antes, os sistemas eram centralizados. Hoje, está tudo muito distribuído, mais extremo e crítico. Os fatores de sucesso na implementação de projetos de outsourcing incluem a definição dos objetivos do negócio, business case sólido, estratégia, alinhamento das expectativas, estrutura de negócio, flexibilidade, parceria, medição e comunicação. Deve-se avaliar, ainda, o objetivo da terceirização, olhar o cliente, a equipe de TI envolvida e o usuário final.

O fato é que precisa haver no mercado um enfoque diferente com relação ao outsourcing. Antigamente, pensava-se como uma oportunidade de terceirizar aquilo que fosse problema dentro das empresas. Além disso, se fazia grandes acordos de outsourcing, os chamados mega deals, que concentravam na mão de um fornecedor o trabalho. Porém, o novo foco do outsourcing contempla a colaboração e parceria entre os envolvidos, e o multisourcing – vários fornecedores executando as atividades terceirizadas.

Assim, é importante entender que o velho pensamento do outsourcing gera risco, menos controle e flexibilidade. Já o novo, mira a oportunidade de inovação, as soluções personalizadas e o melhor desempenho sempre.

Martin Hackett, vice-presidente de Serviços de Infra-estrutura e Outsourcing, Unisys Brasil. martin.hackett@unisys.com .

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A TV digital está chegando

Almir Meira Alves

A partir do dia 2 de dezembro, a cidade de São Paulo terá disponível o sinal de TV Digital. O que isso muda na vida da gente?

Durante as décadas de 70 e 80, a televisão invadiu os lares dos brasileiros e passou a ser o principal eletrodoméstico da casa. A conversa em família, que antes era em torno da mesa do jantar, passou a ser em torno da TV. Os programas de televisão passaram a ser tema de conversa das rodas de amigos.

Os principais vilões das transmissões televisivas eram os fantasmas e os chuviscos na tela, devido à baixa qualidade das antenas comuns, sejam elas internas ou externas. Essas antenas não conseguiam captar os detalhes das transmissões.

Na segunda metade dos anos 80, as antenas parabólicas surgem como uma opção que resolvia o problema da qualidade das imagens de TV. A transmissão é via satélite e a qualidade da imagem satisfatória. O problema foi a disponibilidade dos canais e da grade de programação.

Só era possível assistir à programação nacional. Desta forma, nada do telejornal local e nem do futebol do seu estado. Isso incomodava, além do fato que o sinal ficava ruim nos dias de chuva.

A TV por assinatura surgiu, na década de 90, como a solução para todos os problemas. Boa oferta de canais de qualidade, programação local, imagem de boa qualidade, tudo disponível. Bastava pagar o preço. A cobrança pelo serviço limitou o acesso de boa parte do público à TV por assinatura. Somente cerca de 20% dos lares têm TV paga.

Existem serviços analógicos e digitais. Os serviços de TV paga digitais já oferecem interatividade entre o usuário e o sistema. É possível parar o programa ao vivo, ter acesso a um menu na tela da TV agendar um evento ou programa.

A TV Digital pública vem oferecer esses e outros serviços de forma gratuita. A qualidade da imagem deverá ser "de cinema", ideal para as TVs HDTV (High Definition TV), ou TVs de alta definição, além da opção de receber a transmissão no formato 16:9, ou widescreen, padrão das telas de Plasma e LCD.

Para captar o sinal da TV Digital, será necessário uma antena que funcione para recepção do sinal digital ou a recepção via cabo coaxial ou linha telefônica, além do conversor digital, que traduz ou decodifica o sinal na tela da TV.

Alguns modelos de TV já possuem o conversor integrado. Para os demais, o governo promete subsídios para a aquisição do conversor a baixo custo.

Também vai ser possível criar o seu próprio canal ou conteúdo digital e disponibilizar para o público em geral.

Alguns serviços deverão ser cobrados, como o vídeo sob demanda. Com ele, podemos definir uma lista de programas que queremos assistir e agendar uma data para tornar esse conteúdo disponível.

Com toda essa tecnologia, é natural imaginar a integração da TV com a Internet e o sistema telefônico. É o que chamamos de Triple Play, ou a tecnologia que faz a convergência digital dos meios de comunicação.

É o futuro virando presente. E fazemos parte dele.

Almir Meira Alves é professor de Redes de Computadores e Telefonia IP, da FIAP - Faculdade de Informática e Administração Paulista - e da Faculdade Módulo. Engenheiro eletrônico, pós-graduando em Criptografia e Segurança de Redes pela UFF/EB - Universidade Federal Fluminense e Exército Brasileiro.

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BPM traz vida nova ao BI

David Fernández

Anos de experiência com volumes cada vez maiores de dados e informações ensinaram à indústria o valor do Business Intelligence. Apesar disso, continuam existindo muitas dúvidas em relação à qualidade da informação, levando à percepção de que mesmo com ferramentas de BI, os dados podem apresentar diferentes versões da verdade sobre os negócios.

As empresas analisam eventos e tomam decisões com base no que aconteceu no passado, no que está acontecendo agora e na probabilidade do que vá acontecer no futuro. As soluções de BI tradicionais não permitem dar a devida atenção aos processos de negócio, com arquiteturas que não apresentam uma infra-estrutura de integração entre esses períodos de tempo. Dessa forma, divide-se o processo analítico natural em três subprocessos não conectados entre si. Em vez de analisar passado, presente e futuro como um fluxo, sem rupturas, os usuários têm que lidar com ferramentas, processos, metodologias e dados segregados.

Uma mudança estrutural nesse sentido permitiria às soluções de BI questionar seus usuários não mais o que eles desejam, mas sim para que desejam determinados dados. Soluções focadas no passado, por exemplo, tornam a ferramenta de BI simplesmente um agregador de dados históricos, e não um fornecedor de inteligência real e competitiva para o negócio.

E isso se torna problemático, sobretudo porque dados históricos cada vez mais passam a ser vistos como algo irrelevante, graças ao aumento da velocidade em que as coisas acontecem no ambiente corporativo. O que interessa é a execução, a rápida adaptação às mudanças em curso. Apesar disso, relatórios operacionais, focados no passado imediato – o chamado tempo real – são ainda algo fora do domínio do BI tradicional, e ferramentas de previsões e análise preditiva não têm ampla aceitação ou adoção no mercado.

Isso cria uma situação paradoxal: o BI tradicional ainda é visto como solução essencial, mas sua utilização vai perdendo importância. Ao mesmo tempo, o BI operacional e as soluções preditivas ainda não conseguiram preencher essa lacuna deixada pelo BI tradicional nas corporações. É preciso compreender que o dado por si só não representa nada, se não puder ser coletado, filtrado, armazenado, transformado, agregado e apresentado da forma adequada a quem precisa de informação.

Uma visão mais apropriada em relação ao BI é a que leva em conta que ferramentas de Business Intelligence precisam ser usadas no contexto dos processos de negócio. Uma plataforma de BPM (Business Process Management) realça o BI, alimentando-o com novos tipos de análise e capacidades de governança superiores. A integração sinérgica entre BI e BPM leva a benefícios como:

  • Maior flexibilidade aos processos de negócios, facilitando consequentemente a análise de dados e informações estratégicas; 
  • usuários podem relacionar o BI a processos de negócios;
  • arquiteturas de TI podem agrupar ilhas de dados e oferecer visibilidade aos processos end-to-end para usuários de negócios, sem rupturas;
  • analistas de negócio podem investigar e documentar as necessidades por relatórios. Assim eles podem perguntar aos usuários o que querem dos relatórios e então apresentar a informação de maneira mais clara;
  • gerentes de projetos podem instituir pontos de verificação durante o ciclo de vida do projeto, a fim de assegurar a qualidade dos dados;  e
  • apoio à tomada de decisões em tempo real.

O BI não oferece potencialidades analíticas e de tomada de decisão verdadeiras se não for capaz de prover análises transparentes, ligação com processos de negócio e dados de governança. A combinação de BI com BPM cria e implementa processos de negócios “mais inteligentes”, que não só monitoram e disponibilizam a informação, mas são capazes de antever a necessidade de tomada de decisão, fornecendo somente a informação correta e precisa.

E com operações cada vez mais complexas no ambiente global, aumenta também a necessidade das corporações por soluções de BI que cheguem ao nível de detalhe do negócio, ou seja, soluções que estejam embutidas dentro dos processos essenciais do negócio. Se seu BI não traz combinações com BPM, então sua empresa deve reavaliá-lo.

David Fernández é diretor comercial da InfoBuild Brasil, especializada em soluções de BI e integração de aplicações.

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Projetos globais de TI

Sergio Machado

É bastante comum ocorrer, em multinacionais, a implementação de projetos de TI (Tecnologia da Informação) padronizados – as soluções que serão utilizadas em todas as subsidiárias da empresa.

Vê-se, atualmente, que elas utilizam os mesmos sistemas de informação, o que facilita a gestão corporativa da organização. Esses projetos demandam a participação de profissionais tanto da matriz como das subsidiárias. São pessoas que têm de vencer as barreiras da distância física, idioma, diferenças culturais, fuso horário e características da cultura de cada país.

Com o atual estágio da tecnologia e as ferramentas disponíveis, as viagens internacionais, com significativo dispêndio de tempo e custos, deixaram de ser um fator restritivo para esses projetos. Por meio da Internet, videoconferência e recursos de telefonia (como conferência para grupos), a presença física das equipes de projeto deixou de ser uma obrigatoriedade.

Mas apesar da aparente facilidade oferecida pelo estágio tecnológico, existem desafios intrínsecos que precisam ser observados antes de se iniciar um projeto dessa natureza.

Depois da confirmação do patrocinador local do projeto, o primeiro desafio a ser superado é a sua abrangência, porque, se for decidido pela matriz que o projeto atingirá todas ou a maioria das subsidiárias, é imprescindível que um representante de cada filial esteja representado durante a definição do escopo. As particularidades de cada país devem ser discutidas antes do início da implementação, a fim de se evitar desgastes políticos internos e retrabalhos.

Escolher a equipe do projeto é o segundo desafio, tanto em termos de quantificação (número de profissionais, skills e habilidades necessárias) como de identificação dos recursos. Deve-se verificar cuidadosamente se há recursos nos locais de implementação, bem como sua disponibilidade no prazo previsto.

A ausência ou a não disponibilidade de recursos locais, certamente, implicará em custos de deslocamento e hospedagem de profissionais da matriz ou de subsidiárias próximas no local de implementação. Nesse caso, a obtenção do visto de entrada é mais um fator a ser considerado.

O terceiro desafio é superar as quatro modalidades de barreiras:

- Culturais: é importante que, ao se definir o escopo do projeto, sejam consideradas as características culturais de cada país em relação ao que será implementado. Dependendo da sua natureza, poderão surgir problemas causados por simples conflitos culturais, como o horário de trabalho. Na Itália, por exemplo, as pessoas costumam almoçar durante mais tempo do que os americanos; no México, é comum o horário dessa refeição se iniciar por volta das duas da tarde. Essas características podem se transformar em restrições para se agendar uma reunião por videoconferência ou mesmo por telefone.

- Lingüísticas: um projeto multinacional deve definir uma língua comum para comunicação entre as equipes envolvidas. Se a língua definida for o inglês ou o espanhol, deve-se garantir que os profissionais que trocarão informações consigam ler, escrever e falar esse idioma. Pode acontecer de uma tradução mal feita causar um problema na definição de um novo procedimento ou no estabelecimento de uma regra de negócio, por exemplo.

- Legais: cada país possui seu próprio conjunto de leis municipais, estaduais e federais. O projeto multinacional que não considerar a existência de grandes diferenças entre as leis poderá ter um sério problema na  sua implementação. No Brasil, a legislação fiscal costuma sofrer constantes alterações, o que afeta os projetos de TI que envolvem impostos. É por essa razão que os sistemas devem conter o maior número possível de parametrizações para facilitar futuras manutenções.

- Tecnológicas: apesar do avanço da tecnologia, isso não significa que todos os países onde o projeto será implementado estão no mesmo estágio de evolução. Ao se considerar a Internet como meio para troca de arquivos durante o projeto, deve-se verificar se o país possui um sistema de rede confiável, com a velocidade que se espera e os padrões de segurança exigidos.

Uma vez considerados o escopo, a equipe de projeto e as quatro barreiras, o projeto terá elevada probabilidade de obter sucesso. Ainda há outros benefícios intangíveis quando são utilizadas equipes multinacionais: a ampliação da visão crítica do projeto, que permite analisar melhor os pontos fortes, vulnerabilidades e riscos; um maior entendimento da cultura de outros países; a visão ampliada dos problemas locais pela ótica de um profissional que vive nesse país; e a possibilidade de oportunidades de trabalho fora de seu país de origem, motivando o profissional no seu desenvolvimento profissional e pessoal.

Se por um lado um projeto internacional visa padronizar a operação da organização em vários países, na tentativa de tornar as subsidiárias similares e integrantes do universo corporativo, por outro as diferenças devem ser não só respeitadas, mas sobretudo endereçadas com ações concretas e reais. A efetividade dessas ações será medida pelo sucesso ou fracasso do projeto.

Sergio Machado, gerente de Projetos da Unisys Brasil, mestre em Administração de Empresas e professor da Fundação Getúlio Vargas (RJ

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Falta de mão-de-obra especializada em TI no Brasil

Prof. Celso Poderoso

O mercado brasileiro de TI continua crescendo, e nada indica que irá parar tão cedo. Diversas economias emergentes, como México, Índia e China estão no mesmo barco.

O IDC previu um crescimento de mais de 15% nos investimentos em tecnologia neste ano de 2007. O Brasil tem destaque no ranking do orçamento de TI neste ano.

Segundo o relatório do Gartner Group, o orçamento de TI no Brasil deve crescer 8,3% enquanto no mundo inteiro esse número chegará apenas a 3,1%. A expectativa é que no ano que vem esse número seja ainda maior. Se considerarmos apenas o setor de software e serviços, verificamos que houve um aumento real (descontada a variação cambial) de 13%, em 2006, segundo o IDC. A expectativa é que o crescimento até 2010 seja de aproximadamente 12% ao ano.

Com todo esse desenvolvimento, e com a escassez de mão-de-obra especializada que já é notada no mercado nacional, é natural que, em algum momento, possa haver uma ruptura no processo.

Segundo o IDC, o mercado mundial de TI terá um déficit de 3 milhões de profissionais. A maior demanda de mão-de-obra especializada está focada no nível operacional de TI, ou seja, nos processos de negócios. Naturalmente haverá necessidade crescente também para profissionais com maior especialização e visão mais ampla, como engenheiros de TI. Porém o número de vagas para esse nível de formação chega somente a um terço do total de recursos na Índia. Números semelhantes podem ser extrapolados para o mercado brasileiro.

Some-se a isso a migração de mão-de-obra especializada para outros países. A China realizou, recentemente, uma feira no Brasil para mostrar as oportunidades de trabalho em TI naquele país. Empresas estrangeiras também estão recrutando profissionais brasileiros de TI. Com isso o mercado nacional fica cada vez mais carente de recursos especializados. Somente uma instituição, a Associação Belta, enviou cerca de 70 mil pessoas, de diversas áreas, para fora do território nacional.

Como há uma tendência de tornar o Brasil um pólo prestador de serviços de TI, a perda de profissionais locais qualificados para outros países é uma preocupação e um grande desafio para o mercado nacional. É necessário formar o maior número de profissionais, capacitá-los rapidamente para lidar com a tecnologia, especializá-los para gerar resultados para as empresas e dar-lhes boas condições de trabalho aqui mesmo no Brasil.

Celso Henrique Poderoso de Oliveira , coordenador dos Cursos Superiores de Tecnologia da FIAP – Faculdade de Informática e Administração Paulista .

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Software Livre: soluções para várias áreas

Prof. Msc. Marcelo Okano

O uso de software livre vem crescendo a cada ano no país, não somente nas universidades ou empresas do governo, mas também nas empresas de vários portes e áreas. Um fator motivador é o fato de não se necessitar de quaisquer investimentos para se adquirir o software. Mas existem vários outros, tais como confiabilidade, robustez, desempenho e segurança.

O Linux é um dos mais conhecidos sistemas operacionais baseados em software livre. Apesar do nome único, existem vários “sabores” de Linux, que dependem das distribuições mantidas por comunidades de desenvolvedores ou por empresas de sistemas operacionais como a Mandriva ( www.mandriva.com ), Red Hat (www.redhat.com), Novell (www.novell.com), Debian (www.debian.org) e Ubuntu (www.ubuntu.com). Inclusive, alguns microcomputadores já vêm com Linux instalado ao serem adquiridos em lojas e fornecedores especializados.

Na área de redes de computadores, existem vários produtos que foram desenvolvidos em software livre. Para a segurança de servidores, temos o firewall iptables (http://www.iptables.org/), software para proxy como o squid (http://www.squid-cache.org/) e sistemas para IDS como Snort ( http://www.snort.org/ ). Para outros tipos de servidores temos o samba (www.samba.org) e o ldap (www.ldap.org). Para  compartilhamento e autenticação de servidores Windows existe o apache ( www.apache.org ). Como provedor de páginas Web e servidores de e-mail háá o postfix (www.postfix.org).

Em banco de dados, os projetos em software livre são diversos e este é um dos grandes benefícios obtidos: a possibilidade de utilização de sistemas gerenciadores de banco de dados pelas empresas de menor porte.  Podemos destacar dois produtos que são bastante difundidos: o mysql ( www.mysql.org ) e o postgresql (www.postgresql.org).

O OpenOffice é um projeto mundial open-source para a criação de uma suíte de escritório, contendo editor de textos, planilha eletrônica, etc. Uma variante deste projeto foi desenvolvida no Brasil, o BROFFICE (www.broffice.org.br).

No mercado de EAD (ensino a distância), existem alguns exemplos que se destacam por serem amplamente utilizados nas universidades e instituições de ensino, tais como  o Moodle ( www.moodle.org )  e o Teleduc ( http://teleduc.nied.unicamp.br/pagina/ ) - ambiente de ensino a distancia desenvolvido pela UNICAMP.    

Podemos destacar, também, algumas iniciativas que utilizam a filosofia de software livre na área da saúde, dentre elas o Debian-Med ( http://www.debian.org/devel/debian-med/ ), com mais de 15 mil pacotes de licenças GPL, e que tem como objetivo a integração de software de terceiros da área médica com a distribuição Debian.          

Todos estes são exemplos de projetos em software livre que, de alguma forma, já têm a sua utilização garantida por diversas empresas e instituições. Mas existem muitos projetos que podem ser úteis nas mais variadas áreas.

Para encontrar um software livre que possa atender às suas necessidades, procure em dois repositórios de projetos de software livre: o sourceforge ( www.sourceforge.net ) e o projeto GNU ( http://www.gnu.org/ ).

Marcelo Tsuguio Okano , coordenador dos cursos de tecnologia de banco de dados e redes de computadores da Faculdade Módulo ,

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DNA de aplicações: essência, eficiência e forma

Algumas das discussões mais quentes do momento em TI são a eco-eficiência, SOA e virtualização. Muito tem se falado, de um lado, sobre a economia de energia gerada pela virtualização, e de outro, das vantagens de uma arquitetura para sistemas com baixo acoplamento (SOA).

Vou me concentrar nesses dois aspectos antes de tocar na questão da eco-eficiência. SOA é uma alternativa interessante para integrar aplicações distribuídas e com baixo acoplamento, já a virtualização reduz a quantidade de máquinas necessárias para executar uma única aplicação e pretende “liquefazer” em certa medida os recursos de infra-estrutura para flexibilizar seu uso por aplicações de carga oscilante. Até aqui, nenhuma novidade para o leitor, castigado diariamente por estas tendências.

Vamos dar um passo atrás e enxergar essas tendências a uma certa distância. É fácil perceber que ambas estão relacionadas à forma de empacotar aplicações, em outras palavras à sua forma ou organização. Visto sob esta ótica soa estranho discutir aumento de eficiência se de fato o que estamos fazendo é organizando o que já existe de uma forma mais racional. É como diminuir o peso de um produto, eliminando peso da embalagem.

Que a virtualização diminui a quantidade de máquinas, o consumo de energia direto e indireto (pela diminuição do calor gerado) isto é fato e não se discute. Mas o que me chama a atenção é que no debate pelo aumento de eficiência pouco se discute sobre quanta “gordura” há em nossas aplicações.

Numa entrevista recente com um cliente, impressionou-me  o crescimento explosivo de sua infra-estrutura de TI. Perguntei-lhe se esse crescimento foi acompanhado na mesma velocidade pelo crescimento do negócio. Resposta: um sonoro não. E aí vem a minha pergunta central: se o negócio não cresce a um ritmo exponencial, geométrico, porque a infra-estrutura de TI cresce assim?

A resposta pode estar numa aula de análise de algoritmos de qualquer boa faculdade do mundo. A curva de consumo  de uma aplicação está diretamente relacionada à eficiência dos seus algoritmos que mastigam informação. Uma curva de consumo exponencial tem, na sua origem, um algoritmo exponencial. É esse o chumbo dentro da caixa da aplicação que não é afetado em nenhum quilo por SOA, por virtualização, por utility computing ou por qualquer outra tendência que ataque a “forma” e não o conteúdo.

Por isso , voltando à questão da eco-eficiência, me preocupa o fato de o debate não discutir a essência de uma aplicação, seu DNA, seus algoritmos, seu desempenho para processar seus dados. Quanto mais rápida e menos gulosa é uma aplicação, menos calor, menos processadores, menos armazenamento, menor consumo de rede, enfim, mais eficiente e, conseqüentemente, mais eco-eficiente ela se torna.

O leitor crítico pode estar se pensando que isso não se aplica a DWs, principalmente àqueles oriundos de regulamentações governamentais. Este é um capítulo à parte a ser tratado em outro artigo. Deixo ao leitor esta pergunta: na sua busca por eco-eficiência você está se preocupando com a caixa ou com o conteúdo?

Pablo Cavalcanti, diretor-executivo da Inmetrics Ltda, provedora de serviços especializada em soluções de APM (Application Performance Management, Gerenciamento de Desempenho de Aplicações)

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Governança de TI para empresas em crescimento

Gisela Crespo

Neste mundo globalizado e competitivo, muito se fala sobre governança. Para que possamos ter melhor compreensão sobre esse tema e entendermos melhor qual é o seu papel para o sucesso empresarial, precisamos estudar um pouco sobre a sua origem e sobre os fatores  que levaram ao seu impulsionamento.

Existem diversos fatores; dentre eles: a elevada remuneração dos CEOs (Chief Executive Officer); a defesa dos direitos dos acionistas minoritários; a busca de razões que expliquem o sucesso das empresas e, mais recentemente, a necessidade de se compreender os mecanismos que geraram as fraudes nos balanços de grandes empresas como a Parmalat, WorldCom e a Eron. 

Esse conceito não é recente mas tomou força na década de 80 e, no Brasil, somente ganhou força com a abertura da economia, com o aumento dos investimentos estrangeiros no País e com o crescente número de empresas brasileiras acessando os mercados internacionais.

Segundo Carvalbal da Silva, Governança de TI é uma derivação da Governança Corporativa, em que Governança de TI são estruturas de relacionamentos e processos para dirigir e controlar a organização no alcance de seus objetivos, agregar valor a esses objetivos e, ao mesmo tempo, equilibrar os riscos em relação ao retorno da Tecnologia da Informação e a seus processos.

São estruturas e processos que buscam garantir que a Tecnologia da Informação suporte e leve os objetivos e estratégias da organização a assumirem o seu valor máximo. Permitem controlar a execução e a qualidade dos serviços. Viabilizam o acompanhamento de contratos internos e externos. Definem, enfim, as condições para o exercício eficaz da gestão com base em conceitos consolidados de qualidade.

Destacam-se diversas iniciativas recentes de estímulo e aperfeiçoamento da governança no Brasil:

- A criação do novo mercado da Bolsa de Valores de São Paulo (BOVESPA)

- A nova Lei das Sociedades por Ações,

- O Código do Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC)

-  As recomendações da Comissão de Valores Mobiliários (CVM)

- O ativismo do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e dos fundos de pensão.

Mesmo com o grande avanço, muitas empresas brasileiras ainda possuem uma estrutura não condizente com o que são consideradas as melhores práticas de governança corporativa, tais como conselheiros de administração não independentes, gestão familiar não profissional, falta de transparência, restrição aos direitos dos acionistas minoritários. Com isso, o investidor tem receio e paga menos pelas ações das companhias com esse perfil.

Os benefícios da Governança de TI aos negócios são conseguidos pela somatória de conhecimentos da empresa e da maturidade dos processos implantados e sua realização contínua, que poderão gerar a eficiência e a qualidade, resultando no crescimento de todos os envolvidos dentro deste processo.

Gisela Crespo , professora da Faculdade Módulo

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Sistemas de Gerenciamento de Identidade - Reduzindo os Custos de Acesso aos Aplicativos

Waldemar Felippe

O processo de globalização e o crescente processo de aquisições e fusões, vêm obrigando as empresas a rever e agilizar os seus processos de negócios, estreitando os relacionamentos com seus clientes, distribuidores, fornecedores, parceiros comerciais, associados e funcionários.

Com o crescimento da importância do comércio eletrônico e da Internet, e o conseqüente aumento da capilaridade das transações eletrônicas, serviços cada vez mais sofisticados vêm sendo disponibilizados para um número crescente e diversificado de usuários, cada vez mais exigentes, obrigando as empresas a rever suas regras de negócios de modo a oferecer serviços e informações baseadas no tipo de relacionamento com cada usuário.

Esse novo cenário exige das empresas uma administração que leve em conta os aspectos de segurança e negócios, preservando os seus maiores patrimônios (informações e negócios), a privacidade das informações de cada usuário e, ao mesmo tempo, dando amplo acesso aos serviços e informações disponíveis.

A ausência de um controle centralizado sobre todos esses recursos críticos vem exigindo das empresas verdadeiros exércitos de administradores e operadores de Help-desk, dedicados às atividades de acrescentar, modificar, revogar, excluir e gerenciar direitos de acesso e senhas, resultando em altos custos, segurança ineficiente, bem como a redução do nível de satisfação dos usuários.

 Conhecendo os Sistemas de Gerenciamento de Identidade (SGI)

Um Sistema de Gerenciamento de Identidade ( SGI ), ou Identity Mangement System ( IMS ), é um sistema capaz de automatizar os processos de acrescentar, modificar, revogar, excluir e gerenciar direitos de acesso e senhas de usuários.

De acordo com o Gartner Inc. , o Gerenciamento de Identidade é uma das poucas áreas relacionadas à segurança da informação em que o retorno do investimento ( ROI ) pode ser claramente obtido, através da redução de pessoal e ganhos de produtividade. De acordo com o estudo realizado, hipoteticamente, uma empresa com dez mil funcionários que automatiza a gestão de 12 aplicativos, economizaria cerca de 3,5 milhões de dólares em três anos e teria um retorno de investimento de 295%. Segundo o Gartner , é possível economizar 14 mil horas em gestão e 6,6 mil horas em atendimento aos usuários, anualmente.

Tipicamente, a utilização de um SGI garante um retorno do investimento nas seguintes áreas:

Produtividade do Usuário , garantida através :

•  Do acesso aos dados e aplicações que ele precisa, quando ele precisa;

•  Da possibilidade de personalizar o conteúdo, serviços e dados disponibilizados;

•  Do controle de seu ambiente, garantido pelos processos de auto-serviço (administração)

Produtividade da Área de TI e Diminuição de Custos do Help-desk , garantida através:

•  Do alinhamento dos esforços requeridos para manter os dados consistentes e atualizados;

•  Da simplificação do login do usuário, que, combinado com outras características de auto-serviço, também reduz os chamados ao Help-desk associadas ao esquecimento de senhas e outros aspectos básicos.

Agilidade no Desenvolvimento das Aplicações de Negócios , garantida através:

•  Da aceleração dos ciclos de desenvolvimento, por reutilizar componentes de integração e segurança;

•  Do aumento da competitividade nos negócios, por ajudar as empresas a construir novos serviços e liberar aplicações existentes mais rapidamente.

Auditoria e Conformidade de Segurança , garantidas ao :

Auxiliar as organizações na avaliação da conformidade com as políticas de controle de acesso, bem como garantir a utilização de tais políticas no âmbito de toda a organização.

Ainda de acordo com o Gartner , para atingir estes objetivos, a solução adotada "deve refletir os requisitos específicos dentro do contexto de negócios e tecnologia de cada organização", através da :

•  Perfeita integração com as bases existentes de usuários e políticas de segurança;

•  Automatização dos processos de negócios existentes;

•  Flexibilidade para suportar as iniciativas futuras de negócios.

 Para atingir os seus objetivos, bem como propiciar o retorno do investimento no menor prazo possível, um SGI deve prover funcionalidades básicas, como módulo de gerenciamento, auto-administração, integração com lógica e processos de negócios , gerenciamento integrado de perfis.

Waldemar Felippe, Diretor da QualiSoft Informática

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Arquivo morto e papelada.... que desastre

Antonio Paulo de Andrade e Silva

As revistas sérias, principalmente aquelas que se dizem voltadas para executivos, deveriam ser mais cuidadosas com certas matérias e, principalmente, com as fontes que consultam.

Na edição julho/agosto de 2007, a Revista Exame PME, página 18, veicula um texto “ Perguntas básicas – Documentos”. Além da introdução, cinco parágrafos pretendem orientar sobre arquivamento de documentos, termo, aliás, não empregado na matéria, que preferiu utilizar a “papelada” e “arquivo morto”.

O que se pretendeu intitular de “método para organizar documentos” é um conjunto de desastres de recomendações.

O lead da matéria tenta esclarecer que as recomendações são de profissionais da área. É evidente que o autor da matéria nem pensou em mencionar o GED – Gerenciamento Eletrônico de Documentos que, como todos sabem, pode ser empregado por empresas de qualquer tamanho. Em vez disso, o artigo recomenda guardar “a papelada do arquivo morto” em empresas que trabalham nesta área.

A propósito, há muitas empresas de “guarda de documentos” operando em péssimos níveis de qualidade.

Antonio Paulo de Andrade e Silva, diretor CENADEM

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Da impropriedade Acadêmica de usar o termo Gestão do Conhecimento na opinião dos Programas de ciência da Informação

Os textos a seguir [ USP   PUCCAMP      IBICT   UFBa  ] surgiram de uma solicitação feita pela revista DataGramaZero (A.B.) a diversos coordenadores de cursos de pós graduação em Ciência da Informação  para que expressassem as suas reflexões sobre diversos temas ligados à área.

Estão sendo reproduzidos na íntegra, sem cortes ou adições.
Ver : DataGramaZero - Revista de Ciência da Informação - v.3   n.5  out/02                       COLUNAS

Falar de "gestão do conhecimento" é uma impropriedade teórica, pois o conhecimento acontece na consciência do indivíduo, à qual o gerente não tem acesso.


Respostas dos coordenadores dos Programas: USP   PUCCAMP      IBICT   UFBa 
 

USP: Johanna Smit e Maria de Fátima Talamo

-   falar de "gestão do conhecimento" é uma impropriedade teórica, pois o conhecimento acontece na consciência do indivíduo, à qual o gerente não tem acesso [USP]
Na ECA adotamos a distinção entre informação - socializada e objetivada - e conhecimento, na condição de uma construção individual e intangível. Neste sentido, a expressão "gestão do conhecimento" é, efetivamente, imprecisa. No entanto, há meios para transformar o conhecimento em informação e, portanto, poder socializá-lo. De toda forma, há um constante diálogo entre informação e conhecimento e assim como os dois fenômenos não podem ser assimilados como se fossem sinônimos, tampouco podem ser estudados ignorando a outra face da moeda.

Puccamp –  Nair Kobashi

   falar de "gestão do conhecimento" é uma impropriedade teórica, pois o conhecimento acontece na consciência do indivíduo, à qual o gerente não tem acesso [PUCCAMP]
Concordo inteiramente, já que o conhecimento é relação entre sujeito e objeto. No campo da Ciência da informação faz-se gestão da informação, entendida esta última como algo tangível, (portanto forma), que pode ser inscrita e colocada em circulação.

IBICT – Lena Vânia Ribeiro Pinheiro

Gestão do conhecimento é uma imprecisão teórica, pois o conhecimento acontece na consciência do indivíduo, onde o gerente não tem acesso? [IBICT]
Gestão do conhecimento é um conceito incompleto e incorreto, no primeiro caso porque trata de gestão do conhecimento nas (e das) organizações e, no segundo, porque informação não é sinônimo de conhecimento e o correto, portanto, seria gestão da informação nas organizações ou empresas. Até porque o conhecimento é objeto de estudo da Epistemologia, no território da Filosofia da Ciência. Informação e conhecimento, na Ciência da Informação, são conceitos interligados e complementares, uma vez que, sobretudo para a corrente cognitivista, há informação quando há "transformação de estruturas" (Belkin). Sobre esta distinção,  Barreto (2002, p.49) esclarece: "Agente mediador da produção do conhecimento, o conceito de assimilação da informação é um processo de interação entre o indivíduo e uma determinada estrutura de informação, que gera uma modificação em seu estado cognitivo, produzindo conhecimento, que se relaciona corretamente com a informação recebida".
 E esta é uma questão crucial da área, "medir" a absorção da informação, e o que se consegue são aproximações, através de estudos de uso e de citação, entre outros. Como saber quanto uma informação contribuiu para a produção de conhecimento de um pesquisador?
Gestão do conhecimento e inteligência competitiva são disciplinas emergentes e há necessidade de  estudos teóricos para tornar mais claros seus conceitos e campos de estudo. Na literatura da área de Inteligência Competitiva, fica mais evidente que o monitoramento tecnológico toma como método a análise da informação, principalmente por meio da Bibliometria (portanto, na Ciência da Informação),  enquanto a Gestão do Conhecimento tem sua base calcada no planejamento estratégico e na Administração, mas ambas trabalham com fundamentos também da Economia
 

UFBA – Kátia de Carvalho

  falar de "gestão do conhecimento" é uma impropriedade teórica, pois o conhecimento acontece na consciência do indivíduo, à qual o gerente não tem acesso [UFBa]
- Concordamos na UFBa. O conhecimento é tácito e está nas mentes humanas, portanto não é possível gerenciar o conhecimento. O conhecimento explícito, entenda-se informação, é que é possível gerenciar. Destaque-se, no entanto, a visão de Armando Malheiro da Silva, sobre conhecimento, referindo-se ao que tem sido acumulado em forma de registros (estoques) ao longo da história da humanidade.

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Expandindo a Inteligência Corporativa

Luiz Camara

Inteligência Corporativa ou Business Intelligence é uma das áreas tecnológicas de grande crescimento em termos de importância e de investimentos das grandes corporações nos últimos anos e se expande atualmente em duas grandes direções: para empresas de menor porte e para o relacionamento exterior das grandes corporações, principalmente na direção dos seus clientes. Fornecedores são atendidos pela também em expansão área de Integração de Negócios - B2B, atualmente com a tecnologia SOA.

Clientes e mercado, na prática e de acordo com a maioria das teorias organizacionais, são os principais fatores de sobrevivência e expansão das organizações modernas e hoje, na era da globalização, o relacionamento com clientes é fundamental para o sucesso de qualquer empresa, principalmente as que lidam com grandes massas como as de utilidade pública, telecomunicações, bancos, financeiras, governamentais e indústrias. Nem menciono o segmento de comércio eletrônico de vendas pela internet, porque para este é uma necessidade óbvia.

Não é necessário demonstrar o que representa o potencial de competitividade estratégica do investimento em inteligência corporativa voltada ao cliente.  Imaginemos o impacto que teria no nível de satisfação dos clientes de uma empresa de telecom, se esta fosse capaz de disponibilizar via Internet, o status do andamento de todas as ordens de serviço, ou seja, pedidos e reclamações, diretamente a seus clientes, fornecendo também capacidade online de interação com suporte e manutenção.  E que, além disso, permitisse que qualquer cliente pudesse visualizar sua conta telefônica como hoje pode visualizar seu cartão de crédito: faturas anterior, atual e próxima, inclusive com capacidade interativa de reclamar sobre cobranças eventualmente indevidas.

Poderia citar inúmeros exemplos, como prover a capacidade de um investidor para analisar a sua carteira personalizadamente, com as mesmas ferramentas analíticas que um gerente de uma empresa dispõe internamente, com informações organizadas em diferentes dimensões e escalas de tempo.

Hoje, no Brasil já iniciamos alguns projetos neste sentido e, certamente, aumentarão em pouco tempo.

Por trás disto, entretanto, está uma sofisticada tecnologia que deve permitir, por um lado, o acesso não apenas a cubos multi-dimensionais e datawarehouses, mas sim diretamente aos sistemas operacionais das organizações empresariais, tais como faturamento, cobrança e atendimento a clientes. E por outro lado ser capaz de disponibilizar ferramentas "leves" de utilização em larga escala pela Internet, através de tecnologias como a AJAX e Adobe Flash.

Expandir a Inteligência Corporativa aos clientes implica em última instância permitir que estes gerenciem diretamente pela internet seu relacionamento com a sua corporação. Para isso, será necessário disponibilizar ferramentas similares as que são utilizadas hoje pelo BI interno voltado a executivos, gerências intermediárias e operações. O desafio é a base tecnológica para realizar esta tarefa tanto em termos de funcionalidade, escalabilidade e performance como de custo benefício - ROI e Custo Total de Propriedade - TCO.

Finalmente, no futuro próximo, presumo que o crescimento das grandes organizações estará cada vez mais ligado à qualidade da interface de auto-atendimento disponibilizada pela Internet. Por exemplo, parafraseando a Apple, para quem "o sistema é a sua interface com o usuário final", para as novas gerações de clientes, os bancos serão seus sistemas de homebanking.

Luiz Câmara, presidente da InfoBuild Brasil

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Por que adotar soluções de integração

David Fernández

Geralmente, quando as empresas se deparam com a necessidade de realizar integração de sistemas, surge a questão: quando e por que faz sentido investir em software e tecnologia para fazer algo que pode ser feito manualmente?

Embora muitas empresas ainda optem por desenvolver internamente e manualmente projetos de integração, são inúmeras as vantagens de fazer isso por meio da tecnologia. Ganho de produtividade é o ponto central da discussão. Com uma plataforma de integração de dados, a empresa passa a ter toda a codificação em um único lugar, podendo documentar e gerenciar todo o processo rapidamente.

Já se a integração de dados for feita manualmente, a codificação fica dispersa e há baixa capacidade de documentação e gerenciamento. Isso se torna especialmente problemático quando a empresa precisa replicar processos de integração, reparação de erros ou mudança de códigos, o que leva à repetição de esforços e, consequentemente, à perda de tempo e de dinheiro.

Há ainda questões relacionadas à transparência, ocasionadas por leis como a Sarbannes-Oxley, que demandam das companhias a capacidade de acessar sistemas de origem dos dados. Com um software de integração de dados, toda informação sobre fontes de dados pode ser documentada automaticamente, tornando qualquer processo de auditoria muito mais simples e transparente.

Qualquer sistema que é acessado ou atualizado frequentemente é um bom candidato a utilizar soluções de integração. Um sistema de Business Intelligence, por exemplo, com carga de dados em uma base regular, pode se beneficiar a partir dos ganhos de produtividade do software. O mesmo acontece com sistemas acessados por muitos usuários de negócios, ou aplicações que tendem a se expandir com o tempo para agregar mais fontes de dados. Adicionalmente, qualquer tipo de sistema de relatório financeiro, especialmente aqueles que suportam conformidade com SOX, tem boas razões para contar com softwares de integração de dados.

Justificar os custos da aquisição de um software de integração de dados passa mais por questões qualitativas do que quantitativas. Não há uma equação precisa de ROI (retorno sobre investimento), mas os benefícios embutidos, sobretudo os relacionados a transparência e auditoria, vêm sendo capazes de convencer CFOs e CIOs a adquirir a tecnologia em vez de correr o risco de fazer isso manualmente.

David Fernández, diretor comercial da InfoBuild Brasil, especializada em soluções de Business Intelligence e integração de aplicações.

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TI verde: o que uma pessoa comum pode fazer?

Celso Poderoso

Não resta dúvida a ninguém que todos temos um compromisso com a preservação do planeta. Mas como a área de TI pode contribuir para isso, pode ser novidade para muita gente. O lugar comum da discussão é a emissão dos gases poluentes, em especial a queima de combustíveis fósseis, como o carvão e o petróleo. É sabido que a questão da sustentabilidade está relacionada, além do ar, à questão da água e da terra.

Mas onde a TI entra nessa história? Simples: segundo o instituto Gartner, o setor de TI é responsável por 2% das emissões globais de dióxido de carbono (CO2). O IDC indica que no Brasil, somente em 2006, foram vendidos 6 milhões de computadores de mesa. Some-se o número de laptops, mp3 players, roteadores, switches e demais equipamentos de uso pessoal e/ou profissional e teremos um grande agente que pode potencialmente poluir o nosso planeta de duas maneiras: produção e uso dos equipamentos.

Uma das formas de poluição está relacionada ao que se faz com os equipamentos obsoletos. Além da maior parte dos equipamentos ter plástico em sua composição, há substâncias tóxicas como chumbo e mercúrio que são utilizadas nos componentes computacionais. A produção de computadores utiliza combustíveis fósseis e água, muita água. Tratados de maneira irregular, estas substâncias podem poluir lençóis freáticos e o solo.

Uma solução que se tem colocado em pauta é a incineração dos componentes. Porém, isso ajudaria a aquecer ainda mais o planeta, além de liberar gases poluentes na atmosfera. Ou seja, deixaríamos de poluir a água e a terra e passaríamos a poluir o ar.

Na Europa existem decretos específicos que tratam da limitação do uso de materiais pesados e os cuidados com lixo eletrônico. Nos EUA há uma indicação para que as compras governamentais de produtos eletrônicos obedeçam ao padrão da Epeat (Eletronic Product Environmental Assessment Tool, ou “ferramenta de avaliação ambiental para produtos eletrônicos”). No Brasil ainda não existe nada similar.

Na questão do uso, a IBM estima que um data center atualmente consome o dobro de energia do que consumia há cinco anos. Há uma previsão da própria IBM de que o número de servidores crescerá seis vezes em dez anos e os dispositivos de armazenamento terão um crescimento de 69 vezes no mesmo período. A crescente utilização de computadores nas empresas e nas residências contribui para o aumento generalizado do consumo de energia elétrica.

Existe uma tendência para que as empresas que adotarem o compromisso com a TI Verde tenham preferência em processos de compra. Isso é o que demonstra uma pesquisa divulgada recentemente pelo IDC. Entre 854 profissionais de TI, cerca de 30% acham importante que as empresas tenham esta preocupação e cerca de 27% disseram que gostariam de ver como seus fornecedores estão orientados neste sentido.

Por enquanto, o que as empresas prestadoras de serviço procuram fazer é demonstrar esta preocupação. A IBM, por exemplo, faz uma análise da eficiência energética, estabelecimento de métricas e estratégia de consolidação na implantação de data centers. É pouco, mas já é um começo.

Claro que nem tudo deve ser seguido sem a adequada comprovação científica. Recentemente, circulou uma informação pela Internet que o uso de sites pretos economizaria energia elétrica. Chegou-se até a divulgar que haveria (e de fato há) sites Google “black”. Esta pretensa economia de energia já foi descartada e os estudos mostram que as cores escuras tendem a consumir mais energia do que as cores claras.

Desta forma, do ponto de vista do usuário, a responsabilidade deve incluir a utilização racional dos equipamentos computacionais. Isso inclui a possível substituição dos monitores de CRT pelos de LCD devido à eficiência do uso de energia elétrica, própria desses equipamentos,  além de desligar os monitores e computadores sempre que eles não estiverem em uso. Procure comprar produtos de fornecedores que tenham esta mesma preocupação. Afinal, todos somos responsáveis pelo nosso planeta.

Celso Henrique Poderoso de Oliveira, coordenador dos Cursos Superiores de Tecnologia da FIAP – Faculdade de Informática e Administração Paulista.

 

 

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