O uso da tecnologia está intimamente ligado ao aumento do faturamento e da lucratividade do negócio.

Gastos com equipamentos e programas caíram 80% nos últimos 20 anos.
As modernas tecnologias da informação não são mais um privilégio para os grandes.

"As empresas estão se dando conta de que o aperfeiçoamento dos equipamentos e a contínua queda de seus preços tornaram a tecnologia, antes restrita às grandes corporações, acessível também para elas."
Antes de sair por aí comprando equipamentos e softwares dos mais modernos, o certo é avaliar quais as necessidades reais da empresa no que diz respeito ao tratamento de suas informações e de seus processos de negócios.

Se a empresa quer que suas informações gerem conhecimento sobre si mesma e sobre o mercado em geral e o mercado em que atua, precisa encará-las como um bem valioso e dar a elas o tratamento adequado.
Da criação ou recebimento até a destruição ou preservação permanente, os documentos estão sujeitos a necessidades variáveis em termos de acesso oportuno, distribuição conveniente e arquivamento confiável e econômico.

Com a Business Intelligence é possível olhar a organização como um todo, em busca de pontos dentro dos processos de negócio que possam ser usados como vantagem competitiva.
O ERP – Enterprise Resource Planning é uma tecnologia apresentada ao mercado como uma solução para a maioria dos problemas com os dados, já que é capaz de integrar todas as informações que fluem pela empresa por intermédio de uma base de dados única.

De acordo com informações obtidas durante a V Conferência Anual de Integração Empresarial, que aconteceu nos dias 18 e 19 de abril de 2006, promovida pelo Gartner Brasil, as empresas brasileiras devem levar até cinco anos para adotar essas tecnologias.
As aplicações baseadas em Internet, enquanto significantes para o processo de automação das empresas, criaram um pesadelo chamado integração para os departamentos de TI tentarem gerenciar redundâncias das informações de negócios nos bancos de dados, representando um sério declínio na qualidade da interface com o usuário.

O BPM supera esses problemas, pois incorpora características do chamado EAI ((Enterprise Application Integration, também chamado de “middleware”). Pode-se dizer que o BPM seja a geração atual na árvore genealógica do workflow, pois essa característica tornou-se imprescindível após o advento dos ERPs. Workflow com EAI pode ser chamado de BPM.
O GED- Gerenciamento Eletrônico de Documentos é um grupo de tecnologias que cuida das informações não-estruturadas: e-mails, arquivos de computador, documentos ( em papel) e que foram digitalizados, arquivos de som e imagens.

Os portais, intranets e extranets são um referencial completo, além de repositórios ativos de conteúdo fundamental para os processos de negócios.
A tecnologia Wi – Fi ( Wireless Fidelity) permite a conexão em banda larga por meio de ondas de rádio, utilizando para isso antenas. Desde que os computadores, PDA, laptops estejam equipados com software Wi-Fi, a conexão é realizada.
Todos os serviços serão centralizados em uma única conexão, desde rádios, internet, telefonia até televisão. Isso abrirá muitas possibilidades para o mercado de negócios on-line, pois todas as contratações e negociações serão via Internet.

É preciso avaliar os pontos críticos de segurança, bloquear e proteger as possíveis portas de entrada de vírus, implementar uma estratégia de segurança e manter uma constante atualização tecnológica dos sistemas informatizados.
Certificado Digital é um documento eletrônico, assinado digitalmente por uma terceira parte confiável, que associa uma entidade (pessoa, processo, servidor) a uma chave pública. Um certificado digital contém os dados de seu titular, tais como nome, e-mail, CPF, chave pública, nome e assinatura da Autoridade Certificadora que o emitiu.
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CAPA
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Tecnologias da informação
para colocar sua empresa
na Era Digital |
Apesar de haver diferença conceitual entre dado, informação, documento e conteúdo, nesta matéria usaremos genericamente o termo informação visto que todos eles estão em algum suporte ou mídia e é ela que registra assuntos dos processos de negócio das empresas e organizações.
As tecnologias da informação estão cada vez mais sendo apresentadas para as empresas como a solução para que elas atinjam o estatus esperado de evolução, liderança, modernidade, competência, destaque. São armas poderosas para que a empresa alavanque seus negócios e esteja no topo dentro do seu segmento.
É bem verdade que, diante de tantas tecnologias que vemos por aí, fica difícil voltar no tempo e trabalhar com uma estrutura informacional zero , ou mesmo mínina. Um recente estudo realizado pelo instituto de pesquisa americano Keystone Strategy com pequenas e médias empresas brasileiras, alemãs e americanas, e que foi publicado na Harvard Business Review, indicou que o uso da tecnologia está intimamente ligado ao aumento do faturamento e da lucratividade do negócio.
Sendo que gastos com equipamentos e programas caíram 80% nos últimos 20 anos, segundo o departamento de administração de recursos de Tecnologia da Informação da Fundação Getúlio Vargas, de São Paulo, ter uma empresa equipada não é um sonho impossível.
A tecnologia passa a ser fundamental para aumentar a produtividade e fazer com que clientes, fornecedores, parceiros e empregados possam estabelecer um relacionamento que vise o bem-estar econômico da empresa. As modernas tecnologias da informação não são mais um privilégio para os grandes.
Michael Dell, fundador da Dell Computadores, numa entrevista para a Revista Pequenas Empresas Grandes Negócios , disse que nunca houve tantos empreendedores que utilizam a tecnologia para alavancar o crescimento e a inovação em seus negócios e levá-los ao sucesso. Segundo ele, as empresas estão se dando conta de que o aperfeiçoamento dos equipamentos e a contínua queda de seus preços tornaram a tecnologia, antes restrita às grandes corporações, acessível também para elas. Quando perguntado sobre quais as tendências na área da tecnologia para os próximos anos, Dell respondeu que a Tecnologia da Informação será cada vez mais dominante no mundo, a uma velocidade cada vez maior, trazendo inovações e mudanças sociais. O computador e os produtos e serviços relacionados a ele continuarão a ser o centro das inovações tecnológicas. E, no âmbito das pequenas empresas, as prioridades e os investimentos continuarão concentrados em Internet, mobilidade, segurança e armazenamento de dados.
O cerne
Na raiz de tudo está a informação. Todas as tecnologias, sejam em hardwares ou softwares ou comunicação, estão à solta no mercado apenas com o propósito de possibilitar que as empresas cuidem bem de seu bem mais valioso: a informação. Mas antes de sair por aí comprando equipamentos e softwares dos mais modernos, o certo é avaliar quais as necessidades reais da empresa no que diz respeito ao tratamento de suas informações e de seus processos de negócios.
A empresa precisa e deve ter noção de seu todo, caso contrário, ao comprar equipamentos e informatizar seu modelo de trabalho, correrá o risco de apenas ter informatizado um caos sem fim. A tecnologia só traz bons resultados quando aplicada sob o crivo de uma análise profunda de como a empresa trabalha e realiza seus processos.
Primeiro de tudo
De acordo com Antonio Paulo de Andrade e Silva, diretor do CENADEM, empresa especializada em treinamentos para o desenvolvimento do gerenciamento da informação, após uma análise dos procedimentos para a rotina de trabalho da empresa, é preciso saber que tipos de informação, documentos e conteúdo a empresa administra. “Outro importante aspecto é saber que mais de 80% das informações estão em formato não-estruturado, ou seja: fora dos bancos de dados. Isso compromete o acesso à informação certa no tempo certo”, diz ele.
Se a empresa quer que suas informações gerem conhecimento sobre si mesma e sobre o mercado em geral e o mercado em que atua, precisa encará-las como um bem valioso e dar a elas o tratamento adequado. Por conta disso, se muitas das informações estão espalhadas pela empresa, fica difícil atingir essa meta.
Sobre a falta de controle das informações, Antonio Paulo explica que isso se deve ao fato de as empresas terem diversas “ilhas de informação” em seus departamentos e também à utilização de sistemas informatizados departamentais que, muitas vezes não conversam entre si. “As informações produzidas também não são tratadas sob o aspecto da importância da informação ou mesmo da importância do acesso àquela informação. Nota-se, portanto, a ausência de uma política quanto ao tratamento da informação não-estruturada, que está espalhada em diversos computadores, em caixas de e-mails sem o menor controle”.
Para ele, a informação é vantagem competitiva e deve ter o estatus que realmente merece. A falta de controle dessas informações pode fazer a produtividade dos funcionários despencar e causar muitos problemas como a perda das informações valiosas e a perda de tempo na localização das informações espalhadas de qualquer modo pela empresa.
Gerenciar informação: uma necessidade
Diante do turbilhão de informações que circulam nas empresas dia após dia, é mais do que necessário gerenciá-las. O conceito de ciclo de vida de uma informação já está consagrado na literatura de teoria e prática de administração. Em empresas, órgãos do governo e outras organizações, a longevidade de documentos é definida por políticas e procedimentos de retenção de documentos. Tais políticas e procedimentos são baseados em exigências legais, fiscais, administrativas ou outras necessidades. Da criação ou recebimento até a destruição ou preservação permanente, os documentos estão sujeitos a necessidades variáveis em termos de acesso oportuno, distribuição conveniente e arquivamento confiável e econômico.
Tendo informações organizadas, acesso a elas, a integração com sistemas de ERP, CRM, e outros, bem como BPM/workflow, disponibilização de conteúdos em páginas web e aumento de produtividade são apenas algumas das vantagens competitivas que podem ser obtidas.
O QUE HÁ POR AÍ
Partindo do princípio de que a empresa já tenha consciência da importância do tratamento da informação, uma varredura pelo mercado pode apontar quais as tecnologias disponíveis para deixar a empresa dinamizada, produtiva, informatizada mas, principalmente, com todas as informações à mão com agilidade.
Business Intelligence - Os dados como informação estratégica
Como disse Peter Drucker, guru da administração: “Não há nada pior do que fazer bem a coisa errada”.
O avanço tecnológico coloca à disposição de empresas e organizações uma verdadeira avalanche de dados, mas, como não cair na armadilha citada por Drucker? Neste caso, como transformar esses dados em informações, gerando um conhecimento que auxilie na correta tomada de decisão e na formulação da estratégia empresarial? Com o Business Intelligence (BI) ou Inteligência Empresarial.
De acordo com Ana Palubinskas, especialista em soluções de CPMda SSA Global, o BI é composto por um conjunto de ferramentas especialmente desenvolvidas para extrair, transformar e disponibilizar os dados, de forma seletiva e analítica, tudo dentro da realidade e relevância do negócio . “Temos ao nosso alcance vários recursos altamente eficazes nas soluções de BI, como o datawarehouse , um repositório central de dados, e o data mining ou ‘mineração de dados'. Além do ETL [ extract, transform and load ] para extração, transformação e armazenamento dos dados num repositório central, existem uma série de formas de disponibilizar essas informações aos usuários, seja por meio de indicadores de performance, utilizando-se uma metodologia como Balance Scorecard ou Key Performance Indicators ; seja por dashboards ou painéis de controle, relatórios e análises multidimensionais, utilizando-se a arquitetura OLAP [ online analytical processing, ou processo analítico online]”, comenta Palubinskas.
Ela diz que vale lembrar que o Business Intelligence é uma parte do ciclo de gestão de performance, amplamente conhecido como Corporate Performance Management (CPM), que engloba desde o planejamento até o monitoramento e business intelligence , em que é possível olhar a organização como um todo, gerenciando por meio de exceções em busca de anomalias dentro dos processos de negócio que possam ser eliminados ou buscando diferenciais competitivos. Muitos fatores afetam a performance da organização, mas o fator crítico são as decisões que as pessoas tomam diariamente. Quando um gestor está procurando por respostas, as perguntas são respondidas por meio dessas três áreas (planejamento, monitoramento e relatórios). É dessa forma que executivos encontram, entre os bits e bytes armazenados, conhecimento sobre o mercado, a concorrência, os clientes, os processos de negócio, a tecnologia, a fim de manter o foco na estratégia, antecipar mudanças do mercado e ações dos concorrentes. É possível também aprender com os sucessos e as falhas dos outros, rever suas próprias práticas de negócio e assimilar toda gama de conhecimento que possa trazer vantagem competitiva para a organização.
“De fato, o CPM veio para auxiliar a vida das empresas, apresentando-se como a melhor opção de apoio a decisões. Na medida que permite monitorar indicadores-chave, analisar detalhes da operação, acessar a base de dados e gerar relatórios específicos do negócio, alinhando a estratégia com o operacional, garante ampla visão da empresa para informar, analisar, otimizar e planejar. Tudo graças a um processo que envolve coleta, qualificação, transformação, análise e distribuição das informações”, opina Ana Palubinskas.
A forma de apresentação dos dados é um dos pontos mais críticos de sucesso na implantação de uma tecnologia como essa. Deve-se compreender as habilidades e requerimentos dos usuários para fornecer a melhor ferramenta de visualização das informações, caso contrário fica difícil os usuários adotarem essa solução como a única fonte de informação acurada e fidedigna, abandonando as ilhas de informação não estruturada como planilhas.
Uma recente análise realizada pela IDC (International Data Corporation), com mais de 800 empresas no Brasil, mostra que 57% das companhias de grande porte pretendem investir em BI neste ano, com concentração nas áreas de geração de relatório e datawarehouse.
ERP
O ERP – Enterprise Resource Planning é uma tecnologia apresentada ao mercado como uma solução para a maioria dos problemas com os dados, já que é capaz de integrar todas as informações que fluem pela empresa por intermédio de uma base de dados única. Ferramentas de ERP são compostas de muitos módulos, incluindo planejamento de produto, compras, estoque, relacionamento com fornecedores, atendimento ao cliente e acompanhamento de pedidos. Engloba também módulos para a área financeira e de recursos humanos. Normalmente um ERP utiliza ou é integrado a um banco de dados, e a implantação de um sistema de ERP envolve uma profunda análise do negócio da empresa.
Desde o início da década de 90, os sistemas integrados de gestão são bastante utilizados pelas empresas. No começo, tal solução era muito cara, e somente para empresas de grande porte. Atualmente, o cenário mudou. Existem soluções acessíveis para qualquer empresa e já se fala em ERP gratuito.
De acordo com o mesmo estudo do IDC que constatou a porcentagem de uso de BI pelas empresas, ERP é a preocupação número 1 de grandes companhias, que deverão utilizar Business Intelligence integrado ao sistema de gestão corporativa.
BPM e SOA
Business Process Management e Service Oriented Architecture. De acordo com informações obtidas durante a V Conferência Anual de Integração Empresarial, que aconteceu nos dias 18 e 19 de abril de 2006, promovida pelo Gartner Brasil, as empresas brasileiras devem levar até cinco anos para adotar essas tecnologias.
O diretor de pesquisa do Gartner,Waldir Arevolo, destaca que os grandes benefícios dessas tecnologias estão na agilidade dos processos, redução de custos e eliminação de erros, além de garantir a execução das tarefas com consistência, desempenho e qualidade, facilitando o controle dos processo de negócios.
De acordo com Rafael Kiso, sócio-fundador e diretor de tecnologia da Focusnetworks Brasil, as aplicações baseadas em Internet, enquanto significantes para o processo de automação das empresas, criaram um pesadelo chamado integração para os departamentos de TI tentarem gerenciar redundâncias das informações de negócios nos bancos de dados, representando um sério declínio na qualidade da interface com o usuário.
“ Ao mesmo tempo, a Internet mudou a natureza dos negócios, criando um novo tipo de profissional – o trabalhador móvel – no qual requer acesso às aplicações da empresa através de diversos dispositivos (celular, PDA, laptop e outros). Reconhecendo essa necessidade de criar um ambiente para a interoperabilidade e heterogeneidade entre as aplicações de negócios, o W3C, IBM, Microsoft e outras companhias como BEA Systems, definiram um novo modelo amigável para a comunicação entre usuários/ aplicações e entre aplicações/ aplicações, chamada Service-Oriented Architecture (SOA).”
Rafael explica que essa arquitetura, enquanto está em seus primeiros anos de adoção pelo mercado, começa a ser reconhecida como o padrão dominante do cenário de TI das empresas na atual era da Internet.
“O objetivo do SOA é permitir que as organizações realizem negócios através da combinação da tecnologia com a inovação nos processos e uma estratégia tecnológica que envolva o reuso dos serviços. Enquanto o SOA é um conceito que une as estratégias de negócios com as estratégias de TI , que requer um foco sustentável na transformação do jeito em que a informação é entregue, é preciso responder de forma imediata às iniciativas de negócios, organizando o departamento de TI em volta de serviços em vez de aplicações. Por conseqüência, os benefícios do SOA serão somente colhidos se for preservado o equilíbrio entre os objetivos e necessidade a longo prazo com os de curto prazo.”
Já quanto ao BPM, Sérgio Storch, consultor e palestrante em gestão do conhecimento, em recente entrevista para o Jornal do GED esclareceu quando à diferença entre Workflow e BPM: “a confusão que realmente existe no mercado é entre as chamadas ferramentas ou softwares de workflow e os sistemas de BPM. O que o mercado entendeu, desde o final dos anos 80 até poucos anos atrás, por softwares de workflow, abrangeu ferramentas com as quais se resolvia uma série de problemas intensivos em fluxo de tarefas baseadas em documentos. Eram sistemas que lidavam bem com o “imaging”, e que, além disso, diferentemente do GED, associavam transações aos documentos. E, de modo geral, eram sistemas proprietários, o que, embora não perturbasse a solução de problemas departamentais, trazia dificuldades para a integração com outros sistemas.
O BPM supera esses problemas, pois incorpora características do chamado EAI (Enterprise Application Integration, também chamado de “middleware”). Pode-se dizer que o BPM seja a geração atual na árvore genealógica do Workflow, pois essa característica tornou-se imprescindível após o advento dos ERPs. Workflow com EAI pode ser chamado de BPM. Workflow sem EAI não faz mais sentido, tornou-se dinossauro. E os players tradicionais que costumavam se posicionar como fornecedores de workflow hoje se posicionam como de BPM.”
Informações não-estruturadas
O GED- Gerenciamento Eletrônico de Documentos é um grupo de tecnologias que cuida das informações não-estruturadas: e-mails, arquivos de computador, documentos ( em papel) e que foram digitalizados, arquivos de som e imagens.
Desde o ano 2000, o conceito de Gerenciamento do Conteúdo - Content Managment e, depois – ECM – Enterprise Content Managment, surgiram para se unir à sigla GED, compondo assim, um cabedal de muitas tecnologias que podem atuar juntas ou isoladamente e que servem para cuidar das informações não-estruturadas.
Polêmicas e controvérsias à parte, o CENADEM, como sendo uma organização que ministra cursos e treinamentos sobre tecnologias para o gerenciamento das informações, vem utilizando a sigla GED/ECM para se referir a esse grupo de tecnologias.
O próprio mercado fornecedor não se entende quanto a definições e conceitos do GED e ECM. Ainda há os que pensam que GED é apenas digitalização de documentos e há os que definem o GED como sendo uma das tecnologias sob o guarda-chuva do ECM.
Assim sendo, o CENADEM norteia sua definição pela que foi dada pela AIIM – Association for Information and Image Management, a entidade maior, nos Estados Unidos que atua nessa indústria.
O fato é que as soluções para GED/ECM são feitas para tratar esse grande volume de informações não-estruturadas.
De uma maneira resumida, fazem parte desse grupo tecnologias para captar, gerenciar, preservar, distribuir e armazenar essas informações.
A captação é o modo como informações e documentos, eletrônicos ou em papel, passam para um repositório de conteúdo para reutilizar, distribuir e armazenar. O armazenamento é onde se coloca o conteúdo e como você o encontra novamente. O gerenciamento são as ferramentas e técnicas para mover conteúdo pela organização e monitorar o desempenho delas. A distribuição é como você consegue o conteúdo certo para o público certo no dispositivo certo. (Acesso). E a Preservação são opções para armazenamento a longo-prazo do conteúdo essencial de sua empresa.
Acesse aqui o quadro completo das tecnologias envolvidas pelo GED/ECM.
O mundo sem fios
Comunicação. Não há como modernizar o modo como sua empresa trata as informações, sem pensar nessa palavra. A infra-estrutura em hardwares, redes, a segurança no tráfego e acesso das informações e, principalmente, o modo como tudo isso é capaz de ir de uma máquina para outra: a telecomunicação.
A Internet e, obviamente, os serviços de telefonia são a parte chave do uso de qualquer tecnologia. Graças à rede mundial, negócios e mais negócios são realizados. Eliminaram-se as fronteiras das corporações. Colaboradores, parceiros, fornecedores, clientes... todas essas partes somam esforços para agilizar processos. Os portais, intranets e extranets são um referencial completo, além de repositórios ativos de conteúdo fundamental para os processos de negócios.
O crescimento da banda larga acrescentou ainda mais possibilidades de acesso e veio a permitir que as tecnologias sem-fio ( wireless) iniciem uma escalada sem volta para favorecer os processos corporativos.
A tecnologia Wi – Fi ( Wireless Fidelity) permite a conexão em banda larga por meio de ondas de rádio, utilizando para isso antenas. Desde que os computadores, PDA, laptops estejam equipados com software Wi-Fi, a conexão é realizada.
A conexão pode ser paga, ou pública. No caso das públicas, são os hotspots: acesso público em locais como aeroportos, cafés, restaurantes e hotéis . Num hot spot está instalada uma rede local sem fio, utilizando a tecnologia IEEE 802.11b, que possibilita a conexão de computadores portáteis a distâncias de até cem metros da estação base.
Existe também a tecnologia WiMax ( Worldwide Interoperability for Microwave Access), que, segundo Eduardo Prado, desenvolvedor de novos negócios e consultor de tecnologia com foco principal em tecnologias wireless, é uma versão ‘turbinada' do Wi-Fi. “Nasceu da necessidade de se ter uma tecnologia sem fio de banda larga com longo alcance e alta taxa de transmissão”.
Ele explica que o WiMAX, atualmente, possui os padrões Nomádico IEEE 802.16d (ou IEEE 802.16-2004) e Móvel IEEE 802.16e (ou IEEE 802.16-2005). O 802.16d (ratificado em Junho de 2004) é o padrão de acesso sem fio de banda larga fixa (também conhecido como WiMAX Fixo) e teve os primeiros equipamentos homologados em janeiro de 2006 pelo laboratório espanhol Cetecom. O 802.16e (ratificado em dezembro de 2005) é o padrão de acesso sem fio de banda larga móvel - WiMAX Móvel, que assegurando conectividade em velocidades de até 100 km/hora e cujos equipamentos estarão disponíveis no mercado em meados de 2007. “ O WiMAX Nomádico terá uma série de aplicações tais como: banda larga sem fio, infra-estrutura de banda larga de telefonia móvel e de Wi-Fi, campus networking, supervisão/segurança, serviços de VoIP e uma infinidade de aplicações corporativas.”
Sobre as inúmeras possibilidades e benefícios tanto para a vida das pessoas quanto para os negócios, Rafael antevê uma situação em que todos os serviços serão centralizados em uma única conexão, desde rádios, internet, telefonia até televisão. Isso abrirá muitas possibilidades para o mercado de negócios on-line, pois todas as contratações e negociações serão via Internet. “Neste cenário, podemos imaginar pessoas em qualquer lugar com seu notebook navegando pela internet, falando com outras pessoas em celulares Wi-Fi por meio do protocolo VoIP e sistemas inteligentes sem fio como máquinas de Coca-Cola com rede sem fio, podendo informar diretamente à empresa quando seu estoque está precisando de reposição. Sem dúvida alguma a tendência crescente é o desenvolvimento de produtos e serviços cruzados entre empresas de diferentes setores. Poderemos ter empresas de TV associadas a provedores de Internet, oferecendo transmissão de programas da tv via web. Poderemos acessar a Internet em banda larga em casa através da assinatura da TV à cabo. Poderemos receber e-mails pela televisão e até mesmo comprar algo que está passando no comercial via web.”
Segurança a toda prova
Com tanta facilidade em comunicação, é preciso também garantir que haja privacidade e segurança nas transações, bem como dentro do ambiente informacional corporativo. E, mais uma vez, a tecnologia está ao dispor.
A grosso modo, a segurança pode ser dividida em interna e externa. É interna quando se tomam medidas de acesso à determinada informação, e externa quando se pensa em ataques de hacker e vírus, além de outros crimes digitais.
Quanto à segurança interna, providências como: quem pode acessar, modificar ou excluir a informação dos repositórios são tomadas através de logins, senhas, limitação na utilização de programas.
Em 2005, a Pesquisa Global sobre Segurança da Informação, realizada pela Ernst&Young, numa base de 1,3 mil empresas, entidades sem fins lucrativos e organismos públicos de 55 países, apontou que a adequação a novas regulamentações era o principal fator que levava as empresas a se preocupar com segurança da informação, superando pela primeira vez questões como vírus.
As respostas de dois terços dos entrevistados mostraram que a segurança da informação seria o melhor caminho para atender a exigências de normas como a Sarbanes-Oxley e Basiléia II por mais transparência e confiabilidade.
Já um estudo mais recente sobre crimes digitais, encomendado pela IBM, mostrou que 91% dos executivos respondentes no Brasil acreditam que grupos criminosos organizados estão substituindo os hackers. 66% do total afirmam que as ameaças à segurança corporativa estão vindo de dentro das próprias organizações.
Medidas devem ser adotadas para evitar esses acontecimentos. É preciso avaliar os pontos críticos de segurança, bloquear e proteger as possíveis portas de entrada de vírus, implementar uma estratégia de segurança e manter uma constante atualização tecnológica dos sistemas informatizados.
Segurança também implica em confidencialidade na troca de informações dentro do ambiente corporativo e no eBusiness. Assinatura e certificação digitais são as ferramentas para isso.
Segundo informações no site do ITI – Instituto Nacional de Tecnologia da Informação, Certificado Digital é um documento eletrônico, assinado digitalmente por uma terceira parte confiável, que associa uma entidade (pessoa, processo, servidor) a uma chave pública. Um certificado digital contém os dados de seu titular, tais como nome, e-mail, CPF, chave pública, nome e assinatura da Autoridade Certificadora que o emitiu.
Na prática, o Certificado Digital funciona como uma carteira de identidade virtual que permite a identificação segura de uma mensagem ou transação em rede de computadores. O processo de certificação digital utiliza procedimentos lógicos e matemáticos para assegurar confidencialidade, integridade das informações e confirmação de autoria.
O Brasil montou sua infra-estrutura de chaves-públicas denominada ICP-Brasil. Trata-se de um conjunto de regras e normas, baseadas em padrões públicos internacionais, que são definidas no país por um comitê gestor composto por representantes do governo e da sociedade civil.
Tudo pode mudar
A existência de tantas possibilidades não significa que sua empresa precise de todas elas. O mais importante é manter o foco de atuação, ter um conhecimento real dos modelos de negócios e saber quais são as necessidades para melhorá-los. Considere, dentro desse escopo, o modo como as informações, documentos e conteúdos são tratados e pondere sobre como gerenciar, armazenar, distribuir e garantir a segurança deles. Avalie o modo como sua empresa pode utilizar os benefícios da Internet e da comunicação.
Ao decidir pela mudança e adoção de outras tecnologias, consulte especialistas antes de comprar soluções. As tecnologias da informação podem mudar o modo como sua empresa armazena conhecimento e realiza seus negócios, mas você continua sendo o executivo. |