Cultura
Da partitura ao streaming de áudio - Um caso de GED no ambiente cultural
Tesouros Fluminenses - Acesso ao acervo documental das biboliotecas públicas do Estado do Rio de Janeiro é possível com digitalização, uma das etapas do GED.
A tecnologia digital no Arquivo Público Mineiro - Como a tecnologia digital pode ser um recurso de preservação a acesso ao patrimônio documental
Thesaurus Musicae Brasiliensis: a preservação da música colonial brasileira através da mídia digital
Da partitura ao streaming de áudio - Um caso de GED no ambiente cultural
A importância do Gerenciamento Eletrônico de Documentos extrapola qualquer depósito de papéis e se abre para um case inédito no mundo: a disponibilização de preciosos acervos do Instituto Moreira Salles, gratuitamente para pesquisadores de MPB, livros, fotografias e ainda conta com pérolas nas programações da Rádio IMS.
O visitante do site IMS tem acesso à “Pesquisa on-line” das coleções de música, Rádio IMS, bibliotecas e fotografia. O apoio tecnológico do novo serviço é do IBM DB2 Content Manager e de seu parceiro no Brasil, a Winsdata, que desenvolveram uma solução completa de gerenciamento eletrônico de documentos para visualização na rede mundial de computadores.
A primeira etapa do projeto compreendeu o acervo de música do Instituto que, a partir do aniversário de Pixinguinha e Dia Nacional do Choro – possibilitou o acesso a 13 mil fonogramas via streaming de áudio do período que vai do surgimento da indústria fonográfica no país até 1964 – quando os discos de 78 rotações foram substituídos pelos LPs.
Esse material integra a coleção montada ao longo de 50 anos pelo pesquisador carioca Humberto Franceschi e depositada no Centro Petrobras de Referência da Música Brasileira, instalado na Reserva Técnica Musical do IMS-Rio em 2002. O acervo é composto de raros sambas, lundus, choros e marchinhas, inclusive gravações da fase mecânica da indústria fonográfica (anterior a 1929). As primeiras canções de Pixinguinha e únicas gravações que se tem notícia feitas por Chiquinha Gonzaga também estão lá. Destaca-se ainda a primeira gravação instrumental feita na América Latina: solos do flautista Patápio da Silva, gravados em 1902. Todos os fonogramas vêm acompanhados de informações técnicas (autor, título, intérprete, ano etc.) e a pesquisa pode ser feita por meio dos três primeiros desses itens. O arquivo de José Ramos Tinhorão, que também pertence ao IMS, já está em fase adiantada de digitalização e será, gradualmente, disponibilizado para consulta no site. Na primeira fase também estão acessíveis para consulta os programas da Rádio IMS e o catálogo de livros das bibliotecas dos escritores Otto Lara Resende e Jurandir Ferreira e do crítico de teatro Décio de Almeida Prado – ex-conselheiros do Instituto Moreira Salles. Em uma segunda etapa do projeto, o IMS pretende disponibilizar seu acervo fotográfico, que hoje conta com mais de 170 mil imagens.
Esse é um case que demonstra toda a potencialidade, escalabilidade e um novo mundo oferecido pelo GED, alcançando resultados inéditos e vencendo desafios que seriam impossíveis no passado. O mundo inteiro tem acesso a esses fonogramas, imagens e livros, permitindo ao cliente, a bandeira de pioneirismo.
Data da inclusão deste case: 3 de setembro de 2004
Fornecedor: newton@winsdata.com.br
Tesouros Fluminenses Acesso ao acervo documental das biboliotecas públicas do Estado do Rio de Janeiro é possível com digitalização, uma das etapas do GED.
Tesouros Fluminenses é um Programa desenvolvido pelo Governo do Estado Rio de Janeiro, que visa dar acesso ao acervo documental pertencente às Bibliotecas Públicas do Estado, através da digitalização de imagens.
Seu principal objetivo é possibilitar ao cidadão comum o acesso a documentos conhecidos por poucos. Este Programa se estenderá também às Escolas Estaduais, possibilitando aos professores utilizarem em suas aulas, fontes primárias até então inacessíveis. O acervo que já vem sendo digitalizado, é composto por Obras raras, fotografias, mapas e outros documentos, importantes para o estudo da história e da cultura do Estado do Rio de Janeiro.
A primeira etapa, já em andamento corresponde ao acervo da Biblioteca Pública do Estado do Rio de Janeiro, incluindo farto material iconográfico, sobre a Cidade do Rio de Janeiro, no começo do século XX. Na segunda etapa, serão digitalizados os acervos das outras bibliotecas estaduais, em especial, a Biblioteca Estadual de Niterói, que possui acervo único sobre a administração do antigo Estado do Rio de Janeiro. Esses documentos, que estão sendo digitalizados, obedecem a rigorosos critérios de controle de qualidade, visando a preservação desse delicado material, de maneira que não haja desgaste na captura dessas imagens. O processo utilizado é o de fotografia digital colorida de alta resolução, o que permite a captura de detalhes muitas vezes invisíveis ao olhar. Essas imagens são passiveis de serem veiculadas pela internet, mesmo para computadores que utilizem linhas de baixa resolução. A média mensal de imagens digitalizadas corresponde a 200 MB, incluindo, seleta de livros, periódicos, fotografias, documentos, mapas, etc.
Essas imagens estão sendo indexadas por diversos pontos de acesso, possibilitando uma recuperação diversificada.
Os documentos textuais, sejam eles livros, periódicos, etc, podem, também, ser recuperados, através da identificação de palavras, frases ou expressões, no próprio texto ou nas imagens digitalizadas. É, também, possível recuperar composições temáticas diversas, possibilitando ao usuário da internet ,não familiarizado com os processos de indexação tradicionais, recuperar os dados procurados através da utilização da lógica Booleana.
Assim, este case vem demonstrar que a inclusão digital é possível graças a compatibilidade na aplicação das tecnologias de comunicação e informação com processos de acesso a documentação rara, proporcionando ao cidadão conhecer, pesquisar e utilizar informações, até então guardadas para uso privilegiado de um pequeno grupo.
Data da inclusão deste case: 3 de setembro de 2004
Contato: analigia@sec.rj.gov.br
A tecnologia digital no Arquivo Público Mineiro - Como a tecnologia digital pode ser um recurso de preservação a acesso ao patrimônio documental
Em 1999, o Arquivo Público Mineiro - APM incluiu entre as diretrizes de seu plano diretor a implantação de um programa voltado para o uso da tecnologia digital, como recurso de preservação e acesso ao patrimônio documental sob a sua guarda.
A instituição, criada em 1895, tem como objetivo a gestão, a guarda, a preservação e o acesso ao acervo produzido pelo poder executivo estadual. Atualmente, mantém sob custódia documentos em papel, fotografias, mapas, plantas e filmes, de origem pública e privada, que remontam ao início do século XVIII, cobrindo os períodos colonial, imperial e parte do republicano. Parte significativa desse acervo é constituído por manuscritos, produzidos entre os séculos XVIII e as primeiras décadas do século XX, atingidos por diversos fatores de degradação (acidez dos papéis, tinta ferrogálica ) e deterioração (manuseio, pragas, condições ambientais e de armazenamento).
A utilização da tecnologia digital em acervos dessa natureza exige a adoção de procedimentos específicos. Ao longo de cinco anos de estudos, pesquisas e projetos, o Arquivo Público Mineiro, compondo uma equipe interdisciplinar das áreas de tratamento da informação , conservação de documentos, processamento digital de imagens e implantação de redes e sistemas, aprimorou e desenvolveu processos, metodologias, conceitos e comportamentos. A instituição contou com o apoio do Núcleo de Processamento Digital de Imagens da Universidade Federal de Minas Gerais, do Projeto de Conservação Preventiva em Bibliotecas e Arquivos – CPBA, da Companhia de Processamento de Dados de Minas Gerais – PRODEMGE e do consórcio da Rede Metropolitana de Alta Velocidade REMAV-BH.
Há também resultados positivos em diversos projetos desenvolvidos ao longo deste período: Digitalização do Acervo da Comissão Construtora da Nova Capital, Imagens do acervo fotográfico do Arquivo Público Mineiro: preservação e acesso em meio digital, Acervo do DOPS: acesso em meio digital e outros.
A instituição tem alcançado com excelência os objetivos dos projetos e os procedimentos adotados podem ser utilizados como referência pelos diversos órgãos brasileiros de documentação. As premissas básicas adotadas na execução dos projetos foram a preservação a longo prazo, o impacto dos processos de reformatação dos documentos originais, a conjugação das ações de preservação e acesso, a possibilidade de reprodução e o desenvolvimento de uma ferramenta capaz de aliar imagem, conteúdo, acesso local e remoto.
Data de inclusão deste cases: 3 de setembro de 2004
Contato: apm.sec@mg.gov.br
Thesaurus Musicae Brasiliensis: a preservação da música colonial brasileira através da mídia digital
O projeto Thesaurus Musicæ Brasiliensis - TMB foi concebido a partir da dificuldade de acesso às fontes históricas para conhecimento e estudo da rica música colonial brasileira. Citando como exemplo, existem no estado de Minas Gerais várias coleções de partituras musicais do período colonial, muitas delas inéditas, dispersas pelas cidades históricas em igrejas, museus, arquivos e coleções particulares. Muitas dessas coleções, deterioradas pelo tempo e má conservação, correm o risco de serem perdidas.
A proposta do Thesaurus Musicæ Brasiliensis é publicar, via internet, um corpus eletrônico da música antiga barroca brasileira composto de material de referência, partituras musicais originais digitalizadas (imagens e arquivos de áudio), informações sobre instrumentos musicais antigos, execução musical, bibliografias de compositores e músicos, fontes históricas, links, além de manter listas de discussão sobre temas pertinentes à música entre especialistas no assunto em todo o mundo. Além de imagens e textos, o TMB tornará as obras musicais acessíveis visual e auditivamente.
A fonte inicial de obra para TMB é o acervo de manuscritos musicais do maestro Vespasiano Gregório dos Santos que contém 374 obras representativas de compositores brasileiros dos séculos XVIII e XIX com mais de duas mil páginas de partituras manuscritas. Este acervo origina-se na atividade do maestro José Nicodemos da Silva à frente do Coral e Orquestra Padre João de Deus, com os quais participou dos principais momentos religiosos da nova capital mineira, e do seu contato com compositores e regentes de cidades como Ouro Preto, Mariana, Sabará, Santa Luzia e Lagoa Santa. O TMB tem espaço reservado para os manuscritos musicais, já catalogados, dos seguintes acervos: Rádio Inconfidência, Arquivo Público Mineiro, Orquestras de São João Del Rei, Museu da Música de Mariana e Museu da Inconfidência, além de outros acervos particulares.
O projeto TMB, também, auxiliará na preservação de documentos raros e partituras musicais originais disponíveis a partir do século XVII, evitando o seu manuseio freqüente e sua conseqüente perda.
Com relação à tecnologia da informação, são utilizadas no desenvolvimento do projeto modernas ferramentas para armazenamento e pesquisa de documentos digitais, tais como sistema gerenciador de banco de dados multimídia, com orientação para objetos e totalmente baseado em XML. O TMB é desenvolvido em Java e seu acesso é feito diretamente pela internet.
O projeto TMB é coordenado pela Universidade Estadual de Minas Gerais –
UEMG e tem o suporte tecnológico da Prodemge. Está também inserido no programa Remav – Redes Metropolitanas de Alta Velocidade do CNPq para estabelecimento da Internet de alta velocidade no Brasil.
Data da inclusão deste case: 3 de setembro de 2004
Contato: spangler@mg.gov.br
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